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Depoimento de Antônio Rocha

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

Boa tarde, tudo bem?

Meu nome é Antônio Rocha, sou diabético há mais de 40 anos, fiquei diabético com 1 ano e 2 meses de idade. Pratico atividade física, hoje diariamente, por cerca de 1 h 30 min. Por um acaso até hoje não desenvolvi uma lesão decorrente do diabetes, não tenho um único micro aneurisma na retina, tenho ótima condição renal, minha eletroneuromiografia de membros superiores e inferiores feita em final de 2010 pelo Sérgio Szklarz tem como conclusão: normal.

 

Disse por um acaso porque à época em que fiquei diabético se usava NPH e só em casos extremos se usava a Regular. Não existia glicosímetro, nem Lantus, nem Levemir, nem insulinas ultra-rápidas, os testes eram feitos com base na urina que era colocado em tubo de ensaio com um “veneno” intitulado de reagente de Benedict. Meu escore de cálcio coronariano é zero. Não tenho obstruções nas carótidas nem nas vertebrais (exame feito com Luciano Belém no Pró cardíaco).

 

Minha condição cardiorrespiratória em 2010 foi avaliada na esteira Pró cardíaco pelo Luciano Belém e pelo Fernando César, resultado: excelente. Minha freqüência cardíaca em repouso é de 64, aproximadamente. Meu perfil lipídico é de fazer inveja a quem não é diabético, 33 de triglicérides, 46 de LDL e 114 de HDL. Vale à pena fazer atividade física intensa e ingerir gordura saturada de forma moderada. Não fumo, não bebe, não excedo na alimentação, evito excesso de CHO e não como doces dietéticos, a uma, porque o gosto é medonho, a duas, porque para mim acarreta diarréia ainda que usado de forma comedida. Não uso nem refrigerante zero.

 

Quando eu tinha mais ou menos 7 ou 8 anos lançaram um refrigerante de nome TAB, que provavelmente por interesses comerciais foi logo retirado do mercado. E eu me acostumei a não fazer uso de refrigerante. Hoje os refrigerantes ditos light, diet e zero não mais exercem qualquer atração para mim. Vivi anos da minha vida sem eles e não será hoje que farei uso de tal produto. Desde o surgimento dos glicosímetros no Brasil, por volta de 1985, passei a fazer um controle super estrito que à época em que desenvolvi a doença que me levou à internação no Hospital dos Servidores do Estado em razão de cetoacidose não era possível.

 

A internação foi determinada pelo inolvidável Professor José Procópio Rodrigues do Valle. Após a comercialização no Brasil da 1ª insulina ultra-rápida (leia-se: Humalog) passei a usá-la constantemente. A essa época já fazia múltiplas doses de insulina NPH associada a várias doses de Humalog. Como sou diabético há muitos anos e à época em que abri o processo não tinha praticamente nenhum recurso como existe hoje, v.g., sistema de infusão contínua de insulina, que apenas faz uso da ultra-rápida (seja, Apidra, NovoRapid ou Humalog) a título de basal administrada de forma super fracionada e bolus de refeição e correção, hoje procuro fazer um controle super rigoroso, faço glicada de 5,6% e frutosamina de 2.83 mmol/L.

 

Confesso que hoje fico procurando exames e mais exames a fim de checar minha condição. Quando fiquei diabético meu primeiro endócrino foi o Francisco Arduino, escolha é claro do meu pai, pois quem tem 1 ano e pouco não escolhe médico, depois por motivos que nunca indaguei do meu pai o Francisco Arduíno foi substituído pelo Procópio do Valle com quem fiquei até quando ele teve condições de exercer a medicina. Meu médico atual também já está idoso, mas ainda exerce a medicina e por isso aqui deixarei de declinar seu nome, embora tenha por ele um grande respeito.

 

Sou imensamente grato aos três grandes endócrinos de cuidaram de mim e numa época em que eu era uma “avezinha” rara me mostraram que um homem não vale pelas pernas, mas pela cabeça. Hoje se escuta a torta e a direito que fulano é diabético, quando entrei para escola essa doença não era badalada, era algo quase que inusitado. Não sei qual a condição dos meninos, hoje, homens maduros que eu conheci no Hospital dos Servidores do Estado, mas acredito que a grande maioria tenha perdido a visão, faça diálise ou hemodiálise, tenha amputado algum dedo ou mesmo uma perna.

Não sei o quê aconteceu com aqueles meninos. Decerto que muitos já faleceram. Eu acho que contei com bons médicos, apesar de poucos recursos disponíveis, contei com minha disciplina, contei com a participação do meu pai, que me proporcionou condições de me tornar engenheiro. Hoje temos Internet etc. etc., a relação médico-paciente mudou muito, não sei se para melhor ou para pior, mas que mudou, mudou. Hoje, paciente “dá pitaco”, pede esse ou aquele exame, discorda do médico e na minha opinião até desrespeita os profissionais de saúde, da mesma forma que os pais hoje são desrespeitados.

 

Outro dia fiz um Doppler Collor de membros inferiores arterial e o médico que executou disse o exame disse o seguinte: “pelo tempo de diabetes que você tem eu espera uma obstrução generalizada, no entanto, não há uma única obstrução, parabéns.” Acho que a sorte sempre esteve ao meu lado, apesar do meu empenho que é algo que foge ao padrão. Quando cheguei em casa observei que o exame supracitado, salvo melhor juízo, não examina vasos “pequeninos”.

 

Consta das observações gerais do exame o seguinte: “avaliamos bem o sistema arterial desde a região inguinal até o dorso do pé”. Fala em artéria femoral, artéria poplítea, tronco tíbio-fibular, artéria tibial. Indago: o exame que fiz não pegou vasos finos, bem pequeninos, que, salvo engano, é onde se localizam os problemas de “obstruções” dos diabéticos.

 

Estou certo ou errado? Há algum exame que tenha como avaliar os vasos que ora chamo de superfinos? Abraço, Antonio Rocha

Mônica supera dificuldades de cegueira e lança seu segundo livro

quarta-feira, novembro 10th, 2010

monica
Mônica Messias sempre gostou de observar pessoas. Era capaz de ficar sentada durante horas em uma praça, só para ver a vida passar. Atenta, decorava feições, gestos, olhares. Encantava-se diariamente com as cores do mundo. Hoje, quando abre os olhos, vê apenas o abstrato, em tons de cinza.

Uma cor monótona, como ela mesma se sentiu durante algum tempo. Não restou sequer a sensibilidade à luz. A visão abandonou os olhos de Mônica, aos 25 anos. Desde os 11, ela era portadora de diabetes tipo 1, o mais grave. Jamais imaginou que a doença a levaria a uma complicação tão grande.

A família não tinha outros casos dessa enfermidade. Mônica, um moça vistosa, de belos cabelos castanhos, era secretária e levava uma vida confortável, no Lago Sul. Certo dia, assistia tevê quando uma mancha vermelha tomou conta de seu campo de visão. Era uma grave hemorragia, um derrame ocular, que mudaria a vida dela para sempre. O problema havia sido anunciado.

Meses antes, Mônica visitou um oftalmologista. O médico alertou sobre a gravidade. Tentou uma cirurgia, que lhe roubou a visão do olho esquerdo. Ainda restava o direito. A moça já não podia dirigir, mas conseguia ler livros, uma de suas maiores paixões.

Depois do derrame, a cegueira instalou-se de forma irremediável. Pouco depois, surgiu também a insuficiência renal. Mônica, um misto de sensibilidade e força, reaprendeu a viver. Hoje, aos 40 anos, conta essa experiência no livro Diabetes nunca mais! Meu transplante: o divórcio.

As páginas revelam a vida de Mônica depois de passar por um duplo transplante, de pâncreas e rim, em 2002. A cirurgia levou para longe o diabetes, o companheiro indesejado, mas não trouxe de volta o prazer de enxergar. O livro, que tem posfácio do jornalista Marcelo Abreu, será lançado sexta-feira.

Ao trabalho

Acostumada a transpor dificuldades, Mônica digitou as 147 páginas sozinha. Decorou a posição de cada tecla do computador. Ela, que nunca foi uma expert em informática, memorizou também os atalhos para comandos, como o de salvar o texto, por exemplo.

Contou com a ajuda de um programa que diz em voz alta tudo que ela escreve, lê até os e-mails. Raramente comete um erro ortográfico. Mônica tem fome de viver. Não se conforma quando a vida lhe diz não.

Esse é seu segundo livro. O primeiro, Doçura amarga, sobre como a diabetes afetou a rotina e a saúde da escritora antes do transplante, foi lançado em 1999. Levou poucas semanas para ser escrito. O novo exemplar é uma continuação e demandou quase sete anos para ficar pronto.

“Eu senti que devia isso às pessoas que leram o primeiro. Gosto quando alguém aprende alguma coisa comigo”, afirmou a autora.

Os relatos são um ensinamento, para quem tem ou não diabetes. Revelam-nos frágeis demais, impermanentes. Mostram como a vida, dona de si, se transforma sem mandar aviso. “Quando eu tinha 11 anos, não tinha tanta informação sobre a doença, nem havia tantos tipos de insulina.

Eu gostava muito de doces, massas. Sabia que não era bom para minha saúde. Mas fazia muitos esportes. Achava que isso compensava a dieta desregrada. Além disso, ninguém falava em complicações tão graves como a cegueira”, lembrou. Hoje, Mônica entende que, em determinados casos, quando a doença está descontrolada, praticar esportes não é indicado.

O quadro de saúde evoluiu para um só caminho: o transplante. Ela precisou mudar-se para São Paulo. A família, muito unida, ficou desmembrada. A mãe, Virgínia, seguiu com a filha para o outro estado. Foram quase dois anos distantes de casa. O pai, Alberto, permaneceu em Brasília, com os irmãos de Mônica, mas insistiu em doar um dos rins para a filha.

Mônica relutou. Mesmo doente, pensou na família, em primeiro lugar. “Eu morria de medo do meu pai morrer. Se o pior acontecesse, eu estaria tirando ele da minha família. Só aceitaria um doador vivo em último caso. Esperaria o quanto pudesse. Dizem que a pessoa vive bem com um rim só, mas eu não queria expor ninguém a isso por minha causa”, afirmou.

Tempos difíceis

No livro, a autora relata momentos dolorosos. Um dos piores foi quando se viu enganada pelos médicos que cuidavam dela.

“A chefe da minha equipe de transplante queria que eu fizesse primeiro o de rim e depois o de pâncreas, não os dois juntos. Mas assim ia demorar demais. O transplante duplo era a melhor opção. A médica não queria então não me informou quando a equipe dela parou de fazer transplantes de pâncreas. Me deixou acreditar que isso (o transplante duplo) seria possível durante meses”, lembrou.

Se a equipe que cuida do paciente não faz o transplante do determinado órgão, a pessoa passa a vez na lista de espera para alguém que esteja aos cuidados de outro grupo de médicos, esses aptos a transplantar a tal parte do corpo.

“Me senti enganada. Mudei de equipe. Recomecei tudo. Fiz novos exames. Só então o médico me deu força. Disse que eu era a primeira na lista da equipe dele para receber o transplante duplo”, relatou.

Depois de uma longa espera, Mônica conseguiu fazer a operação. Recebeu pâncreas e um novo rim, de uma só vez, como queria. Mas precisou esperar um pouco mais para se sentir feliz. O pâncreas, apesar de frágil, resistiu. O rim não se adaptou. “Desenvolvi uma síndrome horrorosa por conta dos remédios contra rejeição. Tive de lidar com a frustração de perder o rim, depois de tanta espera”, disse, emocionada.

Nova vida

Meses depois, veio um rim novo. Dessa vez, vitória completa. O corpo relutou, mas aceitou. Mônica poderia, finalmente, viver em liberdade. Deliciar-se com quantos chocolates quisesse, depois de mais de 20 anos com diabetes.

“Eu costumava dizer que me casei à força com o diabetes. O transplante representou meu divórcio. No dia seguinte à última cirurgia, acordei me sentindo outra pessoa. Foi como uma ressurreição. Estive perto da morte várias vezes, mas eu nunca soube. Minha família sorria não me deixava saber”.

Mesmo depois de tudo, Mônica é de um bom humor impressionante. “Eu digo para as pessoas que conheci quando eu ainda enxergava que na minha cabeça todo mundo é jovem, ninguém é barrigudo ou tem cabelo branco”, brinca.

“Quando alguém me pergunta: ‘E aí, Mônica, tudo azul? ’, eu digo: ‘Nada. Tá tudo cinza’”, contou, às gargalhadas. São sorrisos sinceros, de quem aprendeu a ser grata por estar viva.

Apesar das limitações físicas, Mônica é independente. Escolhe as próprias roupas, arruma o quarto do jeito que prefere bem organizado. Anda pela casa sozinha. Sai com os amigos. “Não gosto de dar trabalho para os outros.” Ainda guarda medos, como qualquer ser humano.

Precisa de mais tempo para ter segurança para caminhar sozinha pela rua. “É muito diferente nascer cego e ficar cego depois que você já viu de tudo”, resume. Mônica, porém, carrega em si a certeza mais importante. A de que vai renascer, quantas vezes for preciso.

Órgão fundamental

O pâncreas produz insulina, hormônio responsável pela redução da glicemia, ou seja, das taxas de açúcar no sangue. Quando ele não funciona bem, o diabetes piora. A insulina é essencial para que nosso corpo possa usar a glicose como principal fonte de energia. A exposição à glicose também prejudica a capacidade de filtragem do sangue pelos rins.

meu_transplante

Conheça a história

Lançamento do livro Diabetes nunca mais!

Meu transplante: o divórcio.
Data: dia 5, sexta-feira.
Local: Carpe Diem, Brasília Shopping.
Horário: A partir das 18h30.
Preço do livro: R$ 30,00
Pontos de venda (a partir do dia 6): Livraria Saraiva, Cultura, Dom Quixote, Sebinho e Nossa Livraria.
Fale com a Autora: monicamessias@uol.com.br

Comentários:

Autor: Vânia Pinto

Modelo de força e coragem, Mônica também se revelou uma escritora ágil e leve mesmo tratando de assunto tão doloroso e pessoal. O livro é imperdível aconselho a leitura do primeiro também! É uma aula leve e verdadeira de como respeitar o próprio corpo e de como superar as adversidades!

Autor: Leonardo Messias

Ótimo livro e belíssima história!

Autor: Paulo Mota

Mais uma historia que serve de reflexão! Por que não? Claro que sim! Vale à pena! Vamos à luta!

Autor: Leonardo Messias

Diabetes Nunca Mais! Meu transplante: o divórcio retoma a história verídica de Mônica dias após a celebração de lançamento do seu primeiro livro, em 1999, quando sofreu uma paralisia respiratória que quase a levou à morte.

Confira as Comunidades da autora no Orkut e Facebook  

Autor: Marcos Moura Santos

Essa é uma vencedora!!!  

 

Leilane Menezes
Publicação: 03/11/2010 – 08h

Encontro de Ciclistas - Por Kener Assis e Dra. Solange Travassos

terça-feira, agosto 10th, 2010

O Team Type 1 (TT1) é a única equipe do mundo de ciclismo profissional que inclui  atletas com Diabetes tipo 1. O TT1 foi fundado em 2005 por Joe Eldridge e Phil Southerland, dois jovens atletas diabéticos com o objetivo de inspirar as pessoas que vivem com diabetes para alcançar seus sonhos.

 

Os integrantes do TT1 acreditam que com a dieta apropriada, exercício físico, tratamento e tecnologia, qualquer pessoa com diabetes pode realizar seus sonhos e se esforçam para incutir esperança e inspiração para as pessoas afetadas pelo diabetes ao redor do mundo. Com esse objetivo ocorreu no primeiro domingo de agosto, no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Diabetes & Desportes (BRA) – Team Type 1 (USA).

 

O evento marcou a presença no país do time profissional de ciclismo dos Estados Unidos, que conta com a presença de atletas DM1. A equipe ganhou o último Race Across America e foi convidada para participar do Tour do Rio. A competição é a maior prova de ciclismo da América Latina e percorreu 783 km no Estado do Rio de Janeiro.

  Tour_Rio_2010Tour_Rio_2010Tour_Rio_2010

O encontro foi promovido pelo Diabetes & Desportes, time brasileiro com propósito semelhante, após a brilhante participação do time americano na competição Tour do Rio de Ciclismo. Na oportunidade membros do D&D e TT1 trocaram informações relacionadas ao perfil de cada time, bem como de controle glicêmico durante a prática de atividades esportivas.

Kener Assis, membro e representante do D&D no Rio de Janeiro, apresentou aos convidados o perfil do time brasileiro, presente em várias cidades do país.

Joe Eldridge, um dos fundadores do Team Type 1, e Fabio Calábria, ambos atletas DM1, falaram sobre o projeto Team Type 1, dos objetivos profissionais e sobre o controle no dia a dia, treinos e competições. Tanto Joe como Fábio utilizam bombas de infusão contínua de insulina e monitorização contínua da glicemia para facilitar o controle durante as competições.

Ao final, Eldridge agradeceu a oportunidade de estar pela primeira vez em uma competição na América do Sul, pelo intercâmbio proporcionado, e espera que o Team Type 1 possa estar de volta em 2011.

Maiores informações sobre o evento e sobre o Team Type 1 acesse: 

www.diabetesedesportes.com.br  e http://www.teamtype1.org

Encontro de Ciclistas

quinta-feira, agosto 5th, 2010

Foi realizado no último domingo (01/08), no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Diabetes & Desportes (BRA) – Team Type 1 (USA). O evento marcou a presença no país do time profissional de ciclismo dos Estados Unidos, que conta com a presença de atletas DM1.

 

O encontro foi promovido pelo Diabetes & Desportes, time brasileiro com propósito semelhante, após a brilhante participação do time americano na competição Tour do Rio de Ciclismo.
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Na oportunidade membros do D&D e TT1 trocaram informações relacionadas ao perfil de cada time, bem como de controle glicêmico durante a prática de atividades esportivas.

 

Kener Assis, membro e representante do D&D no Rio de Janeiro, apresentou aos convidados o perfil do time brasileiro, presente em várias cidades do país.

 

Joe Eldridge, um dos fundadores do Team Type 1, e Fabio Calábria, ambas as atletas DM1, falaram sobre o projeto Team Type 1, dos objetivos profissionais e sobre o controle no dia a dia, treinos e competições. 

 

Ao final, Eldridge agradeceu a oportunidade de estarem pela primeira vez em uma competição na América do Sul, pelo intercâmbio proporcionado, e espera que o Team Type 1 possa estar de volta em 2011.

 

Mais informações: www.diabetesedesportes.com.br 

Simpósio de Diabetes no Idoso

terça-feira, julho 13th, 2010

O 2º Simpósio de Diabetes no Idoso, com edição em São Paulo - capital, foi um sucesso!

Os temas das palestras são informações de cunho científico, contendo dados sobre os avanços da medicina,  precauções, discussões, alimentação e benefícios do portador de  Diabetes.

O simpósio foi divido em dois módulos. No primeiro módulo, foram destaques os temas Resistência Insulínica e Envelhecimento Correlação com Neoplasias e Epidemiologia do envelhecimento no Brasil,no segundo módulo, os temas Aspectos Nutricionais no Idoso portador de diabetes e Risco e Benefícios dos Antidiabéticos no Idoso, apresentaram maior destaque.

Confira algumas imagens do 2º Simpósio de Diabetes no Idoso.

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Dia Mundial do Diabetes – Amanhã!

sexta-feira, novembro 13th, 2009

Através da Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), esta data foi inserida no calendário no ano de 1991, como resposta ao espantoso aumento da doença em todo o mundo, tem que por objetivo maior, alertar as pessoas para o impacto do diabetes e estimular a política, bem como a sociedade que favoreçam e possibilitem que os portadores da doença possam ter uma vida melhor.

Considerando que o diabetes é um problema de saúde pública, os mobilizadores divulgam em outros países esse dia como forma de alerta ao mundo e os governos a definirem políticas e suporte adequados para os portadores da doença.

Outro intuito é promover o diagnóstico precoce dos portadores da doença e orientar sobre formas de tratamentos adequados, ocasionalmente ajudando na redução de complicações crônicas dessa doença.

Ilumine seu dia de Azul!
Compartilhe com esta maciça divulgação, seja Azul no dia 14 de Novembro.

Por que os transplantes de ilhotas falharam? Congresso IDF - Montreal - Canadá

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Por Dr. Walter Minicucci

No país que lançou para o mundo, com o protocolo de Edmond, a esperança de que o transplante de ilhotas pudesse ser uma das saídas para o tratamento do diabetes de tipo 1, a conferência com o título acima não contava com muita gente na platéia nesta manha de quarta- feira (21/10) no congresso do IDF 2009.

Com sucesso terapêutico de mais de 90% dos casos no primeiro ano para menos de 5% em 5 anos, resultados desanimadores causados segundo a conferencista R. Hull dos USA por diminuição da vascularização das ilhotas, toxicidade das drogas imunossupressoras e pela formação e deposição de Amilóide. Em todos os modelos animais, a deposição de amilóide ocorre antes da recorrência da hiperglicemia e está sempre relacionada ao insucesso do graft.

O aumento de apoptose foi vista também em alguns estudos. Camilo Ricordi, outro palestrante desta mesa sobre transplantes de ilhotas, comentou que em sua opinião este não é o mais importante fator no insucesso terapêutico em longo prazo e sim os outros motivos listados acima, sendo a resistência a insulina induzida pelos imunossupressores o mais importante.

No final, o que realmente importa para quem é um clínico como eu e tem que responder a pergunta dos pais de quando seus filhos poderão fazer o transplante de ilhotas, é de que este transplante continua sendo um tratamento que tão cedo não será a saída para os nossos pacientes.

Nós, os Parentes

sexta-feira, março 27th, 2009

Cristina Dissat, mãe Nadyr Dissat

00603_lagoa032Há cerca de dois meses pensei em escrever um texto desabafo. Estava me sentindo completamente impotente, sem conseguir ajudar minha mãe a entender o que era o tratamento do diabetes e o que ela precisava fazer para continuar bem.

Ela está com 85 anos e o diagnóstico de diabetes tipo 2 aconteceu há cerca de quatro anos. A aflição era grande já que trabalho como jornalista na área de diabetes e endocrinologia desde 1990, ou seja, a gente lê tudo, entrevista, assiste palestras e acaba ficando muito bem informada.

Bom… para encurtar a história foi preciso ela levar um susto para que me ouvisse mais e deixasse de me ver como  “a chata” e a que ficava de olho em tudo o que ela comia. Agora posso,realmente, ajudá-la, trocando idéias, falando sobre alimentação, etc.

Foi aí que fiquei pensando o que nós, parentes de pessoas com diabetes, vivenciamos todos os dias. Nós estamos sempre atrás de novas esperanças, alimentos diferentes e tudo mais que pudermos encontrar para ajudar no dia-a-dia de nossos pais, filhos, irmãos ou avós.

Em uma das enquetes realizadas pelo site da SBD, observamos que o percentual de parentes que visita o site é muito grande. Com certeza para se informar mais e ficar atento a todas as novidades nas pesquisas, tratamento e nutrição. Então… é hora de ouvi-los também. Queremos saber o que sentem, como fazem para ajudar e dar espaço para o desabafo também. Que tal comentar sobre a sua história aqui no Blog da SBD.

Começamos pela própria equipe de jornalismo do site da SBD. A seguir, Beth Santos, Sandra Malafaia e Pablo de Moraes falam um pouco sobre seus pais com diabetes.

Depoimento Beth Santos, mãe Nair Matoso

beth_maeQuando minha mãe foi diagnosticada com diabetes ela tinha 80 anos, quase 81. Claro que com esta idade temos hábitos alimentares e de comportamento pra lá de arraigados. Fica mais difícil promover qualquer mudança, pequena que seja.

Uma das primeiras dificuldades foi fazer com que ela absorvesse a noção de que não deveria mais consumir diversos alimentos calóricos, ou diversos carboidratos, numa mesma refeição. Foi demorado conseguir que mudasse o hábito de fazer uma refeição com arroz, feijão, batata, farofa, bife, salada, suco de frutas. E sorvete na sobremesa. Precisei explicar durante muitos meses que a batata e a farofa, por exemplo, deviam sair dessa refeição. E deixar o sorvete (diet), ou uma fruta, para o lanche. Ou seja, não concentrar tantas calorias numa refeição, mas parcelá-las em diversas refeições e lanches intermediários. Lentamente ela foi aceitando a mudança, passando a administrar bem esta questão. Hoje, quase quatro anos depois, virou rotina.

Depoimento Sandra Malafaia, pai Geraldo Malafaia

Meu pai tem diabetes tipo 2 e, atualmente, trabalho como repórter da área de saúde. Acho que estou “no lugar certo, na hora certa”. Isso porque, assim, tenho um melhor embasamento para ajudá-lo, além do seu endocrinologista. Ele sempre adorou doces e, com o desencadeamento do diabetes na terceira idade, o grande problema foi controlá-lo nessa questão. No entanto, como sua alimentação é bastante saudável, conseguimos chegar a um acordo: um chocolate diet (daqueles bem pequenininhos) por dia. O problema é quando é aniversário de alguém da família. Temos que ficar de olho para que ele não avance nos docinhos!

Depoimento Pablo de Moraes, mãe Deolinda de Moraes Rita

pablo-e-mae-02Conviver com diabetes faz parte da minha rotina desde que nasci: minha mãe o adquiriu quando estava grávida. Tenho duas observações a fazer sobre isso. A primeira delas é que é interessante acompanhar esse processo, principalmente quando seu parente realmente se cuida e leva a sério a dieta a ser seguida. Você aprende a lidar com isso e a se controlar, se alimentar melhor. Quem convive acaba, de certo, modo, se alimentando como tal. Em casa, por exemplo, mesmo quando criança, dificilmente se comia bolos ou doces caseiros, e maneirávamos nos carboidratos. Nossos cafés e sucos eram com adoçante, e não com açúcar, hábitos que mantenho até hoje, mesmo não morando mais com ela.

Minha segunda observação é que aprendemos como agir no caso de uma hiper ou hipoglicemia, a conhecer os sintomas. Em casa, sempre tivemos um cuidado especial com minha mãe, principalmente após 1986, quando ela teve uma infecção renal, e seu pâncreas parou de funcionar, obrigando-a a injetar insulina. Meu pai assumiu a missão de “aplicador” com vigor. Enfim, conviver com uma pessoa com diabetes, para mim, não foi um sofrimento, mas sim um aprendizado.

Diabetes: Abre-se Caminho para a Cura?

quarta-feira, março 18th, 2009

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, retira o veto ao financiamento federal para pesquisas com células-tronco embrionárias, o Brasil já desenvolve técnicas sem a utilização de embriões. Leia a entrevista com o Dr. Carlos Eduardo Couri (foto), um dos líderes do trabalho, e saiba mais na coluna Diabetes Hoje, que aborda a medicina regenerativa.

Ir para o site da SBD

Brasil Produzirá Base para Medicamento para Diabetes

terça-feira, março 3rd, 2009

Ministério da Saúde divulgou, recentemente, que o Brasil passará a produzir a base de medicamento para o tratamento do diabetes, chamada cristais de insulina.

A empresa responsável pelo desenvolvimento é das farmacêuticas União Química e Biomm. O investimento será de até R$ 200 milhões, segundo as informações oficiais

Ir para o site da SBD