Viver e Trabalhar com o Diabetes

Paula Camila

Quando eu soube que tinha diabetes, estava com 13 anos. Tive vários daqueles sintomas típicos: sede intensa, muita vontade de ir ao banheiro, emagrecimento rápido, passei a comer demais. Por estar em uma cidade de praia, achei que sentia sede por causa do calor. Minha mãe logo desconfiou: “Será que você não está com diabetes?”

Fui fazer o teste de glicemia e não deu outra… 304mg/dl! Naquela época, eu já acessava a internet. Corri para ler alguma coisa sobre o assunto. Tinha medo que aquilo pudesse me matar…

Achei muita informação, fiquei um pouco mais tranqºila para esperar a consulta com o Dr. Mourão Jr., endocrinologista. Ainda me restavam muitas dúvidas, principalmente sobre o cotidiano da pessoa com diabetes (medicação, insulina, alimentação, atividade física, glicemias, etc). Não achei outras pessoas com diabetes para fazer amizade virtual e contar-me como seria minha vida dali em diante.

Meu médico me tranqºilizou bastante. Disse-me que minha vida teria que mudar um pouquinho, mas não teria que deixar de fazer nada por causa do diabetes. Minha alimentação passaria a ser mais saudável, eu teria que repor a insulina que me faltava e medir a glicemia para ver se tudo estava sendo suficiente. Poderia continuar praticando esportes, saindo para a casa dos meus amigos, viajando… Como qualquer adolescente de 13 anos.

Logo consegui controlar o diabetes. Dr. Mourão me disse que se eu me tratasse, viveria feliz e saudável. E é como vivo até hoje. Incentivada por ele, que me deu muito material educativo (adoro ler!), montei um site com informações sobre diabetes. O objetivo era, além de divulgar informação, fazer amigos virtuais com diabetes. O site entrou no ar em 20 de dezembro de 1997 e consegui meus dois objetivos.

Ao entrar na faculdade de Comunicação Social, em 2001, já estava com o objetivo de ser jornalista na área de saúde. Montei um jornal chamado “O Amanhã é Hoje”, que circulou em Juiz de Fora entre 2002 e 2005. Ele era distribuído gratuitamente para as pessoas com diabetes, seus familiares e também para os profissionais de saúde.

Em 2000, recebi o título de Sonhadora do Milênio, por causa do meu trabalho com o site. Também recebi alguns troféus como destaque e uma Moção de Aplauso da Câmara Municipal de Juiz de Fora, todos por causa do meu trabalho com o jornal e com o site (que está temporariamente fora do ar, pois estou montando novos projetos para ele).

E hoje? Bem, continuo com o diabetes bem controlado, sem nenhuma complicação. Durante estes 9 anos, estudei, diverti-me, viajei, passei no vestibular, formei-me, noivei… Enfim, vivi! Sou jornalista, trabalho como repórter do site da Sociedade Brasileira de Diabetes desde janeiro deste ano, continuando com o meu sonho, que se iniciou há 9 anos: levar informações sobre diabetes a todas as pessoas.

Se hoje estou bem, devo tudo à minha família (pai, mãe, irmão), aos meus médicos (Dr. Mourão Jr e Dra. Ana Chartuni) e àqueles que também acompanharam a minha jornada, como meus amigos e meu noivo.

é possível ser feliz!

 

20 respostas to “Viver e Trabalhar com o Diabetes”

  1. celso Says:

    Paula,
    Sou um colega de profissão,

    também jornalista, que descobriu o diabetes, hereditário, aos 48 anos. O

    impacto também foi grande, embora já convivesse um pouco distante

    com a doença, por causa dos problemas relatados por minha mãe, que

    já está indo para os 72. Entrei com fé e vontade nessa disciplina

    alimentar e nas caminhadas. Hoje tenho a sensação de que viverei muito

    mais do que se não tivesse o diabetes, pois tinha uma vida de poucos cuidados.

    Pensava que, por não fumar nem ser obeso, tinha uma saúde de ferro.

    Os exemplos aqui relatados não deixa dúvida. É preciso

    força para vencer.

    Abraço a todos

  2. Marcos Says:

    Ola Paula gostei do relato de todos e conviver

    com diabete é problema.
    Sou diabético a coisa de 8 a 10 anos hoje

    estou com 54.
    Eu só vim a descobrir que tinha diabete a + ou - uns quatro

    anos atrás que ao ter os sintomas muito avançado fui ao medico

    endocrinologista.
    Há uns três anos apos tomar um tombo em plena rua

    sem mais porque fraturei um braço e ai complicou tudo.
    Vim, a saber, que tinha

    pé de chacot.
    E o pior que a onde moro não tem nem um hospital de

    referência para este problema.
    Desde então tenho tentado em diversos

    hospitais sem sucesso já tentei até no servidor publico e nada.
    Bem

    acabei de entrar na justiça para ver se consigo fazer está cirurgia, mas

    está difícil.
    E para ver que esta doença não perdoa

    tenho agora problema na visão
    Aida bem que pelo menos tenho conseguido

    manter a diabete controlada, pois não posso fazer exercício só

    regime.
    Um abraço a todos os diabéticos e com fé chega

  3. SONIA Says:

    LI E GOSTEI, MEU FILHO É DIABÉTICO DESDE

    OS 8 ANOS, HOJE TEM 16 ANOS, ATÉ HOJE VIVO UM DIA DE CADA VEZ,

    APRENDI QUE NÃO EXISTE UM CONTROLE, EXISTE SIM PACIÊNCIA E

    ESPERANÇA..
    É PRECISO ACEITAÇÃO, ELE AINDA NÃO ACEITOU, E EU

    ME ESFORÇO.
    SINTO FALTA DE TROCAR IDÉIAS COM MÃES E

    FAMILIARES. GOSTARIA DE QUE ASSIM COMO EXISTEM OS GRUPOS AA;

    COMILÕES COMPUMSILVOS E OUTROS EXISTISSE TB PARA

    DIABÉTICOS/FAMILIARES.
    ABÇS

  4. Dário Says:

    Oi meu nome é Dário e tive problemas

    com glicemia devido a obesidade tenho 35 anos e hoje tomo o medicaento glibenclamida

    e o chá de uma planta chamada pata de vaca pois quando tomava só o

    medicamento minha taxa era de 150 e com o chá estou mantendo em 100 e 110,

    gostaria de saber se existem estudos científicos sobre esta planta.

    Obrigado

  5. Fernanda Says:

    Muito bonita a sua história! Meu marido

    é diabético desde os 4 anos (hj ele tem 27). É super saudável, faz

    exames diversas vezes ao dia, é muito controlado. Acho que a doença nos

    mantém ainda mais unidos, ele sabe que pode contar sempre

    comigo!

  6. Nezeli Fagundes Says:

    Olá, pessoal!
    Creio q a grande “jogada” qdo se trata de

    conciliar trabalho e diabetes é informar os colegas de nossa

    condição de “docinhos”, q tipo de atitude eles precisam ter diante de uma

    hipoglicemia, por ex. Isto faz com q os conduzamos a detalhes a respeito da

    doença e, tb, tenhamos proteção. A desinformação

    é um grande inimigo. Informação é tão importante

    qto os medicamentos q tomamos.

  7. Daisy Says:

    Oi pessoal…

    Sou diabético há

    mais de 30 anos, hoje tenho 44, e sigo o lema que “disciplina é liberdade”, e

    com isso tento manter minha glicemia sob controle (tá certo que as vezes me

    descontrolo, principalmente em relaçao a hipoglicemia), mas to aí, adoro

    viver, tiro da vida tudo q ela tem de melhor pra me dar! Força a todos e nunca

    esqueçam que existem coisas bem mais bonitas que o “nosso” diabetes, se

    voltem pra essas outras coisas, nao fiquem só prestando atençao na

    “nossa colega”nao rs!

    Um abraço a todos!

  8. MARIA DE FATIMA CHIES Says:

    Oi querida, parabéns es uma vencedora. Sou diabética

    há quinze anos tenho 45anos. Foi dificil aceitar e entender a doença. Hoje

    depois de tempo ela está mais controlada, com ajuda do meu médico tive

    mais informações e continuo a pesquizar bastante. O que eu senti muito foi

    falta de informação, só sabendo mais sobre que eu tinha foi que

    aprendi a lidar com ela.

  9. Paula Camila Says:

    Oi, pessoal!

    Fiquei bastante contente com os

    comentários de vocês! :D

    Realmente, quando passamos a conhecer o

    diabetes, o tratamento fica muito mais fácil.

    Certa vez, ouvi um

    médico dizer em uma palestra que “o diabetes está no pâncreas e

    não na cabeça”. Devemos nos cuidar, mas não deixar que o

    diabetes tome conta de nossa vida e nossos pensamentos. É mesmo um casamento:

    convivência, concessões, momentos de altos e baixos…

    que, por enquanto, não há a possibilidade de divórcio!!

    :D

  10. Andre Says:

    A vida não para !!! Realmente não adianta rejeitar nosso

    condição. Já passei momentos de conflito nestes 12 anos de

    convivencia com o diabetes. Estou com 32 anos , sou Eng. Mecanico em intensa

    atividade.
    Resumindo , enfatizo o comentário da Paula Camila “o diabetes

    está no pâncreas e não na cabeça” . Saúde a

    todos

  11. Jackeline Mendes Says:

    Oi, meu nome Jackeline. Queria parabenizar voces pelo trabalho, amei o blog.

    Sou diabética desde os 9 anos, hoje tenho 20. Estou no terceiro ano de

    farmácia e hoje trabalho em uma farmácia fazendo assistência

    farmacêutica aos diabéticos. É muito gostoso poder fazer de uma

    dificuldade uma oportunidade. Uso bomba de insulina há 4 anos, e posso dizer

    que foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Sou paciente do Dr Walter

    Minucucci, que é um mais que excelente médico. Me ajudou a aceitar e

    conviver com o diabetes.
    Ja participei dois anos do acampamento da ADj e

    recomendo aos jovens e criancas diabeticas a participacao, pois é

    fantastico.
    Enfim, adorei a iniciativa da Sbd.

    Um abraco a todos os

    diabéticos!!!!

  12. luciana schinaider silva Says:

    Que lindo este site,tenho uma sobrinha

    diabetica5anos,descobrimos quando tinha1anoe 6 meses.Estou formando um grupo de

    crianças diabeticas,gostaria que fosse anunciado meu site e telefones :031-3391-

    75-47/9279-46-36.email;luciana.schinaider@oi.com.br

  13. Gabriela Diccini Says:

    Paula,
    Lembro quando recebia em casa o Jornal, e sempre ficava muito contente por ver alguém com diabetes, assim como eu, escrevendo e dando força as outras pessoas.
    Lembro-me até do desenho da Paulinha, achava o máximo!!!
    Continuo desejando à você muito sucesso,
    Gabi

  14. eliane Says:

    eu tenho um filho que agora está com 5 anos e três meses e teve diabetes há 7 meses atrás. Quando descobrimos foi um choque para toda a familia, agora que estamos adiministrando o diabetes com mais naturalidade só que de vez enquando a glicemia dele baixa muito e dá outro susto na gente. Já tivemos até uma confunção nele por causa da glicemia baixa e gostaria de ter contato com pessoas que tem diabetes na familia ou com você mesmo um abraço eliane!!!

  15. Luciana Oncken Says:

    Sou portadora de diabetes tipo 2 e criei um blog para tentar reverter as coisas para o lado positivo, usando o bom humor, dando dicas, falando do meu dia-a-dia. Convido vcs a partilharem a minha experiência: http://www.vivercomdiabetes.blogspot.com
    Obrigada.

  16. Luciana Oncken Says:

    Paula, assim como vc também sou jornalista, também trabalho na área da saúde (há mais de 7 anos na Associação Paulista de Medicina), também sou diabética…

  17. suzana ,maria campos costa Says:

    ola eu sou diabetica ha 32 anos , sou portuguesa e uso a bomba de infusao
    nao tenho complicaçoes ja fis seis cirugias agora a ultima no dia 25 de janeiro e estou a recuperar bem
    cicatrizo com muita facilidade mas tambem tomo medicaçao que ha ca em portugal para prevenir doenças
    quando tive a diabetes eu comia muito bebia muita agua e emagreci muito agora para ser considerado diabetico ha valores que diferenciam de pais para pais
    aqui ja e considerado diabetico aos 125
    ja tenho dois filhos saudaveis e o meu marido tem na familia diabetes tipo 1

  18. sofia Says:

    oi,
    Hoje acabei de voltar do Hospital Santa Catarina. Mantive por muito tempo(2 anos mais ou menos) um controle de glicemia alto (tipo uns 300 mdg). Isso, juntando com um resfriado e uma emoção forte, formou uma bola de neve que resultou em um passeio pelo hospital (com direito a UTI) nada, nada agradável. Tive taquicardia, desidatração, acidose, quase morri.

  19. thias lara de souza ribeiro Says:

    camila to sofrndo pq nao consigo fazer o regime preciso de ajuda muita ajuda mesmo me alguma dica o q devo fazer meu endereço é rua16 numero 37 santina 1 cep 13481-439 cidade de limeira me mande alguma carta dizendo o q devo fazer a pq a ansiedade fala mais alto e ja estou tendo complicaçoes como nos olhos vou ficar muito agradecida

  20. jose maria serrao viana Says:

    gostaria de entrar em contato com pessoas que tem diabete para batemos papo sobre a doença, hoje apareceu um tipo de alegia no meu corpo não vejo nada de coceira ou mancha principalmente na região proximo umbigo quanto visto camisa sinto um sensação de queimadura sobre a pele se alguem ja teve este sintoma favor entrar em contato comigo.
    aguardo resposta de alguem.
    obrigado.

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