Minha História - Cristiana

Depoimento: Cristiana, Belo Horizonte - Minas Gerais

Eu, Cristiana, tenho 31 anos e sou mãe de Gabriela, que tem 3 anos e, recentemente, recebemos o diagnóstico da doença. Em 09/01/2008, Gabriela foi internada no hospital infantil São Camilo, em Belo Horizonte, ontem, ficou por 5 dias no CTI e recebeu alta após 7 dias de internação, saindo do hospital com o diagnóstico de diabetes tipo 1.

Como mãe, senti que o meu mundo estava se acabando. Um enorme vazio e medo tomaram conta de mim. Pensei que não iria dar conta de cuidar da minha filha. Ver minha pequena dependente de uma medicação, sendo furada por agulhas, várias vezes ao dia, tendo que lidar com uma alimentação rígida e controlada e ainda ter que explicar para uma criança de 3 anos o porquê que, de repente, tudo aconteceu assim…. Foi e ainda está sendo muito difícil!

Foi uma mudança radical em nosso lar, em nossa família e, desde então, estamos tentando lidar com a doença e fazer com que a Gabriela leve uma vida o mais normal, dentro do possível. O que mais nos entristece é que, após 7 meses de convívio com o diabetes, ainda não conseguimos um controle sob ele. As glicemias da Gabriela ainda oscilam muito. Temos muitas dúvidas quanto aos alimentos, médicos e tipos de insulinas e os medos persistem.

Mas, desde o dia em que resolvi compartilhar a nossa história digo minha, do meu esposo e de Gabi, quando decidi buscar ajuda com outras mães e vivenciar as mesmas experiências das quais eu estava passando, pude ver que eu não era a única no mundo, que as minhas dificuldades poderiam ser superadas e graças a DEUS estão sendo superadas.

Minha primeira grande mudança foi a troca de médico. Há 1 mês e 15 dias estamos em tratamento com Dr. Rodrigo Lamounier, uma pessoa maravilhosa, que apareceu em nossas vidas e que nos encheu de esperança e nos fez enxergar a diabetes com outros olhos!

Sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer, temos muito que aprender, mas estamos mais confiantes e seguros. A glicemia da Gabriela está mais controlada, ela se sente mais tranqüila, menos nervosa e tem nos ajudado muito!

Hoje, eu gostaria de deixar um recado para todas as mães que procuram uma palavra acolhedora e que se sentem ainda perdidas! Olha, por mais que seja difícil ver nossos pequenos tendo que passar pela rotina diária das agulhas de insulina, do controle da glicemia e do controle da alimentação saiba que temos crianças normais que podem fazer tudo, correr, pular, nadar, estudar, brincar. São crianças que têm a capacidade de se tornarem profissionais qualificados, atletas, pais e mães de família, ou seja, podem ser o que quiserem em suas vidas!

Precisamos fazer como que nossos filhos levem uma vida normal e temos que acreditar que podemos cuidar deles. Devemos transmitir a eles a segurança e a confiança necessária, sempre! Mas se algum dia acontecer de se sentir cansada, desanimada sem força e sentir tudo muito difícil, peça ajuda a uma pessoa muito poderosa: a Deus. Ele vai te escutar e ele pode realizar o impossível, sempre, e só ele pode transformar nossas vidas.

Um grande abraço, que Deus ilumine e proteja, sempre, os filhos e que venha a cura. Se não for pela mão poderosa de Deus, que venha pela mão do homem.

 

Tags: , ,

18 respostas to “Minha História - Cristiana”

  1. Karina Says:

    Olá Cristina,
    Meu nome é Karina e já passei por isso tudo também. Tenho uma filha, linda, chamada Júlia de 9 anos e foi diagnosticada em janeiro/08 portadora do diabetes tipo 1.
    Como você, meu mundo desabou…mas pra minha surpresa e de minha família conseguimos superar e vencer o medo assustador do diabetes. A Júlia toma insulina 2 vezes ao dia e está sempre controlada!
    Estamos à disposição para troca de experiências…
    Um grande abraço
    Karina

  2. Jane Says:

    Cristiana, Gabriela, Karina, Júlia e todos os demais doces e acompanhantes de doces criaturas.
    Tenham muita certeza de que nada acontece por acaso. Somos, sim, muito capazes de viver muito e muito bem sendo diabéticos.
    Sou diabética há 37 anos e garanto a vocês que há quase 4 décadas atrás era muito mais difícil. Se, assim como eu, tantos outros chegaram bem ate´aqui, porque vocês e suas filhas e filhos não poderão, com todos os recursos que tem-se hoje?
    Não deixem, de forma alguma, lhes amedrontarem e atemorizarem e limitarem, isso não é correto e não é necessário.
    A vida pode, sim, ser doce.
    Bem-vindos e boa sorte. Nós, os mais antigos, estamos aqui com vocês.
    Doce beijo
    Jane

  3. Meigue Says:

    Oi Cristina!
    Também tenho um anjinho com diabetes desde dos 2 anos. Agora vai fazer 5.. não é uma tarefa muito fácil conviver com a diabetes, mas Graças à Deus depois que começamos a tratá-la no instituto da criança com diabetes, melhoramos muito! A equipe é maravilhosa!!!

  4. Thaís Says:

    Boa Noite, sou diabética desde os meus 15 anos, lendo essa reportagem parece que estava vendo a minha mãe na minha frente, mães são todas iguais, dão a vida por nós (os filhos) já passei pro várias internações e crises por não aceitar a doença e passar mal.Hoje tenho 22 anos, são 6 anos diabética… acho que virei mais responsável quando passei por uma crise e cheguei aos 37 Kg, todos os meses que eu vivo são importantes, mas Dezembro pra mim é especial, é Natal… adoro montar arvore e reunir toda a minha família, a troca de presentes… e há 2 anos atrás implorava para os médicos me darem alta do Gastroclínica, comecei a passar mal em outubro, era dia 22/12 e eu recebi alta do CTI para o quarto, magra… não conseguia comer, não sei como sobrevivi, e para minha surpresa de tanto que implorei dia 24/12 me liberaram do hospital, quando cheguei em casa minha mãe estava montando minha arvore de 2,10 só para me alegrar, fui informada pelos meus primos que aquele ano não teria Natal na minha família.
    Hoje, agradeço a Deus por tudo que tenho. Aos meus amigos pelo carinho e eu acredito que nós diabéticos somos especiais, somos forte e nossos pais mais ainda e teremos força pra vencer sempre, em qualquer crise, qualquer situação, precisamos acreditar somente em Deus… e segurar nas mãos de nossos FORTES PAIS…

    estou disponivel para qualquer conversa! Um abraço a todos…

    thais

    thais-2908@hotmail.com

  5. Paula Says:

    Olá.
    Eu sou mãe da Beatriz de 07 anos, há 2 meses diagnosticada com diabetes 1. Meu mundo também caiu, mas tive que reerguê-lo rapidamente pra cuidar bem dela. E estou conseguindo, com a ajuda dela que se aplica sozinha (com minha orientação) e faz sozinha também os exames. Impressionante como eles colaboram. É o nosso mundo de mãe que cai e não o deles e, acho que devemos tratá-los da forma mais normal possível, porque é possível viver bem e com saúde. Como me disse alguém que não me lembro: “quer viver muito e bem? tenha uma doença crônica e cuide dela.” Ensino à minha filha que deve tratar seu diabetes como um amigo querido, pra ele nunca lhe trazer prejuízo.
    Um abraço, boa sorte e somos muitos.

  6. laudinéia golin Says:

    olá cristiana,quando lí sua história vivenciei a minha novamente,á quase três anos atrás.Sou a mãe do Guilherme Golin,que também foi diagnosticado aos três aninhos,moro no interior do mato grosso,onde não possui médicos para esse tipo de diabetes,levo meu filho em outro estado,pois aqui no meu não possui médicos endopediatras.Realmente todas n´s sofremos de uma certa maneira da mesma forma,por que a dor é única,mais hoje com a graça de Deus estamos mais tranquilos para lidar com esse sofrimento.Aceitar a doença,ainda não aceitei,faço tudo e de tudo para,conseguir a cura,e sei que vou conseguir,é essa fé que me move e me dá objetivos de seguir adiante com firmeza e pés no chão.E quero dizer prá ti que,podes contar comigo para tudo que precisares,tenho uma amizade grandiosa com muitas mães e nos ajudamos sempre.
    Um super abraço para vc e sua família,e que Deus nos abençõe sempre.

  7. Gláuria Said Says:

    Olá para todas as Mães !
    O meu nome é Gláuria, e eu sou mais uma Mãe, que luta todos os dias todas as horas desde de 07/11/2006 , com o meu querido filho André hoje com 9 aninhos. Também acredito muito em Deus e sei que ele está em presente em nossas vidas. Se olharmos para o lado temos situações muito mais difíceis do que a nossa, não que nos tornemos conformadas, mas sim que possamos tirar força, para fazer da vida dos nossos pequenos ,uma vida tranquila , segura, e que eles podem fazer de tudo, e que graças ao avanço da medicina hoje podemos controlar a glicose de uma forma mais tranquila. Choro muito,porque mãe nenhuma quer ver seu filho dodoí, mais sei que cada que passa ficamos mais perto da cura. Por isso, tenhamos sempre muita Fé em Deus, que para ele nada é impossível.
    Que Deus abençõe todas vcs.
    Coloco-me à disposição para trocarmos experiências.
    At,
    Gláuria Said- Manaus/am

  8. SILVIA GURTLER Says:

    Lendo os depoimentos acima, voltei no tempo e me lembrei de tudo ENDO que passei à 3 anos, quando minha filhinha Lara, que hoje tem 09 anos de idade foi diagnosticada. Incrível, mas há muito tempo não sinto medo de lidar com o Diabetes. Claro que nossa luta é diária, ou melhor horária e a cada ano que passa, agradeço à Deus e dizemos uma à outra, “Vencemos mais um ano”. Gostaria de dizer as mães na mesma situação, ou seja, com filhos diabéticos, que hoje completam 8 meses que minha princesa faz uso da terapia com bomba de infusão e isto possibilitou uma melhor qualidade de vida para ela. Eu sei que no Brasil o custo da bomba e sua manutenção são bem altos, mas consegui na justiça e recebo do estado tudo o que ela necessita. Estudem com carinho, pois as injeções diárias, passam a acontecer a cada três dias, no momento da troca dos descartáveis. Costumo dizer que somos mães escolhidas, pois temos filhos especiais, e quando você um presente especial, você escolhe a quem dar não é mesmo?
    Beijos, estou à disposição.

  9. Michele Beloto Says:

    Minha história se confunde com a de todas vcs, e me emociona como se estivesse passando por tudo de novo. A desinformação, a revolta, a insegurança, o medo… Quando parecia tudo controlado, de novo a instabilidade.
    Ter que me manter forte, chorando escondido; ver o olhar amedrontado e suplicante do meu menino que pedia para que eu fizesse algo para a equipe médica não “furá-lo” mais; esconder dele os resultados da glicemia para que não se desesperasse, dizendo que estava dando tudo certo; os hormônios, a rebeldia de menino que não quer ser diferente, as festinhas de aniversário, a praça de alimentação… Hoje, após quase 3 anos do diagnóstico, o Léo tinha 9 anos, estamos mais fortes, ficamos saudáveis de corpo e alma, pois nosso ritmo mudou.
    Procuramos compartilhar tudo e dar atenção a pequenos detalhes que ignorávamos e que hoje fazem toda a diferença!
    Um grande beijo a todos os pais, filhos, avós, tios e amigos que tem uma doçura especial ao seu lado.

  10. Carolina Lima Says:

    Olá Mães…..
    Minha história também é parecida com a de vcs todas…
    Diagnosticamos a Diabetes da Julia quando ela tinha 1 ano e 3 meses…
    Hoje, quase 1 ano depois, as coisas ja estão começando a se ajustar e o que no começo para nós era “um bicho de 7 cabeças” começou a se desmistificar…
    Passamos a entender que se bem administrada (o que é super fácil hj em dia) a diabetes não causará danos a vida de nossa filha e que talvez ele possa até ter uma vida muito mais saudável que as outras crianças que comem de tudo…
    Vendo tantas coisas piores que acontecem no mundo passamos a pensar: “ainda bem que é `só` diabetes”….
    Muita força pra todas nós e continuemos com nossa luta diária………..

  11. Daniele Says:

    Minha historia começou em fevereiro de 2003 quando Thais tinha 6 anos ,estava há dias de fazer 7 aninhos,e ela começou com vomitos e desanimo.Fomos tres vezes ao hospital em Manaus(na epoca moravamos lá)e me disseram que era virose e mandaram de volta.Na 3ª vez um medico me perguntou se tinha alguem diabetico na familia,e eu assutada disse que não e nem sabia direito o que era o diabetes.Ele nem tinha feito exame nenhum,apenas se interessou em saver o que ela tinha…bom em 2 dias perdi minha filha com cetoacidose …hj h´quase 2 anos tivemos que conviver novamente com esse fantasma,pois nosso Davi foi diagnosticado DM1,e vivemos inicialmente um terror imenso,mais com cuidado e muita informação vivemos dia após dia nossa vida Feliz com nosso heroi,que leva uma vida tranquila e com muito controle….nã penso o dia seguinte sabemos que hj ele vive bem e lutamos para uma vida normal….ele já sabe aplicar sua insulina e fazer seu HGT…tem 7 anos a idade que sua irmã não fez e a cada dia Davi nos mostra como viver bem e saudavel…é inteligente e super esperto….adora a natação e andar de bicicleta o que lhe ajuda muito.Existem coisas muito mais dificeis…ele é perfeito e saudavel…e assim vivemos em paz.Daniele

  12. Blog da SBD » Blog na Revista Época Says:

    [...] não pode perder”. O artigo conta um pouco da historia do blog e cita um dos últimos posts, Minha História - com o depoimento escrito pela Cristiana - relatando como é sua vida com o Diabetes, e que por [...]

  13. Julianaa! Says:

    Olá para todas as mães e filhas!
    Me chamo Juliana, (mas conhecida como Juh!), tenho 17 anos, e tbm tenho DM1 desde os meus 4 anos de idade (1996), quando a minha mamix descobriu ela ficou igualzinha vcs! (desculpas as palavras), mas todas as mães sao iguaizinhas e nao adianta nem falar q nao é, pq nós filhas mesmo ali passando mal, prestasmos atenção totalmente no carinho q vcs fazem na nossa cabeça qdo estamos dormindo ou qdo estamos ali “virando” o olho de tanto q ja vomitamos ou seilah…Quero dizer a todas vcs q o DM1 nao eh nenhum bicho de 7 cabeças (claro q tem q fazer o controle certo!!), o q nao pode fazer eh deixar os docinhos “dominarem” vcs! (isso para as filhas!)… enfim em 12 anos de DM1, eu aprendi q as coisas nao sao tao dificies eh so saber controlar.(coisa muito dificil na minha idade,mas com o tempo eu consegui domina-la dinovo!)
    Nós DM1 podemos comer de tudo, para isso existe o dextro, a insulina, a correção, a contagem de carboidratos e muitoooooo mais!
    Por experiencia propria a “contagem de carboidratos” eh brilhante, nos finais de semana podia comer pizza, lasanha, tomar refrigerante,comer algum doce (com açucar!) e tudo isso q “nossas” mães temem em aumentar a nossa “Tia bete”.
    E, enfim neh gente, tem bolos, doces, (hum…paçoca, pé de moleque), chocolate em pó e em barra tbm, varias outras coisas, tipo bala q “eu” adoroooo comer toda hr neh, ahhh gente tudo issuh tem Diet e Light!
    Mas tem q tomar cuidade q mesmo as coisas diet tem açucar, e as lights tbm!
    ahhh gente vo para por aki, hj os tempos sao otros e vai alem da nossa imaginação!
    Tem q ter o controle em dia e enfim neh, saber controlar!

    Boa sorte com a “nossa” Tia bete e
    Super beijos pra todas! (mamix e filhas!)

    deixo meu e-mail para qm quiser!
    jullyseilah@hotmail.com

  14. ANA MARIA DA SILVA Says:

    GOSTEI DE TODOS OS DEPOIMENTOS , POIS, TENHO UMA FILHA DE 4 ANOS CHAMADA JÚLIA QUE É DIABÉTICA A 2 ANOS E 4 MESES

  15. Rogerio oliveira Says:

    Nascido em 1932, Diabético e sem nenhuma complicação desde 1935, o professor e Dr. Rogério Francisco Corrêa de Oliveira é um exemplo de luta pela vitória que vem sendo conquistada a cada dia. Em 07 de novembro de 2008, Rogério completou 73 anos de dependência de insulina, por isso foi homologado pelo RankBrasil.

    Sua Diabetes do tipo 1 apareceu aos três anos de idade, quando seus pais estavam de férias em Lisboa. O médico lisboeta fez o que nenhum médico deveria fazer: - Seu filho é portador de Diabetes Mellitus, doença grave e lhe provocará complicações graves. Existe um tratamento novo, com insulinas, mas elas não impedirão essas complicações, falou frontalmente para os pais de Rogério, que ficaram estarrecidos e em pânico.

    A vida de Rogério mudou totalmente, e sua mãe o retinha em casa achando que, assim, ela o protegeria das complicações. Foi para o colégio Santo INÁCIO por instancia de deu médico Dr. Carlos Jorge, que falou com sua mãe para liberá-lo ,e o responsabilizar. Ele, como seu médico lhe mostraria como fazer os testes de glicosúrias e como tomar as insulinas, a NPH e a Regular bovinas.

    Este mau período fizeram com que Rogério virasse um traça, e daí amante dos livros, um ledor e estudioso por prazer, e até se transformou em escritor, o que faz com imenso prazer Atualmente, com 73 anos, além de professor de pós-graduação em Endocrinologia da Universidade Estácio de Sá, é também professor-orientador no Hospital da Lagoa, bem como atende em consultório particular.

    Consegue ser médico e paciente, misturados em uma só pessoa, demonstrando que, com disciplina e força de vontade é possível ter uma vida plena e proveitosa.

    Na rotina diária deste pai, professor e médico, incluem-se atividades físicas, dieta balanceada e agradável, automonitorizações freqüentes, monetarizações laboratoriais e outras tantas dicas que podemos encontrar em seus oitavo livros já publicados, sendo os dois últimos publicados pela Editora Ciência Moderna EU E A DIABETES e SEXO E SAÚDE, e o último está em correção final: O DOCE AMARGO DA VIDA, cuja 2ª edição foi em 1988 e agora é oferecida em uma edição atualizada e comentada..

    “Sem os diabético a vida seria menos doce, e é por eles que trabalho e mantenho as minhas ambições”, comenta Rogério, na contra capa do título: “Eu e a Diabetes”, que relata de uma maneira leve e de fácil leitura as diversas formas de lidar com a situação.

    Tanto nas suas entrevistas ou nas suas palestras, procura estimular diabéticos a se controlarem bem e levarem uma vida produtiva, “lembro que saúde é uma conquista diária e que disciplina é a quantidade de amor que cada um se dedica por dia. Não devemos nos preocupar e sim nos ocupar”, comenta.

    “O Doce Amargo da Vida”, lançado em 1992 pela Editora Nova Fronteira, enfatiza o depoimento de um médico que aprendeu a conviver com o diabetes, falando sobre uma infância feliz e infeliz, juventude problemática e por fim, as vitórias, a coragem de prosseguir e como a vida continuou.

    Fez a primeira Colônia de Férias para Crianças e Adolescentes Diabéticos em 1978. Deu cursos, aulas, entrevistas, escreveu livros de auto-ajuda, produziu 68 trabalhos médicos, apresentou muitos em congressos nacionais e estrangeiros, organiza congresso de diabetes, curso continuado para diabéticos e familiares, e ainda luta por patrocínios para pesquisas de células tronco para diabéticos e idosos.

    “Acho que mostrei ao mundo que sou um diabético consciente, logo, bem controlado, e sempre apontei o caminho para se conseguir isto. Esta premiação veio para fortalecer meu exemplo de bom controle para que muitos o possam seguir”, diz Rogério.
    Rogério foi Vice-Presidente da SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA por 4 vezes e Vice-presidente da SOCIEDADE BRASILERIA DE DIABETES por 3 vezes (Presidentes Armando Puppo, Thomaz Cruz e Antonio Literário) e foi convidado para representar o BRASIL, nos Congressos Internacionais de Diabetes de HELSINK (FINLANDIA) e PARIS (FRANÇA), tendo sido entrevistado pela imprensa local demonstrando o valor de controlar bem o diabetes, transformando-o não num inimigo mas sim num amigo, pois é melhor dormir com uma amiga do que com um inimigo.
    Fundou duas associações para diabéticos, a primeira em 1967 (ADILA = Associação dos Diabéticos da Lagoa), no Hospital da Lagoa e a segunda em 1970 (ADCERJ = Associação dos Diabéticos Conscientes do Estado do Estado do Rio de Janeiro), a primeira Associação para diabéticos de Clínica particular, ambas ajudando a muitos diabéticos a entrarem no caminho do bom controle.)

    Não satisfeito com o que já realizou, Rogério está idealizando junto com o Prof. Radovan Bojorevik, do fundão, e Dr. Gerson Cota Pereira, da Santa Casa, pesquisa com células tronco, mais possível e promissora
    Como tudo é possível com perseverança, podemos chegar lá. Ele está a espera de patrocínio para ir em frente, e também joga em números da Megasena e etc com esta finalidade.
    Rogério divorciou-se da Dra. Rejane e vive agora com Evaneide Sales de Lima há 6 anos, e estão conseguindo realizar o sonho de todos: um calmo amor prestante.
    Rogério sempre diz para seus alunos e pacientes, que o diabético deve levar uma vida saudável, com alimentação prazerosa, atividade física diária(de sua preferência), virar um caçador de glicemias com freqüentes automonitorizações e se a glicemia estiver elevada dar um tiro de insulina de ação ultra-rápida (análogas)e de ação prolongada de base (análogas), se estiver baixa um tiro de açúcar, reconhecer suas hipoglicemias precocemente e tratá-las com açúcar, e aprender bastante sobre diabetes lendo e freqüentando reuniões de Associações para diabéticos. Daí podemos passar de diabéticos mal controlados, inconseqüentes e doentes para diabéticos saudáveis e conscientes.Dá trabalho, dá e muito, mas vale a pena e podemos nos dar de modelos para aqueles que não conseguiram serem controlados, revela Rogério em suas aulas e palestras
    Rogério diz que ser controlado é sentir-se bem consigo mesmo, manter os níveis da Hemoglobina Glicada abaixo de 7% (mede a média das glicemias dos últimos dois meses) , a frutosamina abaixo de 3 (mede a média das glicemias nas últimas 3 semanas) , exames que devem ser realizados a cada 2 meses. Se estes valores estiverem elevados, não adianta se criticar e ficar com culpa, mas sim analisar, junto com seu médico, os possíveis fatores que levaram a estes resultados e tentar o bom caminho.
    Diversas descobertas foram feitas e continuam a serem feitas, como tatuagem no punho que varia de cor conforme o valor da glicemia, permitindo controlar a glicemia rapidamente conforme os resultados da cor que vai aparecer na tatuagem. Esta descoberta foi relatada no Portal Diabetes, feita na Inglaterra e deverá estar pronta para nosso uso em aproximadamente dois anos.
    Rogério nunca deu muito valor às variações das glicemias, que acontecem também nos não diabéticos, mas sim não deixar que a glicemia fique elevada por muito tempo – isto sim, levará à complicações que nenhum de nós pretende ser portador.
    Rogério refere que todos devem realizar sua tarefa até o último suspiro, e morre em vida quem perde seus sonhos e metas, e vira uma pessoa sem vida, sem emoções, na monotonia da repetição de uma vida descolorida.
    Chamando Charles Chaplin, que vivia intensamente e que dizia: Morre o que deixa de amar !
    Equipe do RANKBRASIL terminou o depoimento de Rogério escrevendo:
    Dinâmico e audacioso, Rogério não ficou no conformismo de “homem doente”, foi à luta e nos passa grandes lições de vida.

  16. Miriam Melo Says:

    Oi pessoal,aqui é a Miriam,lendo todos esses depoimentos eu fico até com um nó na garganta e os olhos cheio d´água me lembrando da época que eu me sentia muito mal,ás vezes todos os dias enjoada,com tontura,tão fraca que ñ conseguia nem me levantar,claro que no meu caso ñ era diabetes,mas os sintomas eram muito parecidos,anemia é uma doença que se vc ñ cuida desde o início ela pode te matar,me lembro de muitas vezes minhas amigas me chamarem para sair,ir em um parque ou tomar um simples sorvete e eu sempre dizer:Eu ñ posso…Aquilo me deixava arrasada por dentro,qual adolescente ñ quer viver normal,sair,se diverti com suas amigas,enfim…Ler tudo isso me faz lembrar dos olhos da minha mãe me olhando enquanto eu engolia a saliva de minuto á minuto só tentando diminuir a vontade de vomitar e ñ ver ela sofrer com aquilo,me lembro de sentir fome e ñ conseguir ingerir nada,me lembro de muitas vezes ñ conseguir nem ao menos me levantar da cama p/ ir ao banheiro,o mais díficil era ver minha mãe me olhando como se fosse pela última vez,e minhas amigas já nem me ligarem pq todas ás vezes eu estava impossibilitada de atender o telefone ou por causa das tonturas ou por causa da vontade de vomitar era só sentir cheiro de comida que era náusea na certa,enfim,durante um ano eu lutei contra tudo isso,sem falar que minha pressão caia á todo tempo,e o médico antes de diagnosticar anemia me proibiu de comer qualquer tipo de doce,logo o que eu mais amava,por isso eu mais ou menos entendo o que é ser diabético,existe tantas regras á serem seguidas,sem falar da família que entra e passa por tudo junto á quem possui a doença.No meu caso só mora eu e minha mãe e mesmo hoje depois depois de eu estar curada da anemia eu sigo algumas regras básicas,como controlar tudo que eu como,ainda ñ posso comer tanto doce,pq meu organismo depois desse um ano sendo totalmente moderado aos níveis pequenos de açucar já ñ se acostuma mais com tanto doce como antes,se eu comer por exemplo um pedaço de torta de morango já o suficiente p/ me deixar muito enjoada,uma fatia ao dia já é o bastante…Mas graças á deus o pior já passou,e sei que todos voces que sofrem com diabetes ou qualquer outro tipo de doença vão sair bem dessa,concerteza vão encontrar um equílibrio que vai permanecer bem,e á todas as mães e familiares em geral junto aos portadores sempre tenham fé em deus,pq nessas horas ele é o único que nos conforta e que pode fazer que a dor diminua e que faz nós seguimos em frente,e acima de tudo parabéns pela garra e a força que voces possuem,seus filhos precisam de voces e voces deles,então jamais abandonem eles e mesmo qd acharem através das crises que eles estão indo,ñ se desesperem nem os culpe,eles sempre vão sair bem dessa fase,eles ñ vão á lugar algum,eu digo isso pq quando eu tinha meus dias de fraqueza extrema,qd nem comer eu conseguia por causa da anemia minha mãe se assustava e me olhava como se eu fosse a culpada daquilo tudo,ela ñ entendia pq aquilo estava acontecendo comigo,eu sei que era medo de me perder,mas ver ela brava comigo por uma coisa que eu ñ tinha culpa doía muito,e muitas vezes na hora que os enjoos e a tontura aparecia eu preferia nem falar p/ ela,e durante muito tempo eu passei por tudo sozinha e muitas lágrimas que eu derramei ñ havia ninguém ao meu lado p/ seca-lás,enfim confiem em deus e ajudem seus filhos sempre…Eles sempre vão precisar de voces.Deus os abençoe sempre.Bjs.meu e-mail:Mialovejb@hotmail.com

  17. Sandra Duarte Fadiga de Almeida Says:

    Queria dizer uma coisa, DEUS nunca manda pra nós o que não somos capazes de superar. Ele nos deu isso para mostrar que somos fortes o suficiente e acima de tudo somos mães mais do que especiais por termos filhos maravilhosos e muito abençoados pela mão de DEUS.
    Beijos a todas as pessoas que passam por esta luta diária
    ..Fé em Jesus Cristo! nosso único e eterno salvador! Amém..

  18. Aliene Says:

    Boa noite!
    Cristina, passei muito recentemente pelo que você passou com a minha filha Júlia de 07 anos, ela também ficou internada assim que recebemos o diagnóstico do diabetes tipo 1, foi um susto muito grande. Estou me sentido completamente sem chão e impotente, porém tenho uma família maravilhosa que está a todo instante ao meu lado e do meu marido.
    Ela toma 2 tipos de insulina (4x) ao dia quando necessário ou (2x)pela manhã, mais fura o dedinho a cada refeição. Ela se trata em um hospital muito bom que é referência para tratamento de Diabetes.
    Ainda tenho muitas dúvidas, mas sempre tem alguém que me orienta, também converso com muitas pessoas.
    Gostaria muito de trocar experiências com você também. Um abraço

Deixar uma resposta