Artigos para ‘ categoria Notícias gerais’

Semana de Prevenção ao Diabetes – “Diabetes tem jeito”

quarta-feira, novembro 3rd, 2010

Programação da semana de prevenção ao diabetes

 

Cidade: Franca - São Paulo

Dia: de 08/11/2010 a 14/11/2010

Local da iluminação: Parque de Exposições “Fernando Costa” Av. Dr. Flavio Rocha nº 500 Jardim Guanabara - Franca/SP

Locais das atividades: Casa do Diabético e Unidades Básicas de Saúde

Coordenação: Hezilmara Aparecida Menezes Mendonça - Nutricionista da Secretaria Municipal de Saúde

 

Será realizado nos dias 08 a 13 de Novembro a “Semana de Prevenção ao Diabetes” cujo tema é “Diabetes tem jeito”.

 

Dia 10/11/10

20h30 – Abertura oficial da semana com o Sr. Prefeito  Municipal de Franca Sidnei Rocha inaugurando a Iluminação do Parque com o tema mundial “Dia Azul”, com queima de fogos.

 

As unidades deverão incluir em sua programação diária da semana do dia 8/11 a 12/11:

Trabalhos educativos com a sala de espera e com os grupos já agendados na unidade, orientações acerca dos sinais e sintomas sobre a doença.

 

Planejar atividades físicas como caminhadas, alongamentos com as pessoas dos grupos em andamento e sala de espera, por 20 minutos. Solicitar auxílio do educador físico do grupo Vida Viva.

 

Escalar 2 funcionários para o período da Tarde das 14 as 17hs, para avaliação de glicosimetria. Serão disponibilizadas 300 fitas para cada unidade diariamente.

 

Enviar cronograma de atividades para divulgação na imprensa. Materiais para a semana: Faixa, Folders, Cartaz e Folhetos.

 

Dia 13/11/2010

Viva o Parque com a seguinte programação:

9h – Abertura da avaliação de PA e Glicosimetria, distribuição de material educativo;

10h – Sensibilização sobre o diabetes com profissionais da área;

10h30 – Atividade física – Dança no Parque;

11hs – para o encerramento da semana e sendo a cor AZUL o símbolo mundial da semana, cobriremos o céu com balões azuis, que levarão sementes de árvores simbolizando o cultivo de novas maneiras de pensar e agir.

 

Programação da Casa do Diabético para a semana do dia 8 a 12/11/2010:

7h - Atividade física na quadra da escola

8h - Apresentação de atividades culturais com a escola de música do EMIN

8h30 e 10h – Palestras educativas para a sala de espera sobre sinais e sintomas da doença.

Leonid Ivanovich Rogozov, exemplo de determinação e auto-controle

terça-feira, setembro 28th, 2010

Leonid Ivanovich Rogozov

O navio Ob, com seus 6 membros, partia de Leningrado em direção à Antártica em 5 de novembro de 1960. A missão era construir uma nova base polar de pesquisas e passar pelo terrível inverno antártico. Após 9 semanas, a base Novolazarevskaya estava pronta e a tempo para a chegada do inverno. O mar congelara a sua volta e o navio já havia partido e não voltaria tão cedo. Contato com o mundo externo não era mais possível. Através do longo inverno os 12 habitantes de Novolazarevskaya dependeriam somente de si. Um dos membros da expedição era o jovem cirurgião de 27 anos Leonid Ivanovich Rogozov.

 

29 de Abril de 1961

 

Após várias semanas se sentido mal, Rogozov logo percebeu em si sinais de fraqueza, mal-estar, náusea e, posteriormente, dor em região superior de seu abdome que mudou, depois, para o quadrante inferior direito. Sua temperatura subiu para 37,5 ºC. Rogozov escreveu em seu diário: “Aparentemente estou com apendicite. Estou disfarçando, até sorrio. Porque preocupar meus amigos? Quem poderia ajudar?” Como cirurgião, Rogozov não teve dificuldades para diagnosticar apendicite aguda. Porém, por ironia do destino, ele sabia que só sobreviveria se fosse submetido à operação. Era o único médico no local, e contato com o mundo externo estava fora de questão uma vez que o inverno já se instalara sobre a base.

 

30 de Abril de 1961

 

Todos os tratamentos paliativos foram usados (antibióticos, resfriamento da área), mas seu estado continua piorando: sua temperatura subiu, e os vômitos ficaram mais frequentes. “Eu não consegui dormir ontem a noite. Dói demais. Continua sem sinais de perfuração iminente, mas um sentimento opressivo de que algo ruim está por vir paira sobre mim… É isso…Eu tenho que pensar na única possibilidade de sair dessa: operar em mim…é praticamente impossível…mas eu não posso simplesmente cruzar os braços e desistir.” “18:30. Eu nunca me senti tão mal em minha vida. O prédio está tremendo como um pequeno brinquedo na tempestade. O pessoal já descobriu. Eles continuam tentando me acalmar. Estou chateado comigo - estraguei o feriado de todos. Agora estão todos correndo por aí, preparando a autoclave. Temos de esterilizar a cama, pois vamos operar.” “20:30. Estou piorando. Falei para o pessoal. Agora temos de começar a tirar tudo que não precisamos da sala.”

 

 

Preparação para a operação

 

Seguindo as instruções de Rogozov, os membros da equipe improvisaram uma sala de cirurgia. Retiraram tudo da sala de Rogozov deixando apenas sua cama, duas mesas e uma luminária. Os aerologistas Fedor Kabot e Robert Pyzhov inundaram a sala com luz ultravioleta e esterilizaram a cama e os instrumentos. Além de Rogozov, o metereologista Alexandr Artemev, o mecanico Zinovy Teplinsky, e diretor da estação, Vladislav Gerbovich, foram submetidos à lavação anti-séptica. Rogozov explicou como a operação iria proceder e lhes designou tarefas: Artemev deveria lhe passar os instrumentos; Teplinsky seguraria o espelho e ajustaria a luz; Gerbovich estaria na reserva caso alguém passasse mal. No caso de Rogozov perder a consciência, ele instruiu sua equipe de como injetar-lhe drogas com uma seringa que havia preparado e de como realizar ventilação artificial. Então ele lavou as mãos de Artemev e Teplinsky e colocou-lhes luvas cirúrgicas. Quando tudo estava preparado, Rogozov se lavou e posicionou-se. Ele escolheu uma posição semi-inclinada, limpou a área a ser aberta e, antecipando a necessidade que teria do senso tátil para se guiar, decidiu trabalhar sem luvas.

 

 

A OPERAÇÃO

 

Começou as 2:00 local. Rogozov infiltrou as camadas da parede abdominal com 20 ml de 0.5% de procaína, usando diversas injeções. Após 15 minutos ele fez uma incisão de 10-12 cm. A visibilidade na profundeza da cavidade não era ideal, em alguns momentos ele teve de elevar a cabeça para obter uma vista melhor, ou usar o espelho, nas a maior parte do trabalho foi feito somente por toque. Depois de 30-40 minutos, Rogozov começou a fazer pequenas pausas devido à fraqueza geral e sensação de vertigem. Finalmente ele removeu o apêndice severamente afetado. Ele aplicou antibióticos na cavidade abdominal e fechou a incisão. A operação levou cerca de 1 hora e 45  minutos. Em certo momento, Gerbovich chamou Yuri Vereshchagin para fotografar o evento. Gerbovich escreveu em seu diário aquela noite. “Quando Rogozov fez a incisão e estava manipulando seus órgãos internos, assim que removeu o apêndice seu intestino roncou. Isso foi absolutamente nada agradável para nós, fez com que quisesse desviar o olhar, mas mantive minha cabeça e olhar firmes. Rogozov manteve-se calmo e focado no trabalho, porém suava muito em sua testa e frequentemente pedia à Teplinsky para seca-la.”

 Leonid Ivanovich Rogozov

 

Após a operação

 

Terminado, Rogozov mostrou a seus assistentes como lavar e guardar os instrumentos e outros materiais. Então tomou pílulas para dormir e descansou. No outro dia sua temperatura era de 38,1 ºC, ele descreveu sua condição como “moderadamente ruim”, mas no geral se sentia melhor. Ele continuou a tomar antibióticos. Depois de quatro dias suas funções digestivas voltaram ao normal e os sinais de peritonite local desapareceram. Cinco dias depois sua temperatura era normal e ele removeu as suturas. “Dentro de duas semanas já podia realizar suas tarefas normalmente e voltou a escrever em seu diário.”

 

8 de Maio de 1961

 

“Não me permiti em momento algum a pensar em outra coisa se não minha tarefa a realizar. Cerrei os dentes e fui frio. No caso de perder a consciência eu dei uma seringa a Sasha Artemev e mostrei-lhe como me dar uma injeção. Expliquei a Zinovy Teplinsky como segurar o espelho. Meus pobres assistentes! No ultimo minuto olhei para eles: eles lá em seus aventais cirúrgicos brancos, mais brancos que eles mesmos. Eu também estava com medo. Mas quando peguei a agulha com novocaina e me dei à primeira injeção, de alguma forma eu entrei em modo automático, e desse ponto em diante não percebi nada mais.” “Trabalhei sem luvas. Era difícil de enxergar. O espelho ajudou, mas também atrapalhou - afinal, mostrava tudo ao contrário. Trabalhei mais pelo toque. O sangramento foi bastante grande, mas eu mantive a calma. Ao abrir o peritônio, eu atingi o ceco e tive de suturá-lo. De repente passou pela minha cabeça: há mais lesões por aqui e eu não percebi… Fui ficando cada vez mais fraco, minha cabeça começou a rodar. A cada 4-5 minutos eu descansava por 20-25 segundos. Finalmente, aqui está o apêndice maldito. Com horror eu percebi a mancha negra em sua base. Significava que apenas um dia a mais ele teria se rompido e…” “No pior momento da remoção do apêndice meu coração disparou e eu parei e pensei: minhas mãos parecem borracha. Bom, eu pensei isso não vai terminar bem. E tudo que me restou foi remover o apêndice…”.

“E então eu percebi que, praticamente, eu já estava a salvo.”

 

 

Deixando a Antártica

 

Mais de um ano depois a equipe deixou Novolazarevskaya e em 29 de Maio de 1962 seu navio atracava no porto de Leningrado. No dia seguinte Rogozov retornava a seu trabalho na clínica. Ele trabalhou e lecionou  no Departamento de Cirurgia Geral do Primeiro Instituto Médico de Leningrado. Ele nunca mais voltou a Antártica e morreu em São Petesburgo, anterior Leningrado, em 21 de setembro de 2000.

 

 

O limite da capacidade humana

 

A auto-operação de Rogozov foi provavelmente o primeiro ato ocorrido fora de uma estrutura hospitalar em um lugar deserto sem nenhuma possibilidade de ajuda externa, e sem a presença de qualquer outro profissional médico a sua volta. Permanece como um exemplo de determinação e da força de vontade para viver do ser humano. Em seus últimos anos Rogozov rejeitou todas as glórias de seu feito. Quando perguntado sobre o ocorrido ele simplesmente respondia com um sorriso no rosto: “Um trabalho como outro qualquer, uma vida como outra qualquer”.

 

Ney Cavalcanti
Professor de Endocrinologia, Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

 

Artigo publicado no British Medical Journal:

“Auto-appendectomy in the Antarctic: case report”

-Vladislav Rogozov, Neil Bermel.

www.bmj.com/cgi/content/full/339/dec15_1/b4965  

PS: Vladislav Rogozov é filho de Leonid Rogozov

Boa é bom no feminino

segunda-feira, setembro 27th, 2010

“O tempo passa, o tempo voa, e a Poupança Bamerindus continua numa boa…”.

 

O uso vai mudando o significado de alguns conceitos, e mal percebemos. Houve um tempo em que boa cozinheira era aquela de forno e fogão. Boa mesa era mesa farta e variada. O modo de vida permitia comer e andar com natural manutenção do peso. Hoje esse tipo de mesa e cozinheira não traz felicidade. Melhor não se aproximar das tentações da mesa. Vejamos o que é comida boa. O sabor, e a quantidade que sacia eram os itens mais importantes. Hoje invocamos a higiene, a aparência, os poderes nutritivos, e o adjetivo saudável. Não seria hora de chamar a boa comida de alimento inteligente?

 

Havia aquele que era um bom garfo, ou seja, comia e repetia. Mesmo sendo o terror dos rodízios, fazia graça comendo exageradamente, e acabava sendo o rei da mesa, atraindo todas as atenções, e na reprise ingeria mais. Era o via-vira do garfo e faca.

 

Alguém tímido chega numa festa onde um grupo ruidoso mal o vê chegar. Murmura pelos cantos um cumprimento de boa noite para servir de escudo, mas é inútil. Isso não garante e nem impede que a noite seja realmente boa. Quando a chegada é nesse estilo, a saída precisa ser à francesa. Timidez não é coisa boa.

 

Uma flor tem por nome boa-noite. É branca e tem um cheiro ativo que inunda o jardim. Muitos acham o odor agradável, lembrando a infância, tempo em que era possível caminhar à noite e sentir esses perfumes.

 

Uma droga colocada sorrateiramente numa bebida inocente causa grandes perdas de dinheiro e até da vida. O nome do artefato: boa noite Cinderela.

 

Fotos de cinquenta anos atrás nos mostram uma interessante escassez de pessoas gordas. E hoje, comparando os soldados americanos da Guerra do Vietnã com os da Guerra do Iraque, além do aparato tecnológico, nos chamam a atenção pelo menos trinta quilos corporais a mais que os soldados atuais têm. Aí entra o pedido de atenção a boa forma.

 

O locutor de rádio diz que o sol está brilhando, não há nuvens, o termômetro marca 35 graus, e não há previsão de chuva. E termina afirmando: tempo bom e temperatura em elevação. Ficamos sabendo que tempo bom é assim.

 

Havia em Montes Claros um óleo de cozinha chamado Dona-Boa, mas seu nome foi vetado há meio século, pois descobriram que havia outro óleo com o mesmo nome, então mudaram a marca para Boa-zinha.

 

Ainda nos nomes comerciais, a Q-Boa é uma água sanitária de seis décadas, líder de mercado e que está em fase de revitalização. Outro produto que trombeteia ter mil e uma utilidades é o Bom-bril. E o que dizer do chocolate que tem a palavra bom duas vezes no nome: bom-bom?

 

Bom-bocado é um doce que chegou a dar nome a um restaurante concorrido aos domingos. Foi um dos primeiros self-services da cidade, com molhos adocicados, tentando ser o que não era: um popular sofisticado.

 

Não conheço loja onde se venda conselhos, mas sempre ouço alguém metendo o bedelho e dando seu bom-conselho de graça, porém dizendo que melhor seria vendê-lo. Dá pra imaginar alguém implorando: compro um bom-conselho? Não podemos nos esquecer das consultorias, que de forma competente ou não, cobram caro pelas suas preciosas orientações.

 

Negro bom e o bom selvagem se referem a pessoas dóceis, domesticadas, assim nomeadas pela classe que manda. Bom, nesse caso, significa conformado, e essa bondade serve a quem deseja a obediência deles.

 

A mudança de lugar do adjetivo em relação ao substantivo muda o significado. Vejamos: vida boa e boa vida. A primeira gera inveja e a segunda também, mas por motivos diversos. Quando vemos alguém num momento de descanso, em total e completo relaxamento físico e mental, pensamos: “Esse leva uma vida boa!” Para alguém que é publicamente improdutivo, mas que tem uma existência de rei é possível que seja invejado, não pelo ócio, mas sim pelo conforto que desfruta.

 

Nessa linha, pode-se ir adiante, passando do abstrato ao concreto: boa mulher e mulher boa. A primeira refere-se a virtudes invisíveis e a segunda refere-se unicamente a qualidades palpáveis.

 

Mara Narciso

Jornalista e Autora do livro “Segurando a Hiperatividade”.

Slogans políticos 2010: “Por um Mundo Novo”

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Todos sabem o que são slogans, ou pelo menos os conhecem e os repetem sem perceber. É palavra ou frase usada com frequência, em geral associada à propaganda comercial ou política, diz o Dicionário Aurélio.

 

O slogan bom entranha no cérebro do receptor e se cola sem possibilidade de resistência. Para ser lembrada, a frase não precisa ser criativa ou inteligente. A lavagem cerebral travestida de impregnação dos sentidos é confirmada à medida que se repete o refrão do jingle político.

 

Numa caminhada pelo centro, em pouco tempo pode-se acumular muitas dessas frases que se pretendem audaciosas, e que têm por objetivo tirar o candidato do limbo do anonimato, jogando-o na ribalta, no grupo dos políticos discutidos, disputadores das cabeças das pesquisas de opinião.

 

Algumas frases do contexto eleitoral soam pretensiosas, arrogantes, prepotentes, vindas de pessoa que finge poder resolver os mais complexos problemas da nossa sociedade. O que acham de “Coragem e atitude para Minas avançar”?

 

Aliás, para ser político, é imprescindível que haja montes de coragem. Numa democracia parece-me exagero. Outra frase diz assim: “Coragem para mudar”. Se for para pior é preciso ter muita coragem.

 

A “mudança” é outra figurinha dos dizeres políticos. Mesmo os candidatos continuístas não se esquecem de prometer mudanças. Indica que o ser humano não fica parado, nem num lugar, nem numa situação. É preciso mudar.

 

Confiar em quem vai ser votado é indispensável:

“Dê seu voto de confiança”;

“Meu trabalho você conhece”;

“Neste eu confio”;

“Credibilidade e confiança”;

“Esse tem o meu voto”.

E ainda, vigor e convicção no cultor de si mesmo:

“Amizade e trabalho”;

“É com este que eu vou”;

“Eu também voto”;

“O meu voto vale”, enquanto o desfile de egos continua.

 

A ilusão é um sentimento difícil de explicar. É possível que muitos tenham esse sentimento em diferentes intensidades.

 

O candidato que entra numa campanha política precisa ter por princípios: estar certo de que vai vencer; ser convicto de que é o melhor de todos; não perder tempo com humildade, a falsa e a verdadeira, como a frase desse slogan: “Humildade e competência”, ou seja, duas mentiras num só slogan.

 

Para alguns soam como discursos arcaicos, mas em todas as eleições essas falas estão de volta em níveis mais ou menos raivosos, pois mencionam lutas e guerras em tempo de paz: “Rumo ao socialismo”; “Salário trabalho e terra”.

 

Poucos políticos confessariam, mesmo aos correligionários, que não acreditam na vitória.  Até quando os oponentes invadem seu território, anulando o poder do seu trabalho, ou ainda, quando sentem que a verba escasseou, não se atrevem a pensar, e nem ao menos dizer que a batalha está perdida.

 

E o bairrismo exacerbado: “Minas no caminho certo”; “Somos Minas Gerais”;

“Minas a favor do Brasil”. O candidato que fosse contra o Brasil seria tão mal

visto quanto alguém que confessasse ser contra a Seleção Brasileira de

Futebol.

 

A repetição tem por fim executar a lavagem cerebral. Entre os cinco itens mais

badalados estão segurança, moradia, educação, emprego e saúde, que é a campeã.

 

Não é para menos que dezenas de slogans a tenham em sua frase:

“Saúde em primeiro lugar”;

“Bom para a saúde”;

“Compromisso com a saúde”.

“Pra saúde seguir em frente”.

 

Mas o que quer dizer isso? Nunca vi saúde seguindo para trás. Deve ser um novo conceito. Outros largam a saúde e vão pela vida: “Compromisso pela vida”.

 

O bem e o mal também flutuam entre as frases: “Fazendo o bem”; “Saber fazer bem”. Não creio que algum publicitário experiente ou aprendiz ousaria contradizer esses dizeres do senso-comum.

 

“Tudo pela educação”, concretizando-se a intenção, toda a estrutura eleitoral se modificaria. Voto não obrigatório leva mais gente letrada às urnas ou o contrário?  Há as pesquisas e confio nelas, mas, sabendo de décadas, que a tendência inicial das urnas não costuma mudar, ainda assim é bom contar os votos antes de estourar os rojões.

 

Dentre as pretensões deslavadas, para não dizer puro esnobismo está à frase: “Esse faz a diferença”.  Caso ganhe, fará a diferença sim, mas para si próprio. Entre os 135 milhões de eleitores, considerar-se único é ser megalomaníaco.

 

Mas, imaginemos um candidato a Presidente da República sincero, que queira de fato ser presidente, mas não se considera grande coisa, acreditando que muitos outros estão ao seu nível ou acima dele. Como seriam os discursos dessa campanha?

           

Após militar na política por 25 anos, convicta das questões ideológicas, fazendo currículo de candidatos, discursos, cartilhas, textos, slogans, símbolos, letras de jingle, pescando votos em todos os bairros, desfraldando bandeiras, vestindo camisetas, fazendo arrastões, e usando argumentações conforme a platéia, o trabalho foi suspenso há cinco anos. Por fim e gratuitamente ofereço duas conclusões: para cada dez votos prometidos sob juramento, contabilize um. E embora os políticos gozem de péssima fama entre os brasileiros afirmo: mais falsos do que os políticos, só mesmo os eleitores. Afirmo e dou fé.

 

Mara Narciso

Médica, Jornalista e autora do livro: “Segurando a Hiperatividade” – 26 de agosto de 2010.

Blog Associação de Caruaru - PE

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Com o comprometimento de levar informações sobre Diabetes até você, é com grande prazer que divulgamos o Depoimento do Sr. Claudivan Galino.

Ele fundou uma Associação de Diabéticos em Pernambuco.

Confira seu relato:

 

Sou um visitante assíduo do site da SBD. Eu e minha filha somos Diabéticos Tipo 1, eu há 26 anos (tenho 40) e ela há 12 anos (tem 19), estou fundando uma Associação de Diabéticos em Caruaru-PE, e criei um Blog para auxiliar a associação, gostaria que divulgassem esse Blog, claro, se estiver dentro dos critérios da SBD.

Agradeço a atenção.

Contato:

Claudivan Galindo

Técnico em Informática

Blog: http://diabetescaruaru.blogspot.com/

E-mail: claudivangalindo@hotmail.com

Telefone para Contato: (81) 3724-6899 / 9148-2380

Encontro de Ciclistas - Por Kener Assis e Dra. Solange Travassos

terça-feira, agosto 10th, 2010

O Team Type 1 (TT1) é a única equipe do mundo de ciclismo profissional que inclui  atletas com Diabetes tipo 1. O TT1 foi fundado em 2005 por Joe Eldridge e Phil Southerland, dois jovens atletas diabéticos com o objetivo de inspirar as pessoas que vivem com diabetes para alcançar seus sonhos.

 

Os integrantes do TT1 acreditam que com a dieta apropriada, exercício físico, tratamento e tecnologia, qualquer pessoa com diabetes pode realizar seus sonhos e se esforçam para incutir esperança e inspiração para as pessoas afetadas pelo diabetes ao redor do mundo. Com esse objetivo ocorreu no primeiro domingo de agosto, no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Diabetes & Desportes (BRA) – Team Type 1 (USA).

 

O evento marcou a presença no país do time profissional de ciclismo dos Estados Unidos, que conta com a presença de atletas DM1. A equipe ganhou o último Race Across America e foi convidada para participar do Tour do Rio. A competição é a maior prova de ciclismo da América Latina e percorreu 783 km no Estado do Rio de Janeiro.

  Tour_Rio_2010Tour_Rio_2010Tour_Rio_2010

O encontro foi promovido pelo Diabetes & Desportes, time brasileiro com propósito semelhante, após a brilhante participação do time americano na competição Tour do Rio de Ciclismo. Na oportunidade membros do D&D e TT1 trocaram informações relacionadas ao perfil de cada time, bem como de controle glicêmico durante a prática de atividades esportivas.

Kener Assis, membro e representante do D&D no Rio de Janeiro, apresentou aos convidados o perfil do time brasileiro, presente em várias cidades do país.

Joe Eldridge, um dos fundadores do Team Type 1, e Fabio Calábria, ambos atletas DM1, falaram sobre o projeto Team Type 1, dos objetivos profissionais e sobre o controle no dia a dia, treinos e competições. Tanto Joe como Fábio utilizam bombas de infusão contínua de insulina e monitorização contínua da glicemia para facilitar o controle durante as competições.

Ao final, Eldridge agradeceu a oportunidade de estar pela primeira vez em uma competição na América do Sul, pelo intercâmbio proporcionado, e espera que o Team Type 1 possa estar de volta em 2011.

Maiores informações sobre o evento e sobre o Team Type 1 acesse: 

www.diabetesedesportes.com.br  e http://www.teamtype1.org

Encontro de Ciclistas

quinta-feira, agosto 5th, 2010

Foi realizado no último domingo (01/08), no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Diabetes & Desportes (BRA) – Team Type 1 (USA). O evento marcou a presença no país do time profissional de ciclismo dos Estados Unidos, que conta com a presença de atletas DM1.

 

O encontro foi promovido pelo Diabetes & Desportes, time brasileiro com propósito semelhante, após a brilhante participação do time americano na competição Tour do Rio de Ciclismo.
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Na oportunidade membros do D&D e TT1 trocaram informações relacionadas ao perfil de cada time, bem como de controle glicêmico durante a prática de atividades esportivas.

 

Kener Assis, membro e representante do D&D no Rio de Janeiro, apresentou aos convidados o perfil do time brasileiro, presente em várias cidades do país.

 

Joe Eldridge, um dos fundadores do Team Type 1, e Fabio Calábria, ambas as atletas DM1, falaram sobre o projeto Team Type 1, dos objetivos profissionais e sobre o controle no dia a dia, treinos e competições. 

 

Ao final, Eldridge agradeceu a oportunidade de estarem pela primeira vez em uma competição na América do Sul, pelo intercâmbio proporcionado, e espera que o Team Type 1 possa estar de volta em 2011.

 

Mais informações: www.diabetesedesportes.com.br 

Simpósio de Diabetes no Idoso

terça-feira, julho 13th, 2010

O 2º Simpósio de Diabetes no Idoso, com edição em São Paulo - capital, foi um sucesso!

Os temas das palestras são informações de cunho científico, contendo dados sobre os avanços da medicina,  precauções, discussões, alimentação e benefícios do portador de  Diabetes.

O simpósio foi divido em dois módulos. No primeiro módulo, foram destaques os temas Resistência Insulínica e Envelhecimento Correlação com Neoplasias e Epidemiologia do envelhecimento no Brasil,no segundo módulo, os temas Aspectos Nutricionais no Idoso portador de diabetes e Risco e Benefícios dos Antidiabéticos no Idoso, apresentaram maior destaque.

Confira algumas imagens do 2º Simpósio de Diabetes no Idoso.

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ADA 2010 - Rastreamento de diabéticos em populações de risco é custo efetivo

quinta-feira, julho 1st, 2010

No Congresso da ADA, realizado na Flórida, a Dra. Ranne Chatterjee, afirmou que o rastreamento para diabetes em população de risco economiza dinheiro em curto prazo. O trabalho foi realizado em pessoas adultas e obesas. A projeção é que no prazo de três anos existe uma economia significativa, mesmo levando em contas o custo da medicação e os falsos negativos. A estimativa de redução de custos é de 7,3 % para aqueles com BMI de 25 a 35 kg por metro quadrado e de 21,5 % para aqueles com mais de 35 kg.

Com relação à idade, a redução de custos é de 8,1 % para os da faixa etária entre 40-55 anos e de 17,1 % para os maiores de 55 anos. Estes achados reforçam a posição da ADA de que os testes de rastreamento são úteis em qualquer situação, mas especialmente nos pessoas com sobrepeso ou obesidade, ou ainda naqueles que tem um ou mais fator de risco.

O grupo da Dra. Ranne, concluiu ainda que o método mais barato de rastreamento é o testo com 50 g de glicose oral realizado de forma oportunística. O Dr. Richard Bernensstal, do Centro Internacional de Diabetes em Mineapolis, diz que o melhor método deve ser debatido de acordo com o grupo de risco que vai ser examinado. Declarou ainda: “Muitos médicos e sistema de saúde tem que adotar um sistema estratégico que pode varia bastante na sua abordagem. O custo é uma parte essencial desta discussão. Todos os dados do gerenciamento mostram que quanto mais cedo você intervir, mais efetivo e seguro será o acompanhamento das populações.”.

Nas pessoas suspeitas, recomenda-se um segundo teste com hemoglobina glicada e um teste padrão de glicose 2 horas após a ingestão de 75 g de glicose.  A prevalência esperada de diabetes é de 12 % que aumenta para 35 % nos obesos.

Com relação a dia de a prevalência é de 10 % antes dos 40 anos e de 35 % acima dos 55 anos. Os custos totais associados a um teste de tolerância  foi mais baixo do que a opção de não realizá-lo. Fazer o teste representou, na população estudada, US 216,007 versus 242,737 para os diabéticos e pré-diabéticos juntos.

Os testes para encontrar uma pessoa com diabetes diminuíram à medida que aumenta o IMC. Ele é de US 153 para as pessoas abaixo de 25 kg por metro quadrado de superfície corporal e de US 61 para uma pessoa com IMC 25 kg. O mesmo é verdadeiro com o aumento da idade, custando US 218 para as pessoas abaixo de 40 anos e passando  para US 85 na faixa de idade de 40 a 55 e US 61 acima de 55 anos.

Assim a economia com o rastreamento é maior nos obesos (253 versus 73 por pessoas no grupo de peso normal ou baixo) e no grupo mais idoso (US 239 versus US 65 para pessoas abaixo de 55).
A ADA, no entanto, recomenda que o rastreamento deva ser feito com a determinação da A1C e da glicemia em jejum. Este é o seu método preferencial.

Fonte: Chatterje R, et al “Screening for diabetes and pré-diabetes shoul be cost-cost savind in high-risk patients”. ADA 2010; Abstract 65-LB 

 

Agência de Notícias

Veja o que aconteceu no Flash Mob Diabetes

quarta-feira, junho 2nd, 2010

Aconteceu neste domingo (30 de maio de 2010), no Parque do Ibirapuera, o flash mob em prol da educação em diabetes. Idealizado pela Jovem Líder da Associação de Diabetes Juvenil Claudia Labate, que contou com o apoio dos Jovens Líderes Bruno Pereira e Heloiza Fagundes e Rafael Apocalypse (Co-fundador do Glicemias Online), o movimento teve como objetivo ressaltar a importância, para os diabéticos, de monitorar a glicemia para prática de exercícios.

O evento se baseou na realização de um alongamento coletivo em que todos os participantes iniciaram com movimentos de aquecimento muscular, finalizando com os que tinham diabetes medindo a glicemia para poderem se dispersar no parque e praticar o exercício físico desejado.

O fash mob buscou sensibilizar os presentes com questões sobre como o portador de diabetes deve se preparar para um exercício físico com saúde. Para isso, todos receberam um material baseado no livro, “Tenho Diabetes Tipo 1, e agora?” de Mark Barone, para que pudesse ser esclarecido com embasamento qual intervalo glicêmico em que o exercício pode ser feito com segurança, ou seja, sem prejudicar o bom funcionamento do corpo.

Foi um encontro emocionante para familiares e amigos que puderam compartilhar desse momento de educação coletivo, promovido pelos jovens da ADJ (Associação de Diabetes Juvenil). Ficou evidente entre os participantes a vontade de que acontecimentos como este se repitam mais vezes, como relata a mãe Nicole: “Espero que no próximo evento todos nós possamos nos encontrar e conhecer muito mais gente!”.