Nova Equipe

A Informed Jornalismo, e demais equipes, informa que não está mais trabalhando no site e no blog da Sociedade Brasileira de Diabetes. Agradecemos a todos que colaboraram com o nosso trabalho nos últimos anos.

Informed Jornalismo

Rio de Praia, Sol e … Corrida

dsc_9158_homeCerca de 8.000 pessoas estiveram no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, no domingo (5 de abril), participando da Corrida Super 40 de Revezamento. Entre os corredores estavam pessoas famosas, milhares de anônimos e um grupo muito especial. Era a Equipe Super Diet, formada por 10 corredores com diabetes, que tem o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Fato interessante: a equipe de reportagem da SBD não havia solicitado credenciamento para cobrir a corrida e ao chegar ao Aterro do Flamengo foi direto para a tenda da Assessoria de Imprensa da Yascom. Ao chegar lá a pergunta do assessor preocupou.

Vocês pediram o credenciamento ontem? Não. E agora? Só que ao se apresentarem como da Sociedade Brasileira de Diabetes veio a surpresa. O assessor, Marcelo Braga também tinha diabetes (do tipo 2). Equipe liberada para entrar na área reservada da corrida e acompanhar a equipe Super Diet de perto. Pois é… todo mundo conhece alguém que tem diabetes.


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Nós, os Parentes

Cristina Dissat, mãe Nadyr Dissat

00603_lagoa032Há cerca de dois meses pensei em escrever um texto desabafo. Estava me sentindo completamente impotente, sem conseguir ajudar minha mãe a entender o que era o tratamento do diabetes e o que ela precisava fazer para continuar bem.

Ela está com 85 anos e o diagnóstico de diabetes tipo 2 aconteceu há cerca de quatro anos. A aflição era grande já que trabalho como jornalista na área de diabetes e endocrinologia desde 1990, ou seja, a gente lê tudo, entrevista, assiste palestras e acaba ficando muito bem informada.

Bom… para encurtar a história foi preciso ela levar um susto para que me ouvisse mais e deixasse de me ver como  “a chata” e a que ficava de olho em tudo o que ela comia. Agora posso,realmente, ajudá-la, trocando idéias, falando sobre alimentação, etc.

Foi aí que fiquei pensando o que nós, parentes de pessoas com diabetes, vivenciamos todos os dias. Nós estamos sempre atrás de novas esperanças, alimentos diferentes e tudo mais que pudermos encontrar para ajudar no dia-a-dia de nossos pais, filhos, irmãos ou avós.

Em uma das enquetes realizadas pelo site da SBD, observamos que o percentual de parentes que visita o site é muito grande. Com certeza para se informar mais e ficar atento a todas as novidades nas pesquisas, tratamento e nutrição. Então… é hora de ouvi-los também. Queremos saber o que sentem, como fazem para ajudar e dar espaço para o desabafo também. Que tal comentar sobre a sua história aqui no Blog da SBD.

Começamos pela própria equipe de jornalismo do site da SBD. A seguir, Beth Santos, Sandra Malafaia e Pablo de Moraes falam um pouco sobre seus pais com diabetes.

Depoimento Beth Santos, mãe Nair Matoso

beth_maeQuando minha mãe foi diagnosticada com diabetes ela tinha 80 anos, quase 81. Claro que com esta idade temos hábitos alimentares e de comportamento pra lá de arraigados. Fica mais difícil promover qualquer mudança, pequena que seja.

Uma das primeiras dificuldades foi fazer com que ela absorvesse a noção de que não deveria mais consumir diversos alimentos calóricos, ou diversos carboidratos, numa mesma refeição. Foi demorado conseguir que mudasse o hábito de fazer uma refeição com arroz, feijão, batata, farofa, bife, salada, suco de frutas. E sorvete na sobremesa. Precisei explicar durante muitos meses que a batata e a farofa, por exemplo, deviam sair dessa refeição. E deixar o sorvete (diet), ou uma fruta, para o lanche. Ou seja, não concentrar tantas calorias numa refeição, mas parcelá-las em diversas refeições e lanches intermediários. Lentamente ela foi aceitando a mudança, passando a administrar bem esta questão. Hoje, quase quatro anos depois, virou rotina.

Depoimento Sandra Malafaia, pai Geraldo Malafaia

Meu pai tem diabetes tipo 2 e, atualmente, trabalho como repórter da área de saúde. Acho que estou “no lugar certo, na hora certa”. Isso porque, assim, tenho um melhor embasamento para ajudá-lo, além do seu endocrinologista. Ele sempre adorou doces e, com o desencadeamento do diabetes na terceira idade, o grande problema foi controlá-lo nessa questão. No entanto, como sua alimentação é bastante saudável, conseguimos chegar a um acordo: um chocolate diet (daqueles bem pequenininhos) por dia. O problema é quando é aniversário de alguém da família. Temos que ficar de olho para que ele não avance nos docinhos!

Depoimento Pablo de Moraes, mãe Deolinda de Moraes Rita

pablo-e-mae-02Conviver com diabetes faz parte da minha rotina desde que nasci: minha mãe o adquiriu quando estava grávida. Tenho duas observações a fazer sobre isso. A primeira delas é que é interessante acompanhar esse processo, principalmente quando seu parente realmente se cuida e leva a sério a dieta a ser seguida. Você aprende a lidar com isso e a se controlar, se alimentar melhor. Quem convive acaba, de certo, modo, se alimentando como tal. Em casa, por exemplo, mesmo quando criança, dificilmente se comia bolos ou doces caseiros, e maneirávamos nos carboidratos. Nossos cafés e sucos eram com adoçante, e não com açúcar, hábitos que mantenho até hoje, mesmo não morando mais com ela.

Minha segunda observação é que aprendemos como agir no caso de uma hiper ou hipoglicemia, a conhecer os sintomas. Em casa, sempre tivemos um cuidado especial com minha mãe, principalmente após 1986, quando ela teve uma infecção renal, e seu pâncreas parou de funcionar, obrigando-a a injetar insulina. Meu pai assumiu a missão de “aplicador” com vigor. Enfim, conviver com uma pessoa com diabetes, para mim, não foi um sofrimento, mas sim um aprendizado.

Aprendizado no Acampamento

Acontece, entre os dias 27 e 29 de março, a segunda edição do Acampamento Doces Amigos, no Satélite Esporte Clube de Itanhaém, litoral de São Paulo. Voltado para jovens de 9 a 17 anos, o encontro promove a educação em diabetes, ensinando aos 30 participantes a importância do autocontrole para uma melhor qualidade de vida.

Confira também as reportagens dos acampamentos anteriores.

  • Acampamento ADJ-UNIFESP 2009
  • Acampamento ADJ-UNIFESP 2008

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  • Diabetes: Abre-se Caminho para a Cura?

    Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, retira o veto ao financiamento federal para pesquisas com células-tronco embrionárias, o Brasil já desenvolve técnicas sem a utilização de embriões. Leia a entrevista com o Dr. Carlos Eduardo Couri (foto), um dos líderes do trabalho, e saiba mais na coluna Diabetes Hoje, que aborda a medicina regenerativa.

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    Brasil Produzirá Base para Medicamento para Diabetes

    Ministério da Saúde divulgou, recentemente, que o Brasil passará a produzir a base de medicamento para o tratamento do diabetes, chamada cristais de insulina.

    A empresa responsável pelo desenvolvimento é das farmacêuticas União Química e Biomm. O investimento será de até R$ 200 milhões, segundo as informações oficiais

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    Carnaval Sem Estresse

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    Carnaval é sinônimo de férias, alegria e diversão. Como passar dias agradáveis sem se estressar? É mais fácil do que parece e se você que tem diabetes, basta procurar seguir algumas dicas.

    Antes de viajar, procure fazer uma lista de tudo o que vai precisar e que é indispensável para o seu autocuidado, como por exemplo:

    • glicosímetro e fitas para a realização dos testes de glicemia capilar (“no dedo”);
    • dispositivo para puncionar o dedo e lancetas;
    • comprimidos que esteja usando devidamente identificados (para tratar o diabetes, hipertensão, colesterol, etc);
    • insulina (devidamente acondicionada em estojo térmico ou isopor para conservá-la melhor; nunca colocar gelo seco, pois há risco de congelar a insulina que perde a seu potencial de diminuir a glicemia);
    • seringas ou caneta de aplicação de insulina;
    • frasco pequeno com açúcar, tubos com glicose líquida ou balas que dissolvam rapidamente na boca (para tratar qualquer episódio de hipoglicemia);
    • cartão de identificação do diabético (evite sair sem uma identificação de que é portador de diabetes e quem deve ser contactado caso seja necessário).

    Procure seguir os horários das refeições ou se alimentar a cada 3/4 horas, pois isto evitará possíveis hipoglicemias, principalmente se você estiver “pulando carnaval “ ou se estiver participando de atividades recreativas e desportivas.

    Leve garrafas de água e alimentos de fácil digestão (frutas, sanduíches naturais feitos em casa, sem maionese) caso pretenda fazer viagens longas.

    Use roupas leves e evite permanecer no sol após as 10:00 horas. Não esqueça de usar, sempre, um protetor solar de marca conhecida e não esqueça de reaplicá-lo cada vez que cair na água do mar ou piscina.

    Caso a glicemia esteja maior ou igual a 250mg/dl, não faça atividade física neste dia e aumente a ingestão de água e líquidos que não aumentem a glicose no sangue. Se fizer uso de insulina, aplique a de ação ultra-rápida ou rápida (regular) conforme o esquema prescrito pelo seu médico.

    Procure usar sapatos confortáveis (de preferência do tipo tênis, que não estejam apertados) para “pular” ou dançar no carnaval. Os saltos altos, calçados do tipo “anabela”, plataformas e completamente chapados no chão não devem ser usados, pois podem criar bolhas ou calos. Isso pode siginificar problemas mais sérios, principalmente se a glicemia não estiver bem controlada.

    Lembre-se: você ainda está de férias e precisa relaxar! Cortar grama, andar na praia de bicicleta ou à pé, fazer caminhadas ecológicas, nadar, jogar volei, tênis, frescobol, ou futebol com os amigos fará muito bem para a sua saúde física e mental! Caso você ainda não pratique nenhum esporte ou atividade física pode ser um bom momento para começar.  Os horários da manhã (cedo) e final da tarde são os mais indicados neste calor. Não esqueça também de descançar (quem sabe numa rede?!) embaixo de uma grande sombra e beber bastante água fresca!

    Dra. Claudia Pieper - 18/02/2009 14:59
    Coordenadora do Departamento de Transtornos Alimentares da SBD

    Minha Vida com Diabetes - Rogério Nunes

    Sou diabético tipo I há 20 anos, tenho cegueira congênita em ambos os olhos. Quando da descoberta de que tinha diabetes, passei a tomar insulina, utilizando-me de seringas para realizar as aplicações. Fato este, que tornava-me bastante dependente de outras pessoas que pudessem fazer essas aplicações. Visto que as seringas, não apresentam nenhuma maneira para que uma pessoa cega identifique qual a dosagem de insulina que está sendo colocada.

    Este problema foi superado quando passei a usar a insulina nas canetas. Pois, a caneta já vem com a insulina em seu interior e, quando vamos preparar a dosagem a ser aplicada, ela emite um barulho que faz com que identifiquemos que a cada som emitido, é uma unidade que está sendo colocada.

    Isto, hoje, permite que eu possa desenvolver minhas atividades do dia-a-dia, como: trabalhar, estudar, viajar etc; sem o transtorno de sempre procurar alguém para realizar a aplicação de insulina.

    Apresento esse relato, pois se por um lado não mais enfrento problemas quanto a aplicação de insulina, por outro lado, não posso dizer o mesmo no que se refere à realização de exames para verificação da taxa de glicose.

    Uso o aparelho da Accu-Chek (Active), também já utilizei aparelhos de outras marcas, e até hoje não encontrei nenhum que me permita realizar meus exames sozinho.

    Vivemos em um tempo de acelerada evolução tecnológica. Inclusive, em relação a criação e desenvolvimento de aplicativos (softwares), que têm melhorado consideravelmente a vida dos cegos.

    Como exemplo, podemos citar: softwares leitores de telas para computadores e celulares, aplicativos esses complexos e importantíssimos. Apresento tais exemplos que foram criados e continuam sendo desenvolvidos, para mostrar a quem de direito, que não seria muito difícil tornar nossos aparelhos de medir a taxa de glicose, acessíveis para as pessoas cegas.

    Se não vejamos. Para que uma pessoa cega consiga realizar um exame para verificação da sua taxa de glicose sem depender de ninguém, bastaria o aparelho emitir algum aviso sonoro quando for o momento de colocar a fita no local, emitir um outro aviso confirmando que isso foi feito corretamente e uma maneira de transmitir o resultado do exame que poderia ser através de bipes diferenciados para identificar as centenas, dezenas e unidades.

    Essa é apenas uma das maneiras que poderia ser implantada. Claro que com o amadurecimento da idéia, podem surgir outras inúmeras alternativas para permitir o uso de forma independente desses aparelhos por parte das pessoas cegas.

    Sinto, que isso é algo urgente. Pois, a medida que tomo a liberdade de fazer esse relato, temos no Brasil um número considerável de deficientes visuais que são diabéticos. Até porque, o diabetes, é uma das doenças que mais causa cegueira.

    Portanto, sugiro que seja levado em conta o que foi abordado neste relato, para que muito em breve as pessoas cegas disponham da mesma facilidade que têm para aplicar insulina quando fazem uso da caneta, na realização de exames para verificação da taxa de glicose.

    Veja a reportagem sobre Rogério Nunes, na afiliada da Rede Globo, em Campina Grande (PB)

    Os Cliques do Acampamento

    Além dos videos, com entrevistas e momentos do acampamento, você tem dezenas de fotos disponíveis na galeria do Acampamento. As fotos são do fotógrafo e diretor de fotografia do site da SBD, Celso Pupo.

    Acampamento ADJ-UNIFESP 2009

    socbras21

    Mais uma vez a reportagem da SBD está em Sapucaí-Mirim (no NR), interior de Minas Gerais, para acompanhar a temporada do Acampamento da ADJ-Unifesp. Depois de ter feito várias tipos de coberturas, dessa vez vocês poderão acompanhar o agito da galera e o trabalho dos profissionais de saúde através de vídeos.

    Além dos vídeos, também estão disponíveis fotos no flickr da Sociedade Brasileira de Diabetes.

    Não deixe de acompanhar o dia-a-dia de dezenas de jovens com diabetes, acessando a cobertura do Acampamento 2009. O trabalho está sendo feito em conjunto com a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ).

    Confira também as reportagens dos acampamentos anteriores.