Artigos para setembro, 2008

Dia Mundial do Diabetes 2008

sexta-feira, setembro 26th, 2008

Já está no ar o hotsite do Dia Mundial do Diabetes e o tema, como o do ano passado, será Diabetes em Crianças e Adolescentes. O objetivo principal da campanha 2008 é lutar para que nenhuma criança fique sem tratamento ou morra por causa do diabetes. As novas estatísticas da International Diabetes Federation (IDF) mostram que a cada ano mais de 70 mil crianças desenvolvem diabetes tipo 1. Pelo mundo, 440 mil crianças com menos de 14 anos têm diabetes tipo 1. O tipo 2, que antes se desenvolvia apenas em adultos, está aumentando com uma rapidez alarmante, especialmente entre minorias étnicas. Esse fato é decorrência da obesidade e falta de atividade física. Atualmente, mais de 200 crianças desenvolvem diabetes a cada dia.

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Conclusões a Respeito dos Recentes Dados Sobre Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Diabéticos do Tipo 2.

terça-feira, setembro 23rd, 2008

Dr. Alfredo Halpern

Recém-chegado do Congresso da EASD (Roma) no qual o assunto mais palpitante foi a avaliação dos resultados dos estudos ACCORD, ADVANCE, Veterans Trial (VADT), e do seguimento após 10 anos as divulgações dos resultados do UKPDS em Barcelona tomo a liberdade de colocar aqui minha opinião sobre a síntese do que temos no momento sobre efeito do tratamento da glicemia no diabético do tipo 2 na prevenção  de eventos cardiovasculares.

É indubitável que DM2 associa-se a grande morbi-mortalidade cardiovascular.

Por outro lado os estudos de evidência mostram que o tratamento glicêmico intensivo de pacientes com DM2 não leva à diminuição dos desfechos cardiovasculares (estudo ADVANCE e Veterans) ou, pior ainda, pode levar ao aumento destes desfechos (estudo ACCORD). Até onde podemos analisar os resultados do ACCORD, os grandes responsáveis pelo aumento dos desfechos foram a hipoglicemia e o ganho de peso, muito maiores no grupo intensivamente tratado.

É necessário salientar que a mortalidade geral nestes estudos foi inferior ao esperado em todos os grupos, e isto quase certamente deve-se ao intensivo tratamento da hipertensão arterial e dos níveis de colesterol.

Evidentemente estes dados são decepcionantes para todos os que pensam que o controle estrito da glicemia é altamente desejável.

A “luz no fim do túnel” veio do seguimento tardio dos pacientes do estudo UKPDS, que mostrou que se na duração do tratamento controlado (1977 a 1997) não houve diminuição significativa dos desfechos macrovasculares (embora houvesse incontrovertida diminuição nos desfechos microvasculares, como visto em todos os estudos). Houve sim, esta diminuição, quando do acompanhamento dos pacientes no período de 1997 a 2007, no grupo que anteriormente tinha sido submetido ao tratamento mais intensivo. É como se exista uma “memória” do controle metabólico, que persiste mesmo após o término do controle mais rigoroso.

Por outro lado, deve-se lembrar que os pacientes do estudo UKPD eram pacientes diabéticos recém-diagnosticados e que nos estudos ADVANCE, ACCORD e VADT, os pacientes já tinham diabetes por alguns anos.

Estes dados nos sugerem fortemente que diante de um paciente com DM2, no sentido de melhor prevenir complicações macrovasculares devemos:

  1. Evitar ganho de peso (melhor ainda, incentivar fortemente a diminuição do peso);
  2. Evitar hipoglicemia (e, de um ponto de vista prático, tentar utilizar medicamentos que não a provoquem);
  3. Deixar a hemoglobina glicada o mais próximo possível da normalidade, particularmente nos pacientes com DM recente, mas não forçar demais o tratamento com este objetivo, particularmente nos pacientes com diabetes há mais tempo;
  4. Indubitavelmente manter níveis de pressão arterial e de colesterol controlados.

Até que surjam novos achados, estas são as conclusões que tirei.

Gostaria muito de receber comentários dos colegas sobre o assunto.

Minha História - Fernando Carlos de Paula

terça-feira, setembro 16th, 2008

Quando o blog da SBD surgiu, uma das propostas era de deixar um canal aberto de comunicação para quem tem diabetes contar um pouco da sua história. Já tivemos alguns relatos, como o da jornalista Paula Camila, que faz parte da equipe do site.

Neste post,veja o depoimento de Fernando Carlos de Paula, Natal, Rio Grande do Norte, enviado por email para o blog da SBD. Muito obrigado pela sua participação e aí vai o convite a todos que nos visitam. Escrevam suas histórias e lembrem que o pensamento positivo vai ajudar muita gente a superar e levar a vida de uma forma diferente.

Depoimento: Fernando Carlos de Paula - Natal - Rio Grande do Norte

Prezados amigos da SBD, no último dia 02/09/2008 completei 55 anos de diabetes tipo 1 e 63 anos de idade sem ter ainda nenhuma seqüela da doença. Para mim esta conquista é uma vitória, pois quando foi diagnosticado que eu era diabético em 1953 ouvi o médico dizer aos meus pais que eu não teria muitas chances de sobreviver por muito tempo.

Nos anos 50 o controle do diabetes era muito difícil, principalmente onde nasci, no interior do Rio de Janeiro.

No começo tudo era muito complicado, a insulina era de origem suína, as seringas eram de vidro e as agulhas 10×5 tinham que ser fervidas. Era um verdadeiro martírio. Só existia um tipo de adoçante chamado sacarina que era horrível, pois deixava um grande amargo nos alimentos.

Controlava-se a glicemia precariamente através da mistura de urina ao reativo de Benedict e depois fervidas em um tubo de ensaio. Hoje em dia é facílimo controlar o diabetes, pois apesar dos preços proibitivos os testes de glicemia são de grande precisão, existem doces, sorvetes, refrigerantes, biscoitos e etc. tudo própio para diabéticos.

As seringas e canetas para aplicação de insulina são maravilhosas.

Este pequeno depoimento destina-se a todos os diabéticos para que tenham perseverança, pois se seguirem corretamente o tratamento, orientado por seu médico, e aceitar a doença com resignação certamente você poderá viver até mais que uma pessoa sem o diabetes.

Tenho uma saúde ótima todos os meus exames estão dentro dos padrões da normalidade.

Segue abaixo um ditado que vi há muito tempo e achei interessante:
“SE QUERES VIVER MUITO ADQUIRA UMA DOENÇA CRÔNICA E TRATE DELA COM CARINHO”

Agradeço ao meu segundo médico Dr. Paschoal Baldi ainda vivo, mas já aposentado, que me tratou e orientou durante a minha infância e adolescência. Agradeço a minha dedicada esposa por estes 30 anos de casamento e ajuda no controle do meu diabetes e aos meus dois filhos maravilhosos. Deus abençoe a todos.

Alimentação: Pode ou Não Pode?

segunda-feira, setembro 1st, 2008

Quem tem diabetes pode comer melancia? E arroz com batata, é permitido? As dúvidas fazem parte da grande quantidade de mitos em torno da alimentação adequada para quem tem diabetes, espalhados pelas cinco regiões brasileiras. Em homenagem ao Dia do Nutricionista – 31 de agosto –, o Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD, coordenado pela Dra. Marlene Merino, debate o assunto. Confira.