Artigos para agosto, 2006

A Necessidade Imediata de um Novo Censo Nacional de Diabetes

quarta-feira, agosto 30th, 2006

Dr. Augusto Pimazoni Netto
Editor Médico do COIDEC Diabetes News
Comentário para: pimazoni@uol.com.br

No mês de julho último, o Censo Nacional de Diabetes completou 18 anos de existência, desde o encerramento da coleta de dados realizada no período de novembro de 1986 e julho de 1988. Do ponto de vista de metodologia de pesquisa epidemiológica, o Censo Nacional de Diabetes foi uma verdadeira obra-prima, conduzido sob a coordenação técnica do Prof. Laércio Franco e sob a coordenação administrativa e gerencial do Dr. Geniberto Paiva Campos (Ministério da Saúde) e do Dr. Reginaldo Albuquerque (Conselho Nacional de Pesquisa - CNPq) e com a colaboração de uma motivada equipe de profissionais de saúde que colaborou com a elaboração do protocolo e sua efetiva implementação nos nove centros urbanos distribuídos pelo território nacional. A grande pergunta que todos nós fazemos hoje em dia, infelizmente, continua sem resposta: qual a validade atual de dados epidemiológicos colhidos há 20 anos, principalmente em relação a uma patologia como o diabetes que vem apresentando proporções epidêmicas nessas últimas duas décadas?

Os dados de 1988 já demonstravam uma prevalência média de 7,6% na população urbana brasileira entre 30 e 69 anos, com nada menos de um adicional de 7,8%, nessa mesma faixa etária, que apresentava tolerância diminuída à glicose. Assim, a dimensão real do problema, incluindo os portadores de diabetes e de pré-diabetes, de acordo com o conceito atual, aponta para uma prevalência de nada menos que 15,4% de portadores de condições crônicas que promovem um risco elevado de complicações cardiovasculares.

Mais recentemente, um estudo regional conduzido pela equipe da Dra. Maria Tereza Torquato e publicado em 2003, utilizando a mesma metodologia do Censo Nacional de Diabetes, mostrou uma prevalência média de diabetes de 12,1% e de tolerância diminuída à glicose (pré-diabetes) de 7,7%, perfazendo a cifra integrada de 19,8% de portadores de diabetes e de pré-diabetes, na faixa etária de 30 a 69 anos. Se compararmos a prevalência integrada de diabetes + pré-diabetes mostrada pelo Censo de Diabetes de 1988 (15,4%) com a prevalência integrada mostrada pelo estudo de Ribeirão Preto (19,8%), podemos extrapolar uma evolução de 28,5% na prevalência de condições clínicas relacionadas ao diabetes. A outra pergunta que não quer calar é a seguinte: poderíamos utilizar a prevalência do estudo de Ribeirão Preto para melhor refletir a provável realidade da dimensão do diabetes no Brasil como um todo?

Do ponto de vista acadêmico, essa extrapolação talvez possa ser ou parecer uma heresia, porém, do ponto de vista prático, considerando a evolução epidêmica do diabetes em todo o mundo, os números de Ribeirão Preto certamente refletem a situação atual do diabetes no Brasil de uma forma muito mais precisa do que os dados originais do Censo Nacional de Diabetes. Aliás, apenas para validar esta extrapolação, menciono os dados do trabalho de Geiss e colaboradores, publicado no American Journal of Preventive Medicine de maio de 2006, segundo o qual a incidência de diabetes diagnosticado durante um período de apenas seis anos, de 1997 a 2003, aumentou nada menos que 41%.

Em resumo, está mais do que justificada a necessidade de realização do Segundo Censo Nacional de Diabetes, cuja viabilidade somente será possível com o aporte de recursos de diferentes organismos governamentais e da iniciativa privada, como aconteceu com o Censo de 1988. Com a palavra os coordenadores do primeiro Censo Nacional de Diabetes e o Ministério da Saúde, na pessoa da Dra.Rosa Sampaio, Coordenadora Nacional de Hipertensão e Diabetes.

A tabela abaixo mostra a matriz de cálculo para a estimativa da população de portadores de diabetes no Brasil, utilizando-se a prevalência do estudo de Ribeirão Preto (12%) ao invés da prevalência do Censo Nacional de Diabetes (7,6%), ambas as cifras para a faixa etária de 30 a 69 anos. Certamente, esta estimativa também é conservadora, uma vez que considera apenas o aumento da prevalência na faixa etária de 30 a 69 anos. Com o aumento da sobrevida da população de idosos, é de se esperar que, atualmente, a prevalência de diabetes na população acima de 69 anos seja maior do que aquela registrada no censo de 1988 e que consta desta matriz de cálculo.

Estimativa total de habitantes: 190.000.000 em 2006
Distribuição por faixa etária (1) Prevalência do Diabetes (2)
faixa etária
I - multiplicar (N) por:
II - População na faixa etária
III - Multiplicar II por
IV - Número de Diabéticos
< 30 anos
0,58
110.200.000
0,001
110.200
30-69 anos
0,38
72.200.000
0,120
8.664.000
> 69 anos
0,04
7.600.000
0,200
1.520.000
Número total de Diabéticos no Brasil *
10.294.200
* - Números baseados nas prevalências do Estudo de Ribeirão Preto 2002
Fontes:
(1) Censo demográfico brasileiro 2000 - IBGE
(2) Prevalence of diabetes mellitus and impaired glucose tolerance in the urban population Aged 30-69 years in Ribeirão Preto (São Paulo), Brazil - Torquato, MT et al. São Paulo Med J. 2003. Nov6; 121(6): 224-30

Referência1: “Multicenter Study of the Prevalence of Diabetes Mellitus and Impaired Glucose Tolerance in the Urban Brazilian Population Aged 30-69 Yr”. Malerbi, D.A. e colaboradores. Diabetes Care 15:1509-1516, 1992.

Referência2: “Prevalence of Diabetes Mellitus and Impaired Glucose Tolerance in the Urban Population Aged 30-69 Years in Ribeirao Preto (São Paulo), Brazil”. Torquato, M.T. e colaboradores. Sao Paulo Med J 121:224-230, 2003.

Referência3: “Changes in Incidence of Diabetes in U.S. Adults, 1997-2003″. Geiss, L.S. e colaboradores. Am J Prev Med 30:371-7, 2006

Devemos Continuar Usando o IMC (BMI) como um Marcador de Risco de Doença Cardiovascular?

terça-feira, agosto 29th, 2006

Dr. Reginaldo Albuquerque

Um estudo, publicado no número de 28 de agosto da revista Lancet, questiona a relação entre o IMC (ôndice de Massa Corporal) e riscos cardiovasculares. Este trabalho, de autoria de pesquisadores da Mayo Cllinic, Rochester, Estados Unidos, compreendeu uma meta-análise de 40 estudos envolvendo 250.152 pacientes com doença arterial coronária. Os desfechos (outcomes) estudados foram os aparecimentos de eventos cardiovasculares e mortalidade.

Os dados foram conflitantes, ou mesmo inesperados, porque mostraram que os pacientes com baixo IMC e doença cardiovascular prévia, tinham maior incidência de morte e de acidentes coronários. Pacientes com sobrepeso tinham melhores taxas de sobrevivência e menor número de acidentes cardiovasculares.

A análise estatística demonstrou que a relação entre IMC, obesidade e riscos cardíacos só eram consistentes nos casos de pessoas com obesidade mórbida que tinham algum tipo de disfunção cardíaca prévia. Nos demais casos não houve associação. Uma das explicações para isso é que o IMC não diferencia, por exemplo, gorduras e fibras musculares.

A respeito destes dados, um dos autores, Dr. Francisco Lopez-Jimenez declarou: “em vez de provar que a obesidade é sem risco, o que ficou demonstrado com os nossos dados, é que precisamos procurar métodos alternativos para caracterizar os indivíduos que tem realmente excesso de gordura.”

E concluiu: “o IMC pode está aumentado por causa do excesso de tecido muscular, que pode ser decorrente de uma maior atividade física recomendada nos cardíacos”.

A pesquisa de meta-análise compreendeu dados que foram coletados entre 1980 e 1990 e a média de seguimento dos pacientes foi de 3,8 anos.

No mesmo número do Lancet, a Dra Maria G.Franzosi, do Instituto Maria Negri de Milão, Itália, pergunta: “será que o debate entre IMC e o mortalidade se encerrou?”. E ela mesma responde: “este estudo não traz novidades, mas podemos dele extrair boas informações. Uma delas, é que o IMC deve ser deixado de lado, como um marcador clínico e epidemiológico de doença cardiovascular, tanto na prevenção primária como secundária, pois o IMC não é uma boa medida da gordura visceral, o fator chave determinante das alterações metabólicas.”

Um outro estudo, realizado em 52 países (INTERHEART), tem procurado determinar que outras medidas são mais eficazes do que o IMC na determinação da gordura visceral e na sua relação com doenças cardíacas. Os indicadores estudados são: cintura abdominal, relação cintura/quadril e medida do quadril.

Em todos os grupos étnicos estudados, a razão cintura/quadril foi o melhor preditor de infarto do miocárdio e esta relação é três vezes melhor do que o IMC.

No entanto, um artigo publicado no NEJM, em 24 de agosto, defende o valor do IMC na predição de mortalidade e de eventos cardiovasculares.

O Dr. Josivan Lima, da editoria do site, acredita que este trabalho “tem mais valor estatístico porque estudando duas populações diferentes, chegou a conclusões semelhantes: que o BMI é bom (já que até sobrepeso aumentou risco de MORTE, e não só de IAM como avaliado no Intraheart por exemplo). Acho a relação cintura/altura um indicador interessante que não usamos no dia-a-dia”.

Referências
Deixamos de fornecer os links do Lancet por não serem de acesso livre.

Association of bodyweight with total mortality and with cardiovascular events in coronary artery disease: a systematic review of cohort studies
Romero-Corral A, Montori VM, Somers VK, Korinek J, Thomas RJ, Allison TG, Mookadam F, Lopez-Jimenez F
The Lancet - Vol. 368, Issue 9536, 19 August 2006, Pages 666-678

Should we continue to use BMI as a cardiovascular risk factor ?
Franzosi, MG. The Lancet 2006;368:624-625

Obesity and the risk of myocardial infarction in 27⺺000 participants from 52 countries: a case-control study.
Yusuf S, Hawken S, ôunpuu S, Bautista L, Franzosi MG, Commerford P, Lang CC, Rumboldt Z, Onen CL, Lisheng L, Tanomsup S, Wangai Jr P, Razak F, Sharma AM, Anand SS, on behalf of the INTERHEART Study Investigators
The Lancet - Vol. 366, Issue 9497, 05 November 2005, Pages 1640-1649

O artigo do NEJM pode ser acessado no no link abaixo. O título do trabalho é:
Overweight, Obesity, and the Risk of Death among Persons 50 to 71 Years Old

Saiba mais em
htpp://content.nejm.org/cgi/content/short/355/8/763…

Esforço Concentrado para Aprovação de Projeto de Lei - Participe Dessa Luta!

segunda-feira, agosto 21st, 2006

Equipe de Jornalismo

O projeto de lei nº PLS 597/99, que dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar às pessoas com diabetes, inscritos em programa de educação, está prestes a ir a plenário. Para que seja aprovado ainda este ano é preciso urgência na votação.

Para isso, é preciso um esforço concentrado das associações de pessoas com diabetes, familiares e das sociedades científicas da área. A idéia é encaminhar e-mails aos senadores solicitando pautar, votar e aprovar o projeto de lei em setembro. Priorizar os seguintes parlamentares:

Senador Renan Callheiros (renan.calheiros@senador.gov.br) ⺺ presidente do Senado;
Senador Tião Viana (tiao.viana@senador.gov.br) ⺺ foi o relator quando a lei tramitou no Senado e conhece o assunto;
Senadores Romero Jucá (romero.juca@senador.gov.br) e Idely Salvati (ideli.salvatti@senadora.gov.br) - da bancada do governo;
Senador Antonio Carlos Valadares (antval@senador.gov.br) ⺺ que já articulou e conseguiu aprovação na CAS (da qual é presidente).


Justificativa

Evidências científicas revelam que medidas de prevenção do diabetes - assim como o controle adequado da pressão arterial, das dislipidemias e as campanhas efetivas para aquisição de hábitos de vida saudáveis - podem levar a uma redução de até 50% da mortalidade por doenças cardiovasculares, em um período de cinco anos. Mostram, ainda, que muitas complicações do diabetes podem ser prevenidas, revertidas ou retardadas com adequado controle da glicose sanguínea, educação e encorajamento à automonitorização.

O automonitoramento do controle glicêmico é uma parte fundamental da atenção integral e grande incentivo à adesão ao tratamento. Para atingir o bom controle, é necessário que os pacientes realizem avaliações periódicas dos seus níveis de glicemia. Para isso, ele próprio e sua família devem ser devidamente informados e orientados. Só no Brasil, já existem cerca de 6 milhões e meio de pessoas com diabetes, sendo que este número tende a dobrar na próxima década.

De acordo com o Dr J. Epping Jordan, Coordenador de Cuidados a Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) da Organização Mundial de Saúde (OMS), cada U$ 300 gastos com ações de prevenção economizam U$1 mil para o sistema de saúde, em decorrência da redução significativa de complicações e internações.

Além de constituir, junto com a Hipertensão Arterial, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, o diabetes é uma das principais causas de doença e morte prematura por insuficiência renal, amputação de membros inferiores, retinopatia e cegueira irreversível. O diabetes representa, ainda, custo elevado para a sociedade, gerando desemprego, aposentadorias, perda importante na qualidade de vida e mortalidade precoce.

Mundialmente, os custos diretos para o atendimento ao diabetes variam de 2,5% a 15% dos gastos nacionais em saúde. Em que pese a limitação dos dados, cabe concluir que o diabetes impõe uma alta carga econômica aos indivíduos e à sociedade em todos os países.

A IDF recomenda: “ações tomadas precocemente, no curso do diabetes, que atuem na sua evolução e evitem complicações são mais benéficas, em termos de qualidade de vida, e muito menos onerosas, especialmente se essas ações prevenirem hospitalizações.”

Nesse aspecto, investimentos em saúde que promovam maior acesso a serviços básicos e a insumos, que permitam maior controle dos agravos e evitem suas complicações terão grande impacto em termos de saúde pública, bem-estar pessoal e comunitário, e na economia em saúde.

Histórico do Projeto

O PLS 597/99 (29/10/99), de autoria do senador José Eduardo Dutra, foi aprovado por unanimidade pelo Senado, em 26 de abril de 2000, e remetido à Câmara dos Deputados em 18 de maio do mesmo ano. Após tramitar na Câmara Federal (com acompanhamento efetivo da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), da Federação Nacional de Associações de Diabéticos (FENAD) e da Coordenação Nacional de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus do Ministério da Saúde junto aos relatores e comissões), foi aprovada e retornou ao Senado, onde também conseguiu aprovação na Comissão de Assistência Social (CAS).

Vantagens da Lei

1- Os tomadores de decisão, formuladores e executores de políticas podem e devem adotar medidas que reduzirão as ameaças impostas pelas doenças crônicas à saúde da população, aos sistemas de saúde e às economias dos países.

As ações empreendidas por esses agentes, no tocante ao financiamento, alocação de recursos e planejamento do sistema de saúde podem reduzir, substancialmente, os efeitos negativos dos problemas crônicos.

2- As leis são instrumentos-chave de políticas, por serem fruto de negociação e pela força que as outorga seu caráter vinculante.

O Site da SBD de Cara Nova

terça-feira, agosto 15th, 2006

Equipe de Jornalismo

Você já deve ter percebido que o site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) está de visual novo. No ar, desde a última semana, o objetivo foi deixar a home mais moderna e mais fácil de navegar.

Além de cores mais suaves, e uma nova distribuição das chamadas, uma das principais mudanças é na linha editorial da capa do site, que agora está dividida em editorias, ou se preferirem, seções. Assim você conseguirá ver os mais recentes. As editorias são: últimas Notícias, Novidades Científicas, SBD Multimídia, Alimentação e Nutrição, Informes da SBD e Serviços.

Preste atenção, por exemplo, como a editoria últimas Notícias é atualizada. As chamadas vão “andando” de cima para baixo. Sempre a nota mais recente é a do alto. Entrando uma notícia nova a última, dessa coluna, sai automaticamente da home e poderá ser acessada a partir do menu. Experimente acompanhar a entrada das chamadas das matérias que, em geral, ocorrem uma vez (ou mais) ao dia.

Esse novo formato também permitirá que novos destaques entrem quando forem necessários, como por exemplo, Dia Mundial do Diabetes.

[img:homenova.jpg,resized,vazio]

Você havia percebido essas possibilidades? Gostou da nova proposta? Se ainda não viu o site novo, dê uma passada por lá.

Ir para o site da SBD.

Adoçantes ºº O Que é Importante Saber?

domingo, agosto 13th, 2006

Departamento de Nutrição da SBD

O equilíbrio alimentar, focado na manutenção do bom estado nutricional é a base para uma vida saudável em qualquer fase da vida. A busca pelo corpo “perfeito”, muitas vezes reforçado pela mídia, vem incentivando o uso de produtos substitutos de “açúcar” e “gorduras” e, conseqºentemente, menos calóricos. No caso dos pessoas com diabetes, os produtos dietéticos não são essenciais ao controle metabólico, como os medicamentos orais e insulina, mas quando bem utilizados, auxiliam no tratamento , permitindo uma vida social plena.

Diante de tantas opções , como “diet” e “light”, para o adequado consumo, é importante não só identificar as diferentes nomenclaturas, bem como, conhecer cada um dos edulcorantes ou adoçantes existentes no mercado.

O termo diet é utilizado para um alimento especialmente produzido para uma população. No caso do diabetes mellitus é o alimento onde, normalmente, o açúcar é substituído por um adoçante. Já o light é o alimento que apresenta redução de pelo menos 25% das calorias totais ou de algum nutriente que compõe o alimento.

Inicialmente os adoçantes podem ser classificados baseados em sua origem e valor nutritivo. Existem os adoçantes nutritivos, ou seja, que contribuem com calorias como o Sorbitol, Aspartame; os não nutritivos, que não contribuem com calorias como a Sacarina, o Ciclamato, Acesulfame K,a Sucralose e os obtidos dos extratos vegetais como os produtos da Stevia Rebaudiana.

Os critérios para aprovação do Ministério da Saúde para estes edulcorantes seguem as recomendações de um órgão denominado JECFA (Comitê de peritos em aditivos alimentares da junta da FAO/OMS ), que tem entre várias a finalidade de revisar avanços científicos, fornecer especificações de identidade e pureza, avaliar a toxicidade e principalmente estabelecer a ingestão diária aceitável (IDA), a qual representa a quantidade da substância , em mg a ser ingerida por Kg de peso corpóreo (mg/Kg), diariamente por toda a vida, sem produzir risco apreciável à saúde.

Vale ressaltar que, para adequada escolha dos produtos presentes no mercado, a leitura do rótulo deve ser orientada visando a compreensão das informações nutricionais contidas no mesmo, bem como adaptação ao plano alimentar.

A redação do site da SBD está preparando uma reportagem sobre como ler e entender os rótulos. Ir para o site.

É Hora de Se Mexer

quinta-feira, agosto 3rd, 2006

Equipe de Jornalismo

[img:caminhada2.jpg,full,vazio]

Depois de ler esse texto, e até passar algum tempo navegando pela internet para ficar bem informado, é hora de se levantar e exercitar-se.

Esse é o tema da reportagem que entrou hoje no site da SBD - Diabetes e Exercícios. A idéia surgiu por causa da enquete realizada em julho, que perguntava qual o tipo de atividade física era praticada. O resultado mostrou que muita gente gosta de caminhar e correr, mas um grande número de pessoas não faz nenhum exercício.

A reportagem dá várias dicas - extraídas do Manual de Atividade Física da SBD - e apresenta a Pirâmide da Atividade Física, que foi redesenhada por Kátia Maciel, do Distrito Federal.

Se você não tem diabetes lembre-se que 30 minutos de caminhada, cinco vezes por semana, é um dos melhores tratamentos preventivos.

Se precisa de um empurrãozinho para começar, não deixe de ler a reportagem e comentar. Por que você não conta um pouco do seu dia-a-dia? O que gosta de fazer para manter a mente e o corpo em dia? é só clicar em “comentários”, no final deste post, e escrever.