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ADA 2010 - Rastreamento de diabéticos em populações de risco é custo efetivo

quinta-feira, julho 1st, 2010

No Congresso da ADA, realizado na Flórida, a Dra. Ranne Chatterjee, afirmou que o rastreamento para diabetes em população de risco economiza dinheiro em curto prazo. O trabalho foi realizado em pessoas adultas e obesas. A projeção é que no prazo de três anos existe uma economia significativa, mesmo levando em contas o custo da medicação e os falsos negativos. A estimativa de redução de custos é de 7,3 % para aqueles com BMI de 25 a 35 kg por metro quadrado e de 21,5 % para aqueles com mais de 35 kg.

Com relação à idade, a redução de custos é de 8,1 % para os da faixa etária entre 40-55 anos e de 17,1 % para os maiores de 55 anos. Estes achados reforçam a posição da ADA de que os testes de rastreamento são úteis em qualquer situação, mas especialmente nos pessoas com sobrepeso ou obesidade, ou ainda naqueles que tem um ou mais fator de risco.

O grupo da Dra. Ranne, concluiu ainda que o método mais barato de rastreamento é o testo com 50 g de glicose oral realizado de forma oportunística. O Dr. Richard Bernensstal, do Centro Internacional de Diabetes em Mineapolis, diz que o melhor método deve ser debatido de acordo com o grupo de risco que vai ser examinado. Declarou ainda: “Muitos médicos e sistema de saúde tem que adotar um sistema estratégico que pode varia bastante na sua abordagem. O custo é uma parte essencial desta discussão. Todos os dados do gerenciamento mostram que quanto mais cedo você intervir, mais efetivo e seguro será o acompanhamento das populações.”.

Nas pessoas suspeitas, recomenda-se um segundo teste com hemoglobina glicada e um teste padrão de glicose 2 horas após a ingestão de 75 g de glicose.  A prevalência esperada de diabetes é de 12 % que aumenta para 35 % nos obesos.

Com relação a dia de a prevalência é de 10 % antes dos 40 anos e de 35 % acima dos 55 anos. Os custos totais associados a um teste de tolerância  foi mais baixo do que a opção de não realizá-lo. Fazer o teste representou, na população estudada, US 216,007 versus 242,737 para os diabéticos e pré-diabéticos juntos.

Os testes para encontrar uma pessoa com diabetes diminuíram à medida que aumenta o IMC. Ele é de US 153 para as pessoas abaixo de 25 kg por metro quadrado de superfície corporal e de US 61 para uma pessoa com IMC 25 kg. O mesmo é verdadeiro com o aumento da idade, custando US 218 para as pessoas abaixo de 40 anos e passando  para US 85 na faixa de idade de 40 a 55 e US 61 acima de 55 anos.

Assim a economia com o rastreamento é maior nos obesos (253 versus 73 por pessoas no grupo de peso normal ou baixo) e no grupo mais idoso (US 239 versus US 65 para pessoas abaixo de 55).
A ADA, no entanto, recomenda que o rastreamento deva ser feito com a determinação da A1C e da glicemia em jejum. Este é o seu método preferencial.

Fonte: Chatterje R, et al “Screening for diabetes and pré-diabetes shoul be cost-cost savind in high-risk patients”. ADA 2010; Abstract 65-LB 

 

Agência de Notícias

Por que os transplantes de ilhotas falharam? Congresso IDF - Montreal - Canadá

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Por Dr. Walter Minicucci

No país que lançou para o mundo, com o protocolo de Edmond, a esperança de que o transplante de ilhotas pudesse ser uma das saídas para o tratamento do diabetes de tipo 1, a conferência com o título acima não contava com muita gente na platéia nesta manha de quarta- feira (21/10) no congresso do IDF 2009.

Com sucesso terapêutico de mais de 90% dos casos no primeiro ano para menos de 5% em 5 anos, resultados desanimadores causados segundo a conferencista R. Hull dos USA por diminuição da vascularização das ilhotas, toxicidade das drogas imunossupressoras e pela formação e deposição de Amilóide. Em todos os modelos animais, a deposição de amilóide ocorre antes da recorrência da hiperglicemia e está sempre relacionada ao insucesso do graft.

O aumento de apoptose foi vista também em alguns estudos. Camilo Ricordi, outro palestrante desta mesa sobre transplantes de ilhotas, comentou que em sua opinião este não é o mais importante fator no insucesso terapêutico em longo prazo e sim os outros motivos listados acima, sendo a resistência a insulina induzida pelos imunossupressores o mais importante.

No final, o que realmente importa para quem é um clínico como eu e tem que responder a pergunta dos pais de quando seus filhos poderão fazer o transplante de ilhotas, é de que este transplante continua sendo um tratamento que tão cedo não será a saída para os nossos pacientes.