Equipe de Jornalismo
Nossos internautas estão começando a ficar mais desinibidos e enviando suas mensagens. O texto a seguir e de Alice Lopes Amaral (aliceamaral@globo.com) e foi enviado como comentário. Porém sua mensagem foi muito interessante e transformado em um post do blog. Alice, muito obrigado por sua participação.
Sou diabética há 25 anos. Sofri um infarto do miocárdio há seis anos e uso um stent. Há oito anos, mais ou menos, minha pressão subiu e hoje é controlada por medicamentos. Tenho arritmia cardíaca, também sob controle. Uso Insulina Lantus 52u e Humalog 8u por dia. Já usei insulina R (80) e NPH (80) somadas, por dia, durante anos, o que quase me matou. Tudo isso, porque evitei os endocrinologistas ao máximo que pude.
é que os diabéticos, normalmente, são tratados como pessoas descontroladas para alimentar-se, sem força de vontade. Como estas não são e nunca foram características do meu caráter, não me conformava em ser tratada assim.
Sou aposentada e tenho curso superior. Sempre levei vida ativa e produtiva. Somente depois de encontrar um endocrinologista capaz, que me explicou ser a insulina um anabolizante, responsável pela minha obesidade (que só fazia aumentar) e que a compulsão alimentar não é resultado de falta de seriedade, é que pude me tratar corretamente.
Tenho restrição aos exercícios físicos, mas caminho diariamente, embora devagar, durante uma hora. Mudei hábitos alimentares e hoje não sofro com as hipoglicemias, causadas por outras insulinas.Tenho quase 60 anos e, embora não leve uma vida normal, porque, além de tudo, tenho dort e bursite nos dois ombros, não posso dizer que sou infeliz. Cuido das minhas plantas, leio muito, convivo com filhas e netas, com muito bom humor e sou uma pessoa atualizada. Faço tricô (só o elementar) e posso presentear a família.
A relação entre médico e paciente é fundamental e gostaria de deixar registrado que, no meu caso, foi fundamental à minha sobrevivência.
Obrigada,
Alice
Ir para o site da SBD.
julho 11th, 2006 at 16:19
Sem sombra de dúvidas, Alice, e pessoal, a presença de
um endocrino é mais q importante para a condução da nossa
doencinha mais q doce. Ele é um especialista, tem a visão técnica q
nós não temos. Nós vivemos na pele o diabetes, mas o endocrino
tem a teoria q podemos experimentar e q nos faz viver muito melhor. Para poder se
entregar nas mãos de um endocrino, creio eu, é necessário
confiança total nesta pessoa.
Graças a Deus, encontrei na pessoa de um
endocrinologista um amigo e um excelente técnico. Ailson é mais q um
simples médico na vida de quem partilha da vida dele.
Abraços,
pessoal!
julho 16th, 2006 at 00:24
Alice, não entendi porque a Insulina R e a NPH,
quase te matou?