Uso da Hemoglobina Glicada (A1C) como Critério de Avaliação de Qualidade é Objeto de Controvérsias

Entendendo o assunto:

As Sociedades de Endocrinologistas Americanas estão num processo de discussão entre elas, sobre a valorização da A1C como um parâmetro de avaliação de qualidade e de remuneração médica. A coluna “Diabetes Hoje” traz nesta edição a visão de especialistas brasileiros sobre o assunto.

A Hemoglobina Glicada (A1C) como Parâmetro de Qualidade da Assistência ao Diabético

Augusto Pimazoni Netto (pimazoni@uol.com.br)

Inicialmente, vamos resumir os motivos da disputa entre a American Association of Clinical Endocrinologists (AACE) e a The Endocrine Society (ES) de um lado e a American Diabetes Association (ADA) e o National Committee for Quality Assurance (NCQA) do outro, envolvendo a utilização da hemoglobina glicada (A1C) como um parâmetro aceitável de medida da qualidade da assistência ao diabético, tanto pelas clínicas privadas como pelos planos de saúde.

Essa disputa tem como origem a posição de apoio da ADA e do NCQA à proposta de adoção deste parâmetro para esta finalidade. Por sua vez, a AACE e a ES argumentam que estão de pleno acordo com as primeiras entidades, no sentido de que níveis de A1C menor ou igual a 7 estão perfeitamente adequados como meta de controle glicêmico e de recomendação oficial para cada paciente individualmente, mas discordam de sua utilização em grupos de pacientes de uma determinada clínica ou plano de saúde, para fins de avaliação da qualidade de assistência ao diabético prestada por essas entidades.

A AACE e a ES argumentam, ainda, que os níveis de A1C não são coletados e nem reportados longitudinalmente mas, sim, como uma pedida pontual e instantânea do controle glicêmico num determinado momento. Por essa razão, não poderiam refletir a qualidade da assistência prestada, exatamente por se caracterizar como uma análise transversal.

E mais: a adoção desse parâmetro como medida de qualidade, na verdade, iria penalizar os médicos e planos de saúde que cuidam de um contingente maior de diabéticos de mais difícil controle, em conseqºência de comorbidades ou de condições médico-econômico-sociais mais adversas.

Na verdade, a raiz do problema está na crescente preocupação dos países mais desenvolvidos em relação à qualidade da assistência médica prestada. Isso resultou numa tendência bastante atual nos Estados Unidos que é o pagamento por desempenho (pay-for-performance), também conhecido como pagamento por qualidade (pay-for-quality). Segundo esse novo conceito, a remuneração dos profissionais de melhor desempenho seria maior do que a daqueles com desempenho padrão.

Os planos de saúde também seriam obrigados a cumprir determinadas metas e objetivos terapêuticos para poderem continuar operando. Ainda segundo a AACE e a ES, existem dados suficientes para mostrar que níveis mais baixos de A1C estão muito mais relacionados a comportamentos e circunstâncias específicas de cada paciente do que com a conduta médica propriamente dita. Uma excelente revisão sobre o assunto de “pay-for-performance” especificamente no caso de assistência aos pacientes diabéticos foi publicada recentemente, agora no início de 2006, na revista Clinical Diabetes.(1).

Também a American Heart Association publicou um posicionamento oficial sobre o “pay-for-performance” em cardiologia, em março de 2006.(2). Ambas as publicações abordam os prós e os contras dessa proposta, através de uma análise objetiva e bastante elucidativa.

Expostos os argumentos, permanece a dúvida: será que os níveis de A1C, numa avaliação transversal de uma clínica ou de um plano de saúde, seria capaz de refletir a qualidade da assistência prestada?

Em nossa opinião, embora as avaliações longitudinais dos níveis de A1C sejam efetivamente muito mais representativas da qualidade da assistência prestada por um serviço no decorrer do tempo, não há como negar que uma avaliação transversal, num determinado momento, também tem um valor diagnóstico suficientemente adequado para uma “fotografia” da situação nesse momento específico.

Em 2002, coordenamos uma reunião do DiabetesBoard Latin America - um grupo de renomados diabetologistas de 9 países da América Latina. O tema central foi exatamente esse, ou seja, a utilização do nível médio de A1C como parâmetro de avaliação de qualidade na assistência ao diabético.

Os resultados foram altamente decepcionantes, uma vez que a quase totalidade dos centros especializados dos vários países reportou níveis médios de A1C acima de 10%.

Frente a esta chocante realidade, e embora se possa argumentar que os centros especializados geralmente recebem pacientes com controle glicêmico mais difícil e mais comprometido, a pergunta que não quer calar é a seguinte: qual a real importância dos centros especializados na atenção aos diabéticos se eles não são capazes de cumprir seu objetivo maior que é o de restaurar o controle glicêmico adequado, mesmo em pacientes mais adversamente comprometidos?

Fica aqui aberta uma nova polêmica para a manifestação dos especialistas brasileiros em relação a este assunto tão atual e tão pertinente para uma imensa população de portadores de diabetes.

Referência Bibliográficas:
1) Pay-for-Performance Contracts in Diabetes Care. Leichter, S.B. Clinical Diabetes 24:56-59, 2006. Acesso em: 12 de maio de 2006. Disponível em:
http://clinical.diabetesjournals.org/cgi/reprint/24/2/56

2) Payment for Quality: Guiding Principles and Recommendations: Principles and Recommendations from the American Heart Association⺺s Reimbursement, Coverage, and Access Policy Development Workgroup. Bufalino, V. et al. Circulation113:1151-1154, 2006.

Acesso em 12 de maio de 2006. Disponível em: http://circ.ahajournals.org/cgi/content/full/113/8/1151

 

6 respostas to “Uso da Hemoglobina Glicada (A1C) como Critério de Avaliação de Qualidade é Objeto de Controvérsias”

  1. Leão Zagury Says:

    De Leão Zagury

    (lzagury@globo.com)

    Meu caro amigo Reginaldo

    Se eu

    entendi corretamente, a idéia é que seja oferecida vantagem financeira

    para os médicos cujos pacientes apresentem melhores resultados da

    A1c.

    Se assim for, fico estarrecido.

    Entendo que a busca do controle do

    diabetes ganhou vigor com o entendimento de que seu grande objetivo deveria ser a

    normalidade da A1c. Entretanto nunca imaginei que essa vitória do saber

    médico e a conversão desse conhecimento em ação,

    pudessem se transformar em um instrumento de competição e um

    mecanismo de exclusão dos mais necessitados. Atribuir valor econômico a um

    objetivo técnico-científico, que apenas deve ser incluído no grupo

    das boas práticas, não me parece adequado. Estabelecer vantagens

    financeiras para os médicos que mais pacientes tiverem os níveis de A1c

    dentro da normalidade, pode se transformar em uma faca de 2 gumes bem

    afiados.

    Poderemos, dessa forma, estimular colegas a obterem melhores resultados,

    porém, pode-se assim também e estimulá-los a excluir de seus

    quadros os diabéticos que não atingirem estas metas, afastando justamente

    os que mais precisam de estímulo e atenção. Não podemos

    esquecer que a relação médico-paciente é uma

    relação humana extremamente complicada e sensível e que

    seguramente não depende exclusivamente dos médicos.

    Esta

    história me lembra muito o momento em que, com muito esforço,

    há muitos anos, organizamos a primeira colônia de férias para pacientes

    diabéticos, a nível institucional, no IEDE. Um grupo da

    organização defendia a inclusão apenas dos mais bem controlados e

    eu ressaltei o outro lado da questão afirmando que, pelo contrário, os que

    apresentassem pior controle é que deveriam ser escolhidos, já que esses

    eram os que mais necessitavam de atenção e

    orientação.

    Entendo, ainda, que se querem oferecer prêmios

    para médicos isso deveria ser feito para os que conseguissem reverter os

    níveis de A1c elevados. Na verdade, acho que esses prêmios deveriam ser

    oferecidos ao paciente e seu médico que conseguissem reverter e manter esses

    bons resultados por mais de 12 meses.

    Saúde para todos e um fraternal

    abraço.

  2. Prof. Bernardo Leo Wajchenberg Says:

    A Minha Experiência no INCOR

    Prof.

    Bernardo Léo Wajchenberg

    Li o comentário do Pimazoni,

    aliás bem feito e provocativo. Ainda não li o trabalho do Leichter (em

    iddish, quer dizer candelabro). Entretanto, como costuma acontecer não concordo

    que os centros especializados não sejam capazes de restaurar o controle

    glicêmico.

    Assim, no INCOR, no projeto BARI 2D, em que tratamos

    diabéticos do tipo 2 - N=356 - o Centro com 15% do total randomizado de

    2.368 pacientes, com moléstia coronária, AVC ou moléstia

    arterial periférica, além de complicações microvasculares,

    utilizando secretágogos como as sulfoniluréias ou insulina vs. drogas

    sensibilizadoras, como metformina ou roseglitazona. A HbA1c média foi de

    6.3%, sendo que todos, ou quase, estão com este tipo de controle há pelo

    menos 2 anos.

    O tempo total do projeto é de 5 anos. O Pimazoni,

    dirá que é um projeto de pesquisa, o que é verdade. Mas nos

    USA e no Canadá, outros participantes, o primeiro com 1.499 (quase 20

    Centros) e o segundo com 353 pacientes, com diversos Centros, a HbA1c é

    maior do que 7.

    Conclusão:Centros especializados

    são capazes de restaurar o controle glicêmico adequado, desde que tenham

    suporte para-médico, particularmente enfermeira diabetológica e

    nutricionista, pelo menos. O que vale é a capacidade dos atendentes e o seu

    interesse, dando ao paciente uma mensagem de que existe alguém interessado

    nele.

  3. Rodrigo Lamounier Says:

    A Minha Visão a Partir da Prática

    Clínica

    Rodrigo Lamounier (rnlamounier@uol.com.br)

    Conforme está escrito no texto, há vários fatores

    que influenciam no controle clínico dos pacientes diabéticos. Desde

    aspectos mais objetivos, como por exemplo: a idade do paciente, o tipo de diabetes(tipo

    1 ou tipo 2), o tempo de diagnóstico, a reserva pancreática e

    presença de complicações.

    Outros fatores importantes e mais

    difíceis de serem comparáveis são a condição

    sócio-econômica do paciente, o nível de instrução, a

    presença de outras co-morbidades e hábitos de vida etc. Centros de

    referência, freqüentemente atraem casos mais complicados, o que torna ainda mais

    falho este critério. Ou seja, simplesmente a A1C, para comparar diferentes

    centros, parece-me algo um pouco raso e frágil dada a complexidade dos fatores

    envolvidos.

    A A1C é um parâmetro muito importante de

    avaliação do tratamento e deve ser considerada uma meta universal, para

    todos os diabéticos, em que pese às limitações inerentes a

    este exame. Devemos salientar que as evidências que mostraram melhora do

    controle glicêmico resultando em prevenção de

    complicações tardias, são baseadas em medidas de hemoglobina

    glicada.

    Hoje em dia, na prática clínica, com a

    disponibilização da auto-monitorização, especialmente em

    centros em que os pacientes tem acesso a equipe multidisciplinar e

    educação em diabetes, a A1c tem, muitas vezes, a função de

    avaliar o resultados das intervenções baseadas na auto-

    monitorização, no dia-a-dia.

    Um tratamento dinâmico, em que

    o paciente participa das decisões, de acordo com a suas próprias

    medidas.

    Ao fecharmos esta edição recebemos do Dr.

    Rodrigo o seguinte comentário:

    No dia 11 de maio último,

    os presidentes das 2 Sociedades,Americanas Endocrine Society e American Diabetes

    Associtaton (ADA), publicaram um comunicado conjunto reforçando a

    importância de se alcancar a meta de HbA1c <7, além de pressão

    arterial sistólica abaixo de 135mmHg nos pacientes

    diabéticos.

    Entretanto, não apóiam a avaliação

    da prática médica, apenas pela medida de A1c, pois consideram que esta

    avaliação poderia incorrer em prejuízo e até

    “discriminação em relação a pacientes de

    difícil controle ou socioeconomicamente

    desfavorecidos”.

  4. Mariana Says:

    De Mariana

    (mariridcm@yahoo.com.br)

    Dr. Pimazoni e Dr. Lamounier, li o

    artigo na Sociedade Brasileira de Diabetes e vejo que minha pergunta feita no evento da

    ALAD, em 2004 foi produtiva e gerou debates.

    Eu tenho DM1 há 19 anos,

    estudo medicina e sou paciente do Dr. Antonio Roberto Chacra (SP). Eu questionei a

    sensibilidade e especificidade da HbA1C no congresso, já que eu mantinha a

    minha de 6,3% na época, porém fazia várias hipoglicemias. Ou

    seja, no fim de 3 meses, nós concluíamos que o diabetes estava bem

    controlado, porém não era bem assim. As glicemias pelos dextros

    oscilavam de 50 a 260mg/dL, sem contar no efeito psicológico que essas

    oscilações resultavam pois você fica inseguro, não fala ou faz

    nada com nexo e, francamente, não consegue tomar uma atitude.

    Estou

    relatando isso baseada na minha experiência. Contudo, passei a questionar

    também a validade do procedimento na Saúde Pública, pois

    acompanhava pacientes na Liga de Diabetes. Observei que cobrávamos valores

    absurdos < 7%, para quem não tinha insumos para o controle e nem

    consciência do que valores acima do ideal poderiam causar. Veja como na

    prática o controle não é tão fácil assim,

    principalmente no DM1. Até porque, raramente, no DM2 ocorrem hipoglicemias

    e a HbA1C dará resultados menores do que 7%.

    No consultório

    pode até ser uma realidade, mas na Saúde Pública não.

    Entretanto fico satisfeita que o Governo forneça insulina, aparelhos para dextro,

    anti- diabéticos orais, anti- hipertensivos e sejam feitos mutirões para

    controle e detecção da doença. Só assim teremos valores

    em torno de 7%... Ainda desconfiados do bom controle da glicemia... Talvez seja bom

    parâmetro para complicações, não exatamente para

    controle.

    PS: Acho até engraçado ler o artigo

    hoje, pois quando perguntei isto no congresso, o palestrante pediu para conversar com

    meu médico sobre meu descontrole!!! Foi depois do simpósio DAWN

    (Diabetes atitudes, wishes and needs).

  5. Pimazoni Says:

    De Pimazoni (pimazoni@uol.com.br)

    Prezada Mariana:

    Em primeiro lugar, eu jamais classificaria

    sua postura questionadora sobre a A1C como “descontrole” mas, sim, como uma

    atitude perfeitamente lógica e aceitável para quem enfrenta os

    vários desafios do controle do diabetes, além de ter conhecimentos muito

    acima da média sobre o assunto. Existem, entretanto, alguns aspectos de seu

    comentário que precisam ser esclarecidos:

    1) Uma A1c

    menor que 7, embora seja uma meta universalmente aceita, com base principalmente nas

    conclusões do DCCT e do UKPDS, nem sempre reflete um controle

    glicêmico ideal, principalmente no DM-1. Na maioria dos casos, acredito que esse

    parâmetro reflita um controle adequado da glicemia, respeitadas algumas

    exceções.

    2) O problema do teste de A1C

    não é de sensibilidade e muito menos de especificidade. O problema

    é de interpretação correta do resultado. A A1c reflete o “saldo

    médio” dos níveis glicêmicos, durante os 2 a 3 meses anteriores ao

    teste. O resultado da A1C pode ser considerado como uma “média ponderada”

    dos níveis glicêmicos, a qual é definida por dois parâmetros

    básicos: níveis glicêmicos pontuais (G1, G2,…Gn) nos diversos

    tempos e tempo de exposição do organismo (T1, T2,…Tn) a cada um

    desses níveis glicêmicos pontuais.

    3) Isto posto,

    podemos dizer que o valor de A1c tanto pode representar valores individuais de glicemia

    com pequena variabilidade em torno de um valor médio, como também

    pode representar uma média de valores muito extremos de glicemia, com

    situações de hipo e hiperglicemia ocorrendo alternadamente. É evidente

    que, neste caso, um valor baixo de A1c jamais pode ser interpretado como “normal” e

    nem como representativo de um bom controle glicêmico.

    4)

    Para a A1c, valem as mesmas cautelas recomendadas para a

    interpretação dos exames subsidiários em geral, ou seja, nunca

    devem ser interpretados isoladamente mas sempre em conexão com a

    situação clínica individual.

    Resumindo: sua

    inquietação é perfeitamente válida, sua

    interpretação dos resultados de seus testes de A1C está correta e,

    acima de tudo, você está sob os cuidados de um dos mais respeitados

    diabetologistas do país. Fique tranquila que essa situação

    será superada da forma mais adequada possível.

    PS.: Mariana, esse

    seu comentário é de extrema utilidade prática para muitos

    diabéticos que enfrentam essa mesma situação. Você

    autoriza que seu e-mail seja publicado no site da Sociedade Brasileira de Diabetes,

    juntamente com minha resposta? Aguardo resposta urgente.

  6. Rodrigo Lamounier Says:

    De Rodrigo (rnlamounier@uol.com.br)

    Comentários adicionais:

    Reconhecer as

    limitações da HbA1c como parâmetro único de

    avaliação é um refinamento fantástico em

    relação aos conceitos sobre tratamento de diabetes. A Mariana

    está certa ao afirmar que a HbA1c pode estar baixa, porém com controle

    inadequado, em paciente que apresenta muitas hipoglicemias. Entretanto, o

    contrário não ocorre, ou seja, o paciente com HbA1c de 8% não

    está bem controlado e o tratamento deve melhorar, seja na

    alimentação, na atividade física ou na

    medicação.

    A situação referida

    – HbA1c normal e controle glicêmico ruim – é

    típica de pacientes com DM1. Não é esperado encontrar este

    padrão em pacientes com DM2 em uso de drogas orais. Agora estamos falando

    de um parâmetro final de avaliação glicêmica de médio

    prazo que, para ser alcançado, requer não apenas tratamento intensivo com

    uso de insulina, como fundamentalmente de auto-monitorização

    glicêmica, com várias medidas diárias . A

    monitorização pela “ponta de dedo ” é uma ferramenta

    fundamental para se alcançar com segurança um bom controle

    glicêmico.

    Finalmente, não podemos deixar de salientar mais uma vez

    que o controle glicêmico intensivo, avaliado pela HbA1c, mostrou-se efetivo em

    prevenir complicações crônicas tanto microvasculares (ex.:

    insuficiência renal e retinopatia), quanto macrovasculares, como revelado no estudo

    EDIC, publicado em dezembro último no New England Journal of Medicine.

    Nele são apresentados aqueles pacientes que 11 anos antes tinham feito parte do

    grupo de tratamento intensivo no DCCT, posteriormente desenvolveram menos

    doença de coração .

    Ou seja, refinamento é sempre

    desejável e temos muito ainda que aprender. Discussões como esta

    são importantes e enriquecedoras. Certamente novos parâmetros

    surgirão, e novas tecnologias para o tratamento da hiperglicemia e para a

    monitorização do controle mas o fundamental é que não

    percamos o foco na importância do bom controle glicêmico. Hoje, o melhor

    parâmetro disponível para esta avaliação é a

    Hemoglobina Glicada A1c e há milhares de pessoas com diabetes no Brasil e no

    mundo que estão bem acima do 7% desejável!

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