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	<title>Comentários sobre: Uso da Hemoglobina Glicada (A1C) como Crit&#233;rio de Avalia&#231;&#227;o de Qualidade &#233; Objeto de Controv&#233;rsias</title>
	<atom:link href="http://blog.diabetes.org.br/2006/05/17/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
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	<description>Sociedade Brasileira de Diabetes</description>
	<pubDate>Thu, 17 May 2012 02:40:43 +0000</pubDate>
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		<item>
		<title>Por: Le&#227;o Zagury</title>
		<link>http://blog.diabetes.org.br/2006/05/17/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/comment-page-1/#comment-8</link>
		<dc:creator>Le&#227;o Zagury</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2006 19:41:38 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De Le&#227;o Zagury 

(lzagury@globo.com)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;

Meu caro amigo Reginaldo

Se eu 

entendi corretamente, a id&#233;ia &#233; que seja oferecida vantagem financeira 

para os m&#233;dicos cujos pacientes apresentem melhores resultados da 

A1c.

Se assim for, fico estarrecido.

Entendo que a busca do controle do 

diabetes ganhou vigor com o entendimento de que seu grande objetivo deveria ser a 

normalidade da A1c. Entretanto nunca imaginei que essa vit&#243;ria do saber 

m&#233;dico e a convers&#227;o desse conhecimento em a&#231;&#227;o, 

pudessem se transformar em um instrumento de competi&#231;&#227;o e um 

mecanismo de exclus&#227;o dos mais necessitados. Atribuir valor econômico a um 

objetivo t&#233;cnico-cient&#237;fico, que apenas deve ser inclu&#237;do no grupo 

das boas pr&#225;ticas, n&#227;o me parece adequado. Estabelecer vantagens 

financeiras para os m&#233;dicos que mais pacientes tiverem os n&#237;veis de A1c 

dentro da normalidade, pode se transformar em uma faca de 2 gumes bem 

afiados.

Poderemos, dessa forma, estimular colegas a obterem melhores resultados, 

por&#233;m, pode-se assim tamb&#233;m e estimul&#225;-los a excluir de seus 

quadros os diab&#233;ticos que n&#227;o atingirem estas metas, afastando justamente 

os que mais precisam de est&#237;mulo e aten&#231;&#227;o. N&#227;o podemos 

esquecer que a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente &#233; uma 

rela&#231;&#227;o humana extremamente complicada e sens&#237;vel e que 

seguramente n&#227;o depende exclusivamente dos m&#233;dicos.

Esta 

hist&#243;ria me lembra muito o momento em que, com muito esfor&#231;o, 

h&#225; muitos anos, organizamos a primeira colônia de f&#233;rias para pacientes 

diab&#233;ticos, a n&#237;vel institucional, no IEDE. Um grupo da 

organiza&#231;&#227;o defendia a inclus&#227;o apenas dos mais bem controlados e 

eu ressaltei o outro lado da quest&#227;o afirmando que, pelo contr&#225;rio, os que 

apresentassem pior controle &#233; que deveriam ser escolhidos, j&#225; que esses 

eram os que mais necessitavam de aten&#231;&#227;o e 

orienta&#231;&#227;o.

Entendo, ainda, que se querem oferecer pr&#234;mios 

para m&#233;dicos isso deveria ser feito para os que conseguissem reverter os 

n&#237;veis de A1c elevados. Na verdade, acho que esses pr&#234;mios deveriam ser 

oferecidos ao paciente e seu m&#233;dico que conseguissem reverter e manter esses 

bons resultados por mais de 12 meses.

Sa&#250;de para todos e um fraternal 

abra&#231;o.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>De Le&atilde;o Zagury </p>
<p>(lzagury@globo.com)</strong></em></p>
<p>Meu caro amigo Reginaldo</p>
<p>Se eu </p>
<p>entendi corretamente, a id&eacute;ia &eacute; que seja oferecida vantagem financeira </p>
<p>para os m&eacute;dicos cujos pacientes apresentem melhores resultados da </p>
<p>A1c.</p>
<p>Se assim for, fico estarrecido.</p>
<p>Entendo que a busca do controle do </p>
<p>diabetes ganhou vigor com o entendimento de que seu grande objetivo deveria ser a </p>
<p>normalidade da A1c. Entretanto nunca imaginei que essa vit&oacute;ria do saber </p>
<p>m&eacute;dico e a convers&atilde;o desse conhecimento em a&ccedil;&atilde;o, </p>
<p>pudessem se transformar em um instrumento de competi&ccedil;&atilde;o e um </p>
<p>mecanismo de exclus&atilde;o dos mais necessitados. Atribuir valor econômico a um </p>
<p>objetivo t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, que apenas deve ser inclu&iacute;do no grupo </p>
<p>das boas pr&aacute;ticas, n&atilde;o me parece adequado. Estabelecer vantagens </p>
<p>financeiras para os m&eacute;dicos que mais pacientes tiverem os n&iacute;veis de A1c </p>
<p>dentro da normalidade, pode se transformar em uma faca de 2 gumes bem </p>
<p>afiados.</p>
<p>Poderemos, dessa forma, estimular colegas a obterem melhores resultados, </p>
<p>por&eacute;m, pode-se assim tamb&eacute;m e estimul&aacute;-los a excluir de seus </p>
<p>quadros os diab&eacute;ticos que n&atilde;o atingirem estas metas, afastando justamente </p>
<p>os que mais precisam de est&iacute;mulo e aten&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o podemos </p>
<p>esquecer que a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente &eacute; uma </p>
<p>rela&ccedil;&atilde;o humana extremamente complicada e sens&iacute;vel e que </p>
<p>seguramente n&atilde;o depende exclusivamente dos m&eacute;dicos.</p>
<p>Esta </p>
<p>hist&oacute;ria me lembra muito o momento em que, com muito esfor&ccedil;o, </p>
<p>h&aacute; muitos anos, organizamos a primeira colônia de f&eacute;rias para pacientes </p>
<p>diab&eacute;ticos, a n&iacute;vel institucional, no IEDE. Um grupo da </p>
<p>organiza&ccedil;&atilde;o defendia a inclus&atilde;o apenas dos mais bem controlados e </p>
<p>eu ressaltei o outro lado da quest&atilde;o afirmando que, pelo contr&aacute;rio, os que </p>
<p>apresentassem pior controle &eacute; que deveriam ser escolhidos, j&aacute; que esses </p>
<p>eram os que mais necessitavam de aten&ccedil;&atilde;o e </p>
<p>orienta&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Entendo, ainda, que se querem oferecer pr&ecirc;mios </p>
<p>para m&eacute;dicos isso deveria ser feito para os que conseguissem reverter os </p>
<p>n&iacute;veis de A1c elevados. Na verdade, acho que esses pr&ecirc;mios deveriam ser </p>
<p>oferecidos ao paciente e seu m&eacute;dico que conseguissem reverter e manter esses </p>
<p>bons resultados por mais de 12 meses.</p>
<p>Sa&uacute;de para todos e um fraternal </p>
<p>abra&ccedil;o.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Mariana</title>
		<link>http://blog.diabetes.org.br/2006/05/17/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/comment-page-1/#comment-5</link>
		<dc:creator>Mariana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2006 19:38:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.diabetes.org.br/2006/05/30/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/#comment-5</guid>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De Mariana 

(mariridcm@yahoo.com.br)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;

Dr. Pimazoni e Dr. Lamounier, li o 

artigo na Sociedade Brasileira de Diabetes e vejo que minha pergunta feita no evento da 

ALAD, em 2004 foi produtiva e gerou debates.

Eu tenho DM1 h&#225; 19 anos, 

estudo medicina e sou paciente do Dr. Antonio Roberto Chacra (SP). Eu questionei a 

sensibilidade e especificidade da HbA1C no congresso, j&#225; que eu mantinha a 

minha de 6,3% na &#233;poca, por&#233;m fazia v&#225;rias hipoglicemias. Ou 

seja, no fim de 3 meses, n&#243;s conclu&#237;amos que o diabetes estava bem 

controlado, por&#233;m n&#227;o era bem assim. As glicemias pelos dextros 

oscilavam de 50 a 260mg/dL, sem contar no efeito psicol&#243;gico que essas 

oscila&#231;&#245;es resultavam pois voc&#234; fica inseguro, n&#227;o fala ou faz 

nada com nexo e, francamente, n&#227;o consegue tomar uma atitude.

Estou 

relatando isso baseada na minha experi&#234;ncia. Contudo, passei a questionar 

tamb&#233;m a validade do procedimento na Sa&#250;de P&#250;blica, pois 

acompanhava pacientes na Liga de Diabetes. Observei que cobr&#225;vamos valores 

absurdos &lt; 7%, para quem n&#227;o tinha insumos para o controle e nem 

consci&#234;ncia do que valores acima do ideal poderiam causar. Veja como na 

pr&#225;tica o controle n&#227;o &#233; t&#227;o f&#225;cil assim, 

principalmente no DM1. At&#233; porque, raramente, no DM2 ocorrem hipoglicemias 

e a HbA1C dar&#225; resultados menores do que 7%.

No consult&#243;rio 

pode at&#233; ser uma realidade, mas na Sa&#250;de P&#250;blica n&#227;o. 

Entretanto fico satisfeita que o Governo forne&#231;a insulina, aparelhos para dextro, 

anti- diab&#233;ticos orais, anti- hipertensivos e sejam feitos mutir&#245;es para 

controle e detec&#231;&#227;o da doen&#231;a. S&#243; assim teremos valores 

em torno de 7%... Ainda desconfiados do bom controle da glicemia... Talvez seja bom 

par&#226;metro para complica&#231;&#245;es, n&#227;o exatamente para 

controle.

&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; Acho at&#233; engra&#231;ado ler o artigo 

hoje, pois quando perguntei isto no congresso, o palestrante pediu para conversar com 

meu m&#233;dico sobre meu descontrole!!! Foi depois do simp&#243;sio DAWN 

(Diabetes atitudes, wishes and needs).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>De Mariana </p>
<p>(mariridcm@yahoo.com.br)</em></strong></p>
<p>Dr. Pimazoni e Dr. Lamounier, li o </p>
<p>artigo na Sociedade Brasileira de Diabetes e vejo que minha pergunta feita no evento da </p>
<p>ALAD, em 2004 foi produtiva e gerou debates.</p>
<p>Eu tenho DM1 h&aacute; 19 anos, </p>
<p>estudo medicina e sou paciente do Dr. Antonio Roberto Chacra (SP). Eu questionei a </p>
<p>sensibilidade e especificidade da HbA1C no congresso, j&aacute; que eu mantinha a </p>
<p>minha de 6,3% na &eacute;poca, por&eacute;m fazia v&aacute;rias hipoglicemias. Ou </p>
<p>seja, no fim de 3 meses, n&oacute;s conclu&iacute;amos que o diabetes estava bem </p>
<p>controlado, por&eacute;m n&atilde;o era bem assim. As glicemias pelos dextros </p>
<p>oscilavam de 50 a 260mg/dL, sem contar no efeito psicol&oacute;gico que essas </p>
<p>oscila&ccedil;&otilde;es resultavam pois voc&ecirc; fica inseguro, n&atilde;o fala ou faz </p>
<p>nada com nexo e, francamente, n&atilde;o consegue tomar uma atitude.</p>
<p>Estou </p>
<p>relatando isso baseada na minha experi&ecirc;ncia. Contudo, passei a questionar </p>
<p>tamb&eacute;m a validade do procedimento na Sa&uacute;de P&uacute;blica, pois </p>
<p>acompanhava pacientes na Liga de Diabetes. Observei que cobr&aacute;vamos valores </p>
<p>absurdos < 7%, para quem n&atilde;o tinha insumos para o controle e nem </p>
<p>consci&ecirc;ncia do que valores acima do ideal poderiam causar. Veja como na </p>
<p>pr&aacute;tica o controle n&atilde;o &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil assim, </p>
<p>principalmente no DM1. At&eacute; porque, raramente, no DM2 ocorrem hipoglicemias </p>
<p>e a HbA1C dar&aacute; resultados menores do que 7%.</p>
<p>No consult&oacute;rio </p>
<p>pode at&eacute; ser uma realidade, mas na Sa&uacute;de P&uacute;blica n&atilde;o. </p>
<p>Entretanto fico satisfeita que o Governo forne&ccedil;a insulina, aparelhos para dextro, </p>
<p>anti- diab&eacute;ticos orais, anti- hipertensivos e sejam feitos mutir&otilde;es para </p>
<p>controle e detec&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. S&oacute; assim teremos valores </p>
<p>em torno de 7%... Ainda desconfiados do bom controle da glicemia... Talvez seja bom </p>
<p>par&acirc;metro para complica&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o exatamente para </p>
<p>controle.</p>
<p><strong>PS: Acho at&eacute; engra&ccedil;ado ler o artigo </p>
<p>hoje, pois quando perguntei isto no congresso, o palestrante pediu para conversar com </p>
<p>meu m&eacute;dico sobre meu descontrole!!! Foi depois do simp&oacute;sio DAWN </p>
<p>(Diabetes atitudes, wishes and needs).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Lamounier 

</title>
		<link>http://blog.diabetes.org.br/2006/05/17/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/comment-page-1/#comment-4</link>
		<dc:creator>Rodrigo Lamounier 

</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2006 19:38:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.diabetes.org.br/2006/05/30/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/#comment-4</guid>
		<description>&lt;strong&gt;A Minha Vis&#227;o a Partir da Pr&#225;tica 

Cl&#237;nica&lt;/strong&gt;

&lt;em&gt;Rodrigo Lamounier (rnlamounier@uol.com.br)

&lt;/em&gt;

Conforme est&#225; escrito no texto, h&#225; v&#225;rios fatores 

que influenciam no controle cl&#237;nico dos pacientes diab&#233;ticos. Desde 

aspectos mais objetivos, como por exemplo: a idade do paciente, o tipo de diabetes(tipo 

1 ou tipo 2), o tempo de diagn&#243;stico, a reserva pancre&#225;tica e 

presen&#231;a de complica&#231;&#245;es.

Outros fatores importantes e mais 

dif&#237;ceis de serem compar&#225;veis s&#227;o a condi&#231;&#227;o 

s&#243;cio-econômica do paciente, o n&#237;vel de instru&#231;&#227;o, a 

presen&#231;a de outras co-morbidades e h&#225;bitos de vida etc. Centros de 

refer&#234;ncia, freqüentemente atraem casos mais complicados, o que torna ainda mais 

falho este crit&#233;rio. Ou seja, simplesmente a A1C, para comparar diferentes 

centros, parece-me algo um pouco raso e fr&#225;gil dada a complexidade dos fatores 

envolvidos.

A A1C &#233; um par&#226;metro muito importante de 

avalia&#231;&#227;o do tratamento e deve ser considerada uma meta universal, para 

todos os diab&#233;ticos, em que pese &#224;s limita&#231;&#245;es inerentes a 

este exame. Devemos salientar que as evid&#234;ncias que mostraram melhora do 

controle glic&#234;mico resultando em preven&#231;&#227;o de 

complica&#231;&#245;es tardias, s&#227;o baseadas em medidas de hemoglobina 

glicada.

Hoje em dia, na pr&#225;tica cl&#237;nica, com a 

disponibiliza&#231;&#227;o da auto-monitoriza&#231;&#227;o, especialmente em 

centros em que os pacientes tem acesso a equipe multidisciplinar e 

educa&#231;&#227;o em diabetes, a A1c tem, muitas vezes, a fun&#231;&#227;o de 

avaliar o resultados das interven&#231;&#245;es baseadas na auto-

monitoriza&#231;&#227;o, no dia-a-dia.

Um tratamento din&#226;mico, em que 

o paciente participa das decis&#245;es, de acordo com a suas pr&#243;prias 

medidas.

&lt;strong&gt;Ao fecharmos esta edi&#231;&#227;o recebemos do Dr. 

Rodrigo o seguinte coment&#225;rio:&lt;/strong&gt;

No dia 11 de maio &#250;ltimo, 

os presidentes das 2 Sociedades,Americanas Endocrine Society e American Diabetes 

Associtaton (ADA), publicaram um comunicado conjunto refor&#231;ando a 

import&#226;ncia de se alcancar a meta de HbA1c &lt;7, al&#233;m de press&#227;o 

arterial sist&#243;lica abaixo de 135mmHg nos pacientes 

diab&#233;ticos.

Entretanto, n&#227;o ap&#243;iam a avalia&#231;&#227;o 

da pr&#225;tica m&#233;dica, apenas pela medida de A1c, pois consideram que esta 

avalia&#231;&#227;o poderia incorrer em preju&#237;zo e at&#233; 

&#8220;discrimina&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o a pacientes de 

dif&#237;cil controle ou socioeconomicamente 

desfavorecidos&#8221;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Minha Vis&atilde;o a Partir da Pr&aacute;tica </p>
<p>Cl&iacute;nica</strong></p>
<p><em>Rodrigo Lamounier (rnlamounier@uol.com.br)</p>
<p></em></p>
<p>Conforme est&aacute; escrito no texto, h&aacute; v&aacute;rios fatores </p>
<p>que influenciam no controle cl&iacute;nico dos pacientes diab&eacute;ticos. Desde </p>
<p>aspectos mais objetivos, como por exemplo: a idade do paciente, o tipo de diabetes(tipo </p>
<p>1 ou tipo 2), o tempo de diagn&oacute;stico, a reserva pancre&aacute;tica e </p>
<p>presen&ccedil;a de complica&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Outros fatores importantes e mais </p>
<p>dif&iacute;ceis de serem compar&aacute;veis s&atilde;o a condi&ccedil;&atilde;o </p>
<p>s&oacute;cio-econômica do paciente, o n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o, a </p>
<p>presen&ccedil;a de outras co-morbidades e h&aacute;bitos de vida etc. Centros de </p>
<p>refer&ecirc;ncia, freqüentemente atraem casos mais complicados, o que torna ainda mais </p>
<p>falho este crit&eacute;rio. Ou seja, simplesmente a A1C, para comparar diferentes </p>
<p>centros, parece-me algo um pouco raso e fr&aacute;gil dada a complexidade dos fatores </p>
<p>envolvidos.</p>
<p>A A1C &eacute; um par&acirc;metro muito importante de </p>
<p>avalia&ccedil;&atilde;o do tratamento e deve ser considerada uma meta universal, para </p>
<p>todos os diab&eacute;ticos, em que pese &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es inerentes a </p>
<p>este exame. Devemos salientar que as evid&ecirc;ncias que mostraram melhora do </p>
<p>controle glic&ecirc;mico resultando em preven&ccedil;&atilde;o de </p>
<p>complica&ccedil;&otilde;es tardias, s&atilde;o baseadas em medidas de hemoglobina </p>
<p>glicada.</p>
<p>Hoje em dia, na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, com a </p>
<p>disponibiliza&ccedil;&atilde;o da auto-monitoriza&ccedil;&atilde;o, especialmente em </p>
<p>centros em que os pacientes tem acesso a equipe multidisciplinar e </p>
<p>educa&ccedil;&atilde;o em diabetes, a A1c tem, muitas vezes, a fun&ccedil;&atilde;o de </p>
<p>avaliar o resultados das interven&ccedil;&otilde;es baseadas na auto-</p>
<p>monitoriza&ccedil;&atilde;o, no dia-a-dia.</p>
<p>Um tratamento din&acirc;mico, em que </p>
<p>o paciente participa das decis&otilde;es, de acordo com a suas pr&oacute;prias </p>
<p>medidas.</p>
<p><strong>Ao fecharmos esta edi&ccedil;&atilde;o recebemos do Dr. </p>
<p>Rodrigo o seguinte coment&aacute;rio:</strong></p>
<p>No dia 11 de maio &uacute;ltimo, </p>
<p>os presidentes das 2 Sociedades,Americanas Endocrine Society e American Diabetes </p>
<p>Associtaton (ADA), publicaram um comunicado conjunto refor&ccedil;ando a </p>
<p>import&acirc;ncia de se alcancar a meta de HbA1c &lt;7, al&eacute;m de press&atilde;o </p>
<p>arterial sist&oacute;lica abaixo de 135mmHg nos pacientes </p>
<p>diab&eacute;ticos.</p>
<p>Entretanto, n&atilde;o ap&oacute;iam a avalia&ccedil;&atilde;o </p>
<p>da pr&aacute;tica m&eacute;dica, apenas pela medida de A1c, pois consideram que esta </p>
<p>avalia&ccedil;&atilde;o poderia incorrer em preju&iacute;zo e at&eacute; </p>
<p>&#8220;discrimina&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a pacientes de </p>
<p>dif&iacute;cil controle ou socioeconomicamente </p>
<p>desfavorecidos&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Prof. Bernardo Leo 

Wajchenberg</title>
		<link>http://blog.diabetes.org.br/2006/05/17/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/comment-page-1/#comment-3</link>
		<dc:creator>Prof. Bernardo Leo 

Wajchenberg</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2006 19:37:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.diabetes.org.br/2006/05/30/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/#comment-3</guid>
		<description>&lt;strong&gt;A Minha Experi&#234;ncia no INCOR&lt;/strong&gt;

&lt;em&gt;Prof. 

Bernardo L&#233;o Wajchenberg&lt;/em&gt;

Li o coment&#225;rio do Pimazoni, 

ali&#225;s bem feito e provocativo. Ainda n&#227;o li o trabalho do Leichter (em 

iddish, quer dizer candelabro). Entretanto, como costuma acontecer n&#227;o concordo 

que os centros especializados n&#227;o sejam capazes de restaurar o controle 

glic&#234;mico.

Assim, no INCOR, no projeto BARI 2D, em que tratamos 

diab&#233;ticos do tipo 2 - N=356 - o Centro com 15% do total randomizado de 

2.368 pacientes, com mol&#233;stia coron&#225;ria, AVC ou mol&#233;stia 

arterial perif&#233;rica, al&#233;m de complica&#231;&#245;es microvasculares, 

utilizando secret&#225;gogos como as sulfonilur&#233;ias ou insulina vs. drogas 

sensibilizadoras, como metformina ou roseglitazona. A HbA1c m&#233;dia foi de 

6.3%, sendo que todos, ou quase, est&#227;o com este tipo de controle h&#225; pelo 

menos 2 anos.

O tempo total do projeto &#233; de 5 anos. O Pimazoni, 

dir&#225; que &#233; um projeto de pesquisa, o que &#233; verdade. Mas nos 

USA e no Canad&#225;, outros participantes, o primeiro com 1.499 (quase 20 

Centros) e o segundo com 353 pacientes, com diversos Centros, a HbA1c &#233; 

maior do que 7.

&lt;strong&gt;Conclus&#227;o&lt;/strong&gt;:Centros especializados 

s&#227;o capazes de restaurar o controle glic&#234;mico adequado, desde que tenham 

suporte para-m&#233;dico, particularmente enfermeira diabetol&#243;gica e 

nutricionista, pelo menos. O que vale &#233; a capacidade dos atendentes e o seu 

interesse, dando ao paciente uma mensagem de que existe algu&#233;m interessado 

nele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Minha Experi&ecirc;ncia no INCOR</strong></p>
<p><em>Prof. </p>
<p>Bernardo L&eacute;o Wajchenberg</em></p>
<p>Li o coment&aacute;rio do Pimazoni, </p>
<p>ali&aacute;s bem feito e provocativo. Ainda n&atilde;o li o trabalho do Leichter (em </p>
<p>iddish, quer dizer candelabro). Entretanto, como costuma acontecer n&atilde;o concordo </p>
<p>que os centros especializados n&atilde;o sejam capazes de restaurar o controle </p>
<p>glic&ecirc;mico.</p>
<p>Assim, no INCOR, no projeto BARI 2D, em que tratamos </p>
<p>diab&eacute;ticos do tipo 2 - N=356 - o Centro com 15% do total randomizado de </p>
<p>2.368 pacientes, com mol&eacute;stia coron&aacute;ria, AVC ou mol&eacute;stia </p>
<p>arterial perif&eacute;rica, al&eacute;m de complica&ccedil;&otilde;es microvasculares, </p>
<p>utilizando secret&aacute;gogos como as sulfonilur&eacute;ias ou insulina vs. drogas </p>
<p>sensibilizadoras, como metformina ou roseglitazona. A HbA1c m&eacute;dia foi de </p>
<p>6.3%, sendo que todos, ou quase, est&atilde;o com este tipo de controle h&aacute; pelo </p>
<p>menos 2 anos.</p>
<p>O tempo total do projeto &eacute; de 5 anos. O Pimazoni, </p>
<p>dir&aacute; que &eacute; um projeto de pesquisa, o que &eacute; verdade. Mas nos </p>
<p>USA e no Canad&aacute;, outros participantes, o primeiro com 1.499 (quase 20 </p>
<p>Centros) e o segundo com 353 pacientes, com diversos Centros, a HbA1c &eacute; </p>
<p>maior do que 7.</p>
<p><strong>Conclus&atilde;o</strong>:Centros especializados </p>
<p>s&atilde;o capazes de restaurar o controle glic&ecirc;mico adequado, desde que tenham </p>
<p>suporte para-m&eacute;dico, particularmente enfermeira diabetol&oacute;gica e </p>
<p>nutricionista, pelo menos. O que vale &eacute; a capacidade dos atendentes e o seu </p>
<p>interesse, dando ao paciente uma mensagem de que existe algu&eacute;m interessado </p>
<p>nele.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pimazoni </title>
		<link>http://blog.diabetes.org.br/2006/05/17/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/comment-page-1/#comment-6</link>
		<dc:creator>Pimazoni </dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 1999 00:00:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.diabetes.org.br/2006/05/30/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/#comment-6</guid>
		<description>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De Pimazoni (pimazoni@uol.com.br)

&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;

Prezada Mariana:

Em primeiro lugar, eu jamais classificaria 

sua postura questionadora sobre a A1C como "descontrole" mas, sim, como uma 

atitude perfeitamente l&#243;gica e aceit&#225;vel para quem enfrenta os 

v&#225;rios desafios do controle do diabetes, al&#233;m de ter conhecimentos muito 

acima da m&#233;dia sobre o assunto. Existem, entretanto, alguns aspectos de seu 

coment&#225;rio que precisam ser esclarecidos:

&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Uma A1c 

menor que 7, embora seja uma meta universalmente aceita, com base principalmente nas 

conclus&#245;es do DCCT e do UKPDS, nem sempre reflete um controle 

glic&#234;mico ideal, principalmente no DM-1. Na maioria dos casos, acredito que esse 

par&#226;metro reflita um controle adequado da glicemia, respeitadas algumas 

exce&#231;&#245;es.

&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; O problema do teste de A1C 

n&#227;o &#233; de sensibilidade e muito menos de especificidade. O problema 

&#233; de interpreta&#231;&#227;o correta do resultado. A A1c reflete o "saldo 

m&#233;dio" dos n&#237;veis glic&#234;micos, durante os 2 a 3 meses anteriores ao 

teste. O resultado da A1C pode ser considerado como uma "m&#233;dia ponderada" 

dos n&#237;veis glic&#234;micos, a qual &#233; definida por dois par&#226;metros 

b&#225;sicos: n&#237;veis glic&#234;micos pontuais (G1, G2,...Gn) nos diversos 

tempos e tempo de exposi&#231;&#227;o do organismo (T1, T2,...Tn) a cada um 

desses n&#237;veis glic&#234;micos pontuais.

&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; Isto posto, 

podemos dizer que o valor de A1c tanto pode representar valores individuais de glicemia 

com pequena variabilidade em torno de um valor m&#233;dio, como tamb&#233;m 

pode representar uma m&#233;dia de valores muito extremos de glicemia, com 

situa&#231;&#245;es de hipo e hiperglicemia ocorrendo alternadamente. É evidente 

que, neste caso, um valor baixo de A1c jamais pode ser interpretado como "normal" e 

nem como representativo de um bom controle glic&#234;mico.

&lt;strong&gt;4)

&lt;/strong&gt; Para a A1c, valem as mesmas cautelas recomendadas para a 

interpreta&#231;&#227;o dos exames subsidi&#225;rios em geral, ou seja, nunca 

devem ser interpretados isoladamente mas sempre em conex&#227;o com a 

situa&#231;&#227;o cl&#237;nica individual.

&lt;strong&gt;Resumindo&lt;/strong&gt;: sua 

inquieta&#231;&#227;o &#233; perfeitamente v&#225;lida, sua 

interpreta&#231;&#227;o dos resultados de seus testes de A1C est&#225; correta e, 

acima de tudo, voc&#234; est&#225; sob os cuidados de um dos mais respeitados 

diabetologistas do pa&#237;s. Fique tranquila que essa situa&#231;&#227;o 

ser&#225; superada da forma mais adequada poss&#237;vel.

PS.: Mariana, esse 

seu coment&#225;rio &#233; de extrema utilidade pr&#225;tica para muitos 

diab&#233;ticos que enfrentam essa mesma situa&#231;&#227;o. Voc&#234; 

autoriza que seu e-mail seja publicado no site da Sociedade Brasileira de Diabetes, 

juntamente com minha resposta? Aguardo resposta urgente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>De Pimazoni (pimazoni@uol.com.br)</p>
<p></strong></em></p>
<p>Prezada Mariana:</p>
<p>Em primeiro lugar, eu jamais classificaria </p>
<p>sua postura questionadora sobre a A1C como &#8220;descontrole&#8221; mas, sim, como uma </p>
<p>atitude perfeitamente l&oacute;gica e aceit&aacute;vel para quem enfrenta os </p>
<p>v&aacute;rios desafios do controle do diabetes, al&eacute;m de ter conhecimentos muito </p>
<p>acima da m&eacute;dia sobre o assunto. Existem, entretanto, alguns aspectos de seu </p>
<p>coment&aacute;rio que precisam ser esclarecidos:</p>
<p><strong>1)</strong> Uma A1c </p>
<p>menor que 7, embora seja uma meta universalmente aceita, com base principalmente nas </p>
<p>conclus&otilde;es do DCCT e do UKPDS, nem sempre reflete um controle </p>
<p>glic&ecirc;mico ideal, principalmente no DM-1. Na maioria dos casos, acredito que esse </p>
<p>par&acirc;metro reflita um controle adequado da glicemia, respeitadas algumas </p>
<p>exce&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><strong>2)</strong> O problema do teste de A1C </p>
<p>n&atilde;o &eacute; de sensibilidade e muito menos de especificidade. O problema </p>
<p>&eacute; de interpreta&ccedil;&atilde;o correta do resultado. A A1c reflete o &#8220;saldo </p>
<p>m&eacute;dio&#8221; dos n&iacute;veis glic&ecirc;micos, durante os 2 a 3 meses anteriores ao </p>
<p>teste. O resultado da A1C pode ser considerado como uma &#8220;m&eacute;dia ponderada&#8221; </p>
<p>dos n&iacute;veis glic&ecirc;micos, a qual &eacute; definida por dois par&acirc;metros </p>
<p>b&aacute;sicos: n&iacute;veis glic&ecirc;micos pontuais (G1, G2,&#8230;Gn) nos diversos </p>
<p>tempos e tempo de exposi&ccedil;&atilde;o do organismo (T1, T2,&#8230;Tn) a cada um </p>
<p>desses n&iacute;veis glic&ecirc;micos pontuais.</p>
<p><strong>3)</strong> Isto posto, </p>
<p>podemos dizer que o valor de A1c tanto pode representar valores individuais de glicemia </p>
<p>com pequena variabilidade em torno de um valor m&eacute;dio, como tamb&eacute;m </p>
<p>pode representar uma m&eacute;dia de valores muito extremos de glicemia, com </p>
<p>situa&ccedil;&otilde;es de hipo e hiperglicemia ocorrendo alternadamente. É evidente </p>
<p>que, neste caso, um valor baixo de A1c jamais pode ser interpretado como &#8220;normal&#8221; e </p>
<p>nem como representativo de um bom controle glic&ecirc;mico.</p>
<p><strong>4)</p>
<p></strong> Para a A1c, valem as mesmas cautelas recomendadas para a </p>
<p>interpreta&ccedil;&atilde;o dos exames subsidi&aacute;rios em geral, ou seja, nunca </p>
<p>devem ser interpretados isoladamente mas sempre em conex&atilde;o com a </p>
<p>situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica individual.</p>
<p><strong>Resumindo</strong>: sua </p>
<p>inquieta&ccedil;&atilde;o &eacute; perfeitamente v&aacute;lida, sua </p>
<p>interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados de seus testes de A1C est&aacute; correta e, </p>
<p>acima de tudo, voc&ecirc; est&aacute; sob os cuidados de um dos mais respeitados </p>
<p>diabetologistas do pa&iacute;s. Fique tranquila que essa situa&ccedil;&atilde;o </p>
<p>ser&aacute; superada da forma mais adequada poss&iacute;vel.</p>
<p>PS.: Mariana, esse </p>
<p>seu coment&aacute;rio &eacute; de extrema utilidade pr&aacute;tica para muitos </p>
<p>diab&eacute;ticos que enfrentam essa mesma situa&ccedil;&atilde;o. Voc&ecirc; </p>
<p>autoriza que seu e-mail seja publicado no site da Sociedade Brasileira de Diabetes, </p>
<p>juntamente com minha resposta? Aguardo resposta urgente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo 

Lamounier</title>
		<link>http://blog.diabetes.org.br/2006/05/17/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/comment-page-1/#comment-7</link>
		<dc:creator>Rodrigo 

Lamounier</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 1999 00:00:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.diabetes.org.br/2006/05/30/uso-da-hemoglobina-glicada-a1c-como-criterio-de-avaliacao-de-qualidade-e-objeto-de-controversias/#comment-7</guid>
		<description>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De Rodrigo (rnlamounier@uol.com.br)

&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;

Coment&#225;rios adicionais:

Reconhecer as 

limita&#231;&#245;es da HbA1c como par&#226;metro &#250;nico de 

avalia&#231;&#227;o &#233; um refinamento fant&#225;stico em 

rela&#231;&#227;o aos conceitos sobre tratamento de diabetes. A Mariana 

est&#225; certa ao afirmar que a HbA1c pode estar baixa, por&#233;m com controle 

inadequado, em paciente que apresenta muitas hipoglicemias. Entretanto, o 

contr&#225;rio n&#227;o ocorre, ou seja, o paciente com HbA1c de 8% n&#227;o 

est&#225; bem controlado e o tratamento deve melhorar, seja na 

alimenta&#231;&#227;o, na atividade f&#237;sica ou na 

medica&#231;&#227;o.

&lt;strong&gt;A situa&#231;&#227;o referida 

&lt;/strong&gt;&#226;€“ HbA1c normal e controle glic&#234;mico ruim &#226;€“ &#233; 

t&#237;pica de pacientes com DM1. N&#227;o &#233; esperado encontrar este 

padr&#227;o em pacientes com DM2 em uso de drogas orais. Agora estamos falando 

de um par&#226;metro final de avalia&#231;&#227;o glic&#234;mica de m&#233;dio 

prazo que, para ser alcan&#231;ado, requer n&#227;o apenas tratamento intensivo com 

uso de insulina, como fundamentalmente de auto-monitoriza&#231;&#227;o 

glic&#234;mica, com v&#225;rias medidas di&#225;rias . A 

monitoriza&#231;&#227;o pela "ponta de dedo " &#233; uma ferramenta 

fundamental para se alcan&#231;ar com seguran&#231;a um bom controle 

glic&#234;mico.

Finalmente, n&#227;o podemos deixar de salientar mais uma vez 

que o controle glic&#234;mico intensivo, avaliado pela HbA1c, mostrou-se efetivo em 

prevenir complica&#231;&#245;es crônicas tanto microvasculares (ex.: 

insufici&#234;ncia renal e retinopatia), quanto macrovasculares, como revelado no estudo 

EDIC, publicado em dezembro &#250;ltimo no New England Journal of Medicine. 

Nele s&#227;o apresentados aqueles pacientes que 11 anos antes tinham feito parte do 

grupo de tratamento intensivo no DCCT, posteriormente desenvolveram menos 

doen&#231;a de cora&#231;&#227;o .

Ou seja, refinamento &#233; sempre 

desej&#225;vel e temos muito ainda que aprender. Discuss&#245;es como esta 

s&#227;o importantes e enriquecedoras. Certamente novos par&#226;metros 

surgir&#227;o, e novas tecnologias para o tratamento da hiperglicemia e para a 

monitoriza&#231;&#227;o do controle mas o fundamental &#233; que n&#227;o 

percamos o foco na import&#226;ncia do bom controle glic&#234;mico. Hoje, o melhor 

par&#226;metro dispon&#237;vel para esta avalia&#231;&#227;o &#233; a 

Hemoglobina Glicada A1c e h&#225; milhares de pessoas com diabetes no Brasil e no 

mundo que est&#227;o bem acima do 7% desej&#225;vel!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>De Rodrigo (rnlamounier@uol.com.br)</p>
<p></strong></em></p>
<p>Coment&aacute;rios adicionais:</p>
<p>Reconhecer as </p>
<p>limita&ccedil;&otilde;es da HbA1c como par&acirc;metro &uacute;nico de </p>
<p>avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; um refinamento fant&aacute;stico em </p>
<p>rela&ccedil;&atilde;o aos conceitos sobre tratamento de diabetes. A Mariana </p>
<p>est&aacute; certa ao afirmar que a HbA1c pode estar baixa, por&eacute;m com controle </p>
<p>inadequado, em paciente que apresenta muitas hipoglicemias. Entretanto, o </p>
<p>contr&aacute;rio n&atilde;o ocorre, ou seja, o paciente com HbA1c de 8% n&atilde;o </p>
<p>est&aacute; bem controlado e o tratamento deve melhorar, seja na </p>
<p>alimenta&ccedil;&atilde;o, na atividade f&iacute;sica ou na </p>
<p>medica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>A situa&ccedil;&atilde;o referida </p>
<p></strong>&acirc;€“ HbA1c normal e controle glic&ecirc;mico ruim &acirc;€“ &eacute; </p>
<p>t&iacute;pica de pacientes com DM1. N&atilde;o &eacute; esperado encontrar este </p>
<p>padr&atilde;o em pacientes com DM2 em uso de drogas orais. Agora estamos falando </p>
<p>de um par&acirc;metro final de avalia&ccedil;&atilde;o glic&ecirc;mica de m&eacute;dio </p>
<p>prazo que, para ser alcan&ccedil;ado, requer n&atilde;o apenas tratamento intensivo com </p>
<p>uso de insulina, como fundamentalmente de auto-monitoriza&ccedil;&atilde;o </p>
<p>glic&ecirc;mica, com v&aacute;rias medidas di&aacute;rias . A </p>
<p>monitoriza&ccedil;&atilde;o pela &#8220;ponta de dedo &#8221; &eacute; uma ferramenta </p>
<p>fundamental para se alcan&ccedil;ar com seguran&ccedil;a um bom controle </p>
<p>glic&ecirc;mico.</p>
<p>Finalmente, n&atilde;o podemos deixar de salientar mais uma vez </p>
<p>que o controle glic&ecirc;mico intensivo, avaliado pela HbA1c, mostrou-se efetivo em </p>
<p>prevenir complica&ccedil;&otilde;es crônicas tanto microvasculares (ex.: </p>
<p>insufici&ecirc;ncia renal e retinopatia), quanto macrovasculares, como revelado no estudo </p>
<p>EDIC, publicado em dezembro &uacute;ltimo no New England Journal of Medicine. </p>
<p>Nele s&atilde;o apresentados aqueles pacientes que 11 anos antes tinham feito parte do </p>
<p>grupo de tratamento intensivo no DCCT, posteriormente desenvolveram menos </p>
<p>doen&ccedil;a de cora&ccedil;&atilde;o .</p>
<p>Ou seja, refinamento &eacute; sempre </p>
<p>desej&aacute;vel e temos muito ainda que aprender. Discuss&otilde;es como esta </p>
<p>s&atilde;o importantes e enriquecedoras. Certamente novos par&acirc;metros </p>
<p>surgir&atilde;o, e novas tecnologias para o tratamento da hiperglicemia e para a </p>
<p>monitoriza&ccedil;&atilde;o do controle mas o fundamental &eacute; que n&atilde;o </p>
<p>percamos o foco na import&acirc;ncia do bom controle glic&ecirc;mico. Hoje, o melhor </p>
<p>par&acirc;metro dispon&iacute;vel para esta avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; a </p>
<p>Hemoglobina Glicada A1c e h&aacute; milhares de pessoas com diabetes no Brasil e no </p>
<p>mundo que est&atilde;o bem acima do 7% desej&aacute;vel!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

