Artigos para outubro, 2009

Os ovos do Chef - Anamaria Rossi

sexta-feira, outubro 30th, 2009

“Nunca vi nada tão perfeito!” É Doñana já abrindo minha geladeira em busca de uma Coca Zero. Ela falava dos ovos – duros, moles, poché e fritos – preparados pelo professor na aula de ontem. “Agora posso dizer que não sei cozinhar um ovo!”

A coitada não logrou mais que 50% de êxito nas duas horas que passou na aula de hoje tentando imitar o Chef. Talvez por isso tenha me obrigado a passar todo o nosso encontro repassando os ensinamentos – haja Coca Light!

Ovos cozidos com casca

Os ovos devem ser frescos, senão dá tudo errado.
A água deve ter sal (descoberta número 1: o ovo é poroso!) e vinagre (isso minha mãe já me ensinou: coagula a clara em caso de rachaduras).
Detalhe: o sal só deve ser adicionado depois que a água ferver, para não impedir a fervura.
Há três estágios de cozimento, que devem ser rigorosamente medidos no relógio: 
Os ovos do Chef

Ovos moles comidos na casca: deixar por 4 minutos na fervura; colocar imediatamente em água fria; quebrar a tampinha com uma colherinha, temperar e comer.

  1. Ovos moles comidos sem casca: deixar por 5 minutos e meio na fervura, e mais 30 segundos fora da fervura, antes de mergulhá-los em água fria; descascar e servir. Ao cortá-los, a gema deve estar cozida mas mole.
  2. Ovos duros: deixar por 11 a 12 minutos na fervura; mergulhar em água fria; descascar e comer. A gema deve estar cozida e toda amarelinha. Se ficar mais escura nas bordas é porque passou do tempo.

Ovos poché

  • Usar uma panela pequena com cabo.
  • Ferver a água com um pouco de vinagre e sem sal (descoberta número 2: o sal provoca a desintegração da clara!).
  • Quebrar o ovo num recipiente de porcelana, de preferência frio.
  • Com uma mão, inclinar a panela em 45 graus; com a outra despejar o ovo delicadamente, deixando-o deslizar pelo recipiente de porcelana já quase dentro da água (quanto menor a distância, mais inteiro ficará o ovo). Cuidado com os dedos!
  • Retirar a panela do fogo e, com as costas de uma colher, empurrar delicadamente a água em direção à clara, de modo que a clara envolva a gema, selando-a.
  • Selada a gema, mover o ovo com a colher na água quente, virando-o, até que a clara esteja cozida e a gema continue mole (testar com o dedo). Se preciso, voltar ao fogo rapidamente.
  • Retirar o ovo com uma escumadeira e colocar imediatamente em água fria. Escorrer em papel absorvente.
  • Antes de servir, usar uma concha para aquecer o ovo novamente em água fervente e sem sal. Temperar e servir. A clara deve estar firme e a gema deve escorrer ao cortar.

Ovos fritos

Agora é que são elas!

O processo é o mesmo do ovo poché, mas ao invés da água teremos óleo fervente. Portanto, cuidado!

Os ovos do Chef_2

  • Usar uma panela pequena com óleo até um pouco menos da metade.
  • Quebrar o ovo num recipiente de porcelana. Nada de sal.
  • Quando o óleo estiver bem quente, desligar o fogo. A temperatura estará ideal se, ao desligar, o óleo esfumaçar.
  • Com uma mão, inclinar a panela em 45 graus; com a outra, deslizar o ovo do recipiente de porcelana no lado oposto ao óleo quente (se fizer diferente vai se queimar, porque o ovo faz o óleo levantar fervura).
  • Com as costas de uma escumadeira encapada com papel alumínio, e a máxima delicadeza que conseguir, movimentar o óleo quente empurrando a clara, de modo que ela se feche em torno da gema como uma trouxinha. O segredo é segurar a clara, com a própria escumadeira, na posição em que ela deve ficar.
  • Virar o ovo no óleo quente, com a escumadeira, de modo que ele fique dourado por igual. Retirar e escorrer em papel absorvente. Temperar e servir imediatamente. Ao cortar, a gema deve estar mole e escorrer, como no ovo poché.

E ainda tem os omeletes! Mas é humanamente impossível descrever aqui o que Doñana me explicou – se é que eu entendi. Vou pedir a ela para gravar essa parte da aula na próxima vez.

E eu que passei a vida toda acreditando que cozinhar um ovo era a coisa mais fácil do mundo…

Fotos: Anamaria Rossi

Por que os transplantes de ilhotas falharam? Congresso IDF - Montreal - Canadá

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Por Dr. Walter Minicucci

No país que lançou para o mundo, com o protocolo de Edmond, a esperança de que o transplante de ilhotas pudesse ser uma das saídas para o tratamento do diabetes de tipo 1, a conferência com o título acima não contava com muita gente na platéia nesta manha de quarta- feira (21/10) no congresso do IDF 2009.

Com sucesso terapêutico de mais de 90% dos casos no primeiro ano para menos de 5% em 5 anos, resultados desanimadores causados segundo a conferencista R. Hull dos USA por diminuição da vascularização das ilhotas, toxicidade das drogas imunossupressoras e pela formação e deposição de Amilóide. Em todos os modelos animais, a deposição de amilóide ocorre antes da recorrência da hiperglicemia e está sempre relacionada ao insucesso do graft.

O aumento de apoptose foi vista também em alguns estudos. Camilo Ricordi, outro palestrante desta mesa sobre transplantes de ilhotas, comentou que em sua opinião este não é o mais importante fator no insucesso terapêutico em longo prazo e sim os outros motivos listados acima, sendo a resistência a insulina induzida pelos imunossupressores o mais importante.

No final, o que realmente importa para quem é um clínico como eu e tem que responder a pergunta dos pais de quando seus filhos poderão fazer o transplante de ilhotas, é de que este transplante continua sendo um tratamento que tão cedo não será a saída para os nossos pacientes.

A SBD inovou, e agora está de cara nova!

quinta-feira, outubro 15th, 2009

SBD

Conectando Pessoas- Agência Digital, refina site destinado a pessoas com Diabetes

Nos últimos 4 meses, a Conectando Pessoas dedicou-se a finalizar o maior portal de informação, história e serviços relacionados a Diabetes.

Com navegação acessível, layout modificado, Mídias sociais inseridas e usadas com maior amplitude e um vasto material sobre Diabetes, como tratá-la e viver bem.

No novo site, o internauta tem acesso a Livros, Vídeos, Lista de Profissionais/ Especialistas da Saúde – filiados à SBD, Dicas de alimentação, além da Revista SBD e Jornal SBD.

Confira: www.diabetes.org.br