Slogans políticos 2010: “Por um Mundo Novo”

Todos sabem o que são slogans, ou pelo menos os conhecem e os repetem sem perceber. É palavra ou frase usada com frequência, em geral associada à propaganda comercial ou política, diz o Dicionário Aurélio.

 

O slogan bom entranha no cérebro do receptor e se cola sem possibilidade de resistência. Para ser lembrada, a frase não precisa ser criativa ou inteligente. A lavagem cerebral travestida de impregnação dos sentidos é confirmada à medida que se repete o refrão do jingle político.

 

Numa caminhada pelo centro, em pouco tempo pode-se acumular muitas dessas frases que se pretendem audaciosas, e que têm por objetivo tirar o candidato do limbo do anonimato, jogando-o na ribalta, no grupo dos políticos discutidos, disputadores das cabeças das pesquisas de opinião.

 

Algumas frases do contexto eleitoral soam pretensiosas, arrogantes, prepotentes, vindas de pessoa que finge poder resolver os mais complexos problemas da nossa sociedade. O que acham de “Coragem e atitude para Minas avançar”?

 

Aliás, para ser político, é imprescindível que haja montes de coragem. Numa democracia parece-me exagero. Outra frase diz assim: “Coragem para mudar”. Se for para pior é preciso ter muita coragem.

 

A “mudança” é outra figurinha dos dizeres políticos. Mesmo os candidatos continuístas não se esquecem de prometer mudanças. Indica que o ser humano não fica parado, nem num lugar, nem numa situação. É preciso mudar.

 

Confiar em quem vai ser votado é indispensável:

“Dê seu voto de confiança”;

“Meu trabalho você conhece”;

“Neste eu confio”;

“Credibilidade e confiança”;

“Esse tem o meu voto”.

E ainda, vigor e convicção no cultor de si mesmo:

“Amizade e trabalho”;

“É com este que eu vou”;

“Eu também voto”;

“O meu voto vale”, enquanto o desfile de egos continua.

 

A ilusão é um sentimento difícil de explicar. É possível que muitos tenham esse sentimento em diferentes intensidades.

 

O candidato que entra numa campanha política precisa ter por princípios: estar certo de que vai vencer; ser convicto de que é o melhor de todos; não perder tempo com humildade, a falsa e a verdadeira, como a frase desse slogan: “Humildade e competência”, ou seja, duas mentiras num só slogan.

 

Para alguns soam como discursos arcaicos, mas em todas as eleições essas falas estão de volta em níveis mais ou menos raivosos, pois mencionam lutas e guerras em tempo de paz: “Rumo ao socialismo”; “Salário trabalho e terra”.

 

Poucos políticos confessariam, mesmo aos correligionários, que não acreditam na vitória.  Até quando os oponentes invadem seu território, anulando o poder do seu trabalho, ou ainda, quando sentem que a verba escasseou, não se atrevem a pensar, e nem ao menos dizer que a batalha está perdida.

 

E o bairrismo exacerbado: “Minas no caminho certo”; “Somos Minas Gerais”;

“Minas a favor do Brasil”. O candidato que fosse contra o Brasil seria tão mal

visto quanto alguém que confessasse ser contra a Seleção Brasileira de

Futebol.

 

A repetição tem por fim executar a lavagem cerebral. Entre os cinco itens mais

badalados estão segurança, moradia, educação, emprego e saúde, que é a campeã.

 

Não é para menos que dezenas de slogans a tenham em sua frase:

“Saúde em primeiro lugar”;

“Bom para a saúde”;

“Compromisso com a saúde”.

“Pra saúde seguir em frente”.

 

Mas o que quer dizer isso? Nunca vi saúde seguindo para trás. Deve ser um novo conceito. Outros largam a saúde e vão pela vida: “Compromisso pela vida”.

 

O bem e o mal também flutuam entre as frases: “Fazendo o bem”; “Saber fazer bem”. Não creio que algum publicitário experiente ou aprendiz ousaria contradizer esses dizeres do senso-comum.

 

“Tudo pela educação”, concretizando-se a intenção, toda a estrutura eleitoral se modificaria. Voto não obrigatório leva mais gente letrada às urnas ou o contrário?  Há as pesquisas e confio nelas, mas, sabendo de décadas, que a tendência inicial das urnas não costuma mudar, ainda assim é bom contar os votos antes de estourar os rojões.

 

Dentre as pretensões deslavadas, para não dizer puro esnobismo está à frase: “Esse faz a diferença”.  Caso ganhe, fará a diferença sim, mas para si próprio. Entre os 135 milhões de eleitores, considerar-se único é ser megalomaníaco.

 

Mas, imaginemos um candidato a Presidente da República sincero, que queira de fato ser presidente, mas não se considera grande coisa, acreditando que muitos outros estão ao seu nível ou acima dele. Como seriam os discursos dessa campanha?

           

Após militar na política por 25 anos, convicta das questões ideológicas, fazendo currículo de candidatos, discursos, cartilhas, textos, slogans, símbolos, letras de jingle, pescando votos em todos os bairros, desfraldando bandeiras, vestindo camisetas, fazendo arrastões, e usando argumentações conforme a platéia, o trabalho foi suspenso há cinco anos. Por fim e gratuitamente ofereço duas conclusões: para cada dez votos prometidos sob juramento, contabilize um. E embora os políticos gozem de péssima fama entre os brasileiros afirmo: mais falsos do que os políticos, só mesmo os eleitores. Afirmo e dou fé.

 

Mara Narciso

Médica, Jornalista e autora do livro: “Segurando a Hiperatividade” – 26 de agosto de 2010.

Blog Associação de Caruaru - PE

Com o comprometimento de levar informações sobre Diabetes até você, é com grande prazer que divulgamos o Depoimento do Sr. Claudivan Galino.

Ele fundou uma Associação de Diabéticos em Pernambuco.

Confira seu relato:

 

Sou um visitante assíduo do site da SBD. Eu e minha filha somos Diabéticos Tipo 1, eu há 26 anos (tenho 40) e ela há 12 anos (tem 19), estou fundando uma Associação de Diabéticos em Caruaru-PE, e criei um Blog para auxiliar a associação, gostaria que divulgassem esse Blog, claro, se estiver dentro dos critérios da SBD.

Agradeço a atenção.

Contato:

Claudivan Galindo

Técnico em Informática

Blog: http://diabetescaruaru.blogspot.com/

E-mail: claudivangalindo@hotmail.com

Telefone para Contato: (81) 3724-6899 / 9148-2380

Encontro de Ciclistas - Por Kener Assis e Dra. Solange Travassos

O Team Type 1 (TT1) é a única equipe do mundo de ciclismo profissional que inclui  atletas com Diabetes tipo 1. O TT1 foi fundado em 2005 por Joe Eldridge e Phil Southerland, dois jovens atletas diabéticos com o objetivo de inspirar as pessoas que vivem com diabetes para alcançar seus sonhos.

 

Os integrantes do TT1 acreditam que com a dieta apropriada, exercício físico, tratamento e tecnologia, qualquer pessoa com diabetes pode realizar seus sonhos e se esforçam para incutir esperança e inspiração para as pessoas afetadas pelo diabetes ao redor do mundo. Com esse objetivo ocorreu no primeiro domingo de agosto, no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Diabetes & Desportes (BRA) – Team Type 1 (USA).

 

O evento marcou a presença no país do time profissional de ciclismo dos Estados Unidos, que conta com a presença de atletas DM1. A equipe ganhou o último Race Across America e foi convidada para participar do Tour do Rio. A competição é a maior prova de ciclismo da América Latina e percorreu 783 km no Estado do Rio de Janeiro.

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O encontro foi promovido pelo Diabetes & Desportes, time brasileiro com propósito semelhante, após a brilhante participação do time americano na competição Tour do Rio de Ciclismo. Na oportunidade membros do D&D e TT1 trocaram informações relacionadas ao perfil de cada time, bem como de controle glicêmico durante a prática de atividades esportivas.

Kener Assis, membro e representante do D&D no Rio de Janeiro, apresentou aos convidados o perfil do time brasileiro, presente em várias cidades do país.

Joe Eldridge, um dos fundadores do Team Type 1, e Fabio Calábria, ambos atletas DM1, falaram sobre o projeto Team Type 1, dos objetivos profissionais e sobre o controle no dia a dia, treinos e competições. Tanto Joe como Fábio utilizam bombas de infusão contínua de insulina e monitorização contínua da glicemia para facilitar o controle durante as competições.

Ao final, Eldridge agradeceu a oportunidade de estar pela primeira vez em uma competição na América do Sul, pelo intercâmbio proporcionado, e espera que o Team Type 1 possa estar de volta em 2011.

Maiores informações sobre o evento e sobre o Team Type 1 acesse: 

www.diabetesedesportes.com.br  e http://www.teamtype1.org

Encontro de Ciclistas

Foi realizado no último domingo (01/08), no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Diabetes & Desportes (BRA) – Team Type 1 (USA). O evento marcou a presença no país do time profissional de ciclismo dos Estados Unidos, que conta com a presença de atletas DM1.

 

O encontro foi promovido pelo Diabetes & Desportes, time brasileiro com propósito semelhante, após a brilhante participação do time americano na competição Tour do Rio de Ciclismo.
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Na oportunidade membros do D&D e TT1 trocaram informações relacionadas ao perfil de cada time, bem como de controle glicêmico durante a prática de atividades esportivas.

 

Kener Assis, membro e representante do D&D no Rio de Janeiro, apresentou aos convidados o perfil do time brasileiro, presente em várias cidades do país.

 

Joe Eldridge, um dos fundadores do Team Type 1, e Fabio Calábria, ambas as atletas DM1, falaram sobre o projeto Team Type 1, dos objetivos profissionais e sobre o controle no dia a dia, treinos e competições. 

 

Ao final, Eldridge agradeceu a oportunidade de estarem pela primeira vez em uma competição na América do Sul, pelo intercâmbio proporcionado, e espera que o Team Type 1 possa estar de volta em 2011.

 

Mais informações: www.diabetesedesportes.com.br 

Simpósio de Diabetes no Idoso

O 2º Simpósio de Diabetes no Idoso, com edição em São Paulo - capital, foi um sucesso!

Os temas das palestras são informações de cunho científico, contendo dados sobre os avanços da medicina,  precauções, discussões, alimentação e benefícios do portador de  Diabetes.

O simpósio foi divido em dois módulos. No primeiro módulo, foram destaques os temas Resistência Insulínica e Envelhecimento Correlação com Neoplasias e Epidemiologia do envelhecimento no Brasil,no segundo módulo, os temas Aspectos Nutricionais no Idoso portador de diabetes e Risco e Benefícios dos Antidiabéticos no Idoso, apresentaram maior destaque.

Confira algumas imagens do 2º Simpósio de Diabetes no Idoso.

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ADA 2010 - Rastreamento de diabéticos em populações de risco é custo efetivo

No Congresso da ADA, realizado na Flórida, a Dra. Ranne Chatterjee, afirmou que o rastreamento para diabetes em população de risco economiza dinheiro em curto prazo. O trabalho foi realizado em pessoas adultas e obesas. A projeção é que no prazo de três anos existe uma economia significativa, mesmo levando em contas o custo da medicação e os falsos negativos. A estimativa de redução de custos é de 7,3 % para aqueles com BMI de 25 a 35 kg por metro quadrado e de 21,5 % para aqueles com mais de 35 kg.

Com relação à idade, a redução de custos é de 8,1 % para os da faixa etária entre 40-55 anos e de 17,1 % para os maiores de 55 anos. Estes achados reforçam a posição da ADA de que os testes de rastreamento são úteis em qualquer situação, mas especialmente nos pessoas com sobrepeso ou obesidade, ou ainda naqueles que tem um ou mais fator de risco.

O grupo da Dra. Ranne, concluiu ainda que o método mais barato de rastreamento é o testo com 50 g de glicose oral realizado de forma oportunística. O Dr. Richard Bernensstal, do Centro Internacional de Diabetes em Mineapolis, diz que o melhor método deve ser debatido de acordo com o grupo de risco que vai ser examinado. Declarou ainda: “Muitos médicos e sistema de saúde tem que adotar um sistema estratégico que pode varia bastante na sua abordagem. O custo é uma parte essencial desta discussão. Todos os dados do gerenciamento mostram que quanto mais cedo você intervir, mais efetivo e seguro será o acompanhamento das populações.”.

Nas pessoas suspeitas, recomenda-se um segundo teste com hemoglobina glicada e um teste padrão de glicose 2 horas após a ingestão de 75 g de glicose.  A prevalência esperada de diabetes é de 12 % que aumenta para 35 % nos obesos.

Com relação a dia de a prevalência é de 10 % antes dos 40 anos e de 35 % acima dos 55 anos. Os custos totais associados a um teste de tolerância  foi mais baixo do que a opção de não realizá-lo. Fazer o teste representou, na população estudada, US 216,007 versus 242,737 para os diabéticos e pré-diabéticos juntos.

Os testes para encontrar uma pessoa com diabetes diminuíram à medida que aumenta o IMC. Ele é de US 153 para as pessoas abaixo de 25 kg por metro quadrado de superfície corporal e de US 61 para uma pessoa com IMC 25 kg. O mesmo é verdadeiro com o aumento da idade, custando US 218 para as pessoas abaixo de 40 anos e passando  para US 85 na faixa de idade de 40 a 55 e US 61 acima de 55 anos.

Assim a economia com o rastreamento é maior nos obesos (253 versus 73 por pessoas no grupo de peso normal ou baixo) e no grupo mais idoso (US 239 versus US 65 para pessoas abaixo de 55).
A ADA, no entanto, recomenda que o rastreamento deva ser feito com a determinação da A1C e da glicemia em jejum. Este é o seu método preferencial.

Fonte: Chatterje R, et al “Screening for diabetes and pré-diabetes shoul be cost-cost savind in high-risk patients”. ADA 2010; Abstract 65-LB 

 

Agência de Notícias

Veja o que aconteceu no Flash Mob Diabetes

Aconteceu neste domingo (30 de maio de 2010), no Parque do Ibirapuera, o flash mob em prol da educação em diabetes. Idealizado pela Jovem Líder da Associação de Diabetes Juvenil Claudia Labate, que contou com o apoio dos Jovens Líderes Bruno Pereira e Heloiza Fagundes e Rafael Apocalypse (Co-fundador do Glicemias Online), o movimento teve como objetivo ressaltar a importância, para os diabéticos, de monitorar a glicemia para prática de exercícios.

O evento se baseou na realização de um alongamento coletivo em que todos os participantes iniciaram com movimentos de aquecimento muscular, finalizando com os que tinham diabetes medindo a glicemia para poderem se dispersar no parque e praticar o exercício físico desejado.

O fash mob buscou sensibilizar os presentes com questões sobre como o portador de diabetes deve se preparar para um exercício físico com saúde. Para isso, todos receberam um material baseado no livro, “Tenho Diabetes Tipo 1, e agora?” de Mark Barone, para que pudesse ser esclarecido com embasamento qual intervalo glicêmico em que o exercício pode ser feito com segurança, ou seja, sem prejudicar o bom funcionamento do corpo.

Foi um encontro emocionante para familiares e amigos que puderam compartilhar desse momento de educação coletivo, promovido pelos jovens da ADJ (Associação de Diabetes Juvenil). Ficou evidente entre os participantes a vontade de que acontecimentos como este se repitam mais vezes, como relata a mãe Nicole: “Espero que no próximo evento todos nós possamos nos encontrar e conhecer muito mais gente!”.

Flash Mob em diabetes dia 30 de maio as 11h

Acontecerá no dia 30 de maio às 11h no Ibirapuera o Flash Mob em diabetes.
Idealizado pelo grupo Jovens Líderes para conscientização do monitoramento da glicemia para a prática de exercícios físicos.

A prática regular de atividade física é fundamental na adoção de hábitos de vida mais saudáveis. O indivíduo capaz de incorporar a atividade física aos seus hábitos de maneira definitiva encontra uma nova fórmula de vida. Para a pessoa com diabetes, a atividade física, além de vários benefícios, auxilia no tratamento da doença, portanto este exercício precisa ser orientado por um profissional e é importante monitorar a glicemia antes de praticá-lo.

Que tal conscientizar a população sobre a importância da monitorização antes do exercício? Vamos fazer juntos? Contribua para a educação em diabetes. Se você é diabético ou tem algum parente, amigo com diabetes queremos saber sua opinião, como conduz as coisas, o que faz de diferente.

Venha com sua roupa de ginástica, traga seu medidor de glicemia, família, amigos e vamos todos juntos criar um movimento em prol da Educação em diabetes. Participe!

Acompanhe no twitter: @jovens_lideres
Veja o vídeo do evento: http://www.youtube.com/watch?v=-ePh6UMHGXs

INSTITUTO DE DIABETES DE JOINVILLE

O lançamento do site do Instituto de Diabetes de Joinville - IDJ e da 2ª edição da Corrida e Caminhada Todos Pelo Diabetesaconteceu na última 3ª feira [13 de abril] nas dependências da Sociedade Joinvilense de Medicina - SJM, em Joinville [SC]. Com esta nova ferramenta teremos a oportunidade de divulgar nossas ações, e prestar serviços aos diabéticos com informações, serviços de atendimento, sites de interesse, e, os avanços no tratamento da doença. VISITE NOSSO SITE: www.idj.org.br

A Corrida e Caminhada Todos Pelo Diabetes, na sua 2ª edição, neste ano traz como novidade a camisa ecológica, feita por meio da reciclagem de garrafas pet. A idéia surgiu da oportunidade do IDJ dizer algo sobre como a destruição da natureza ameaça a todos nós. Precisamos abrir os olhos e acordar para os problemas ambientais, e lidar com eles. Assim como precisamos abrir os olhos e acordar para os problemas dos diabéticos, e lidar com eles.

Agradecemos a todos os presentes, em especial aos nossos patrocinadores e apoiadores.

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Cuidado com nossos filhos!

Cuidado com nossos filhos!!!

Eis aqui um testemunho autêntico. 

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais:

Eu era uma jovem ’sarada’, criada em uma excelente família de classe média alta Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem e melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.

Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo.

Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de ‘Floripa’, Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés.

Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.

Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 2004. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no ‘Bude’, famoso barzinho na Rua XV.

À noite fomos ao ‘PROEB’ e no ‘Pavilhão Galego’ tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira”.

Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia e OKTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP.

Que sensação legal curti a noite inteira ‘doidona’, beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os ‘meganha’, porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os otários’ não percebiam.

Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase ‘vomitei as tripas’, mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram um Apto. no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 h da manhã fomos ao Apto. dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado “Cigarro de Maconha”, que me ofereceram.

No começo resisti, mas chamaram a gente de ‘Catarina careta’, mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o ‘Marcos’, fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem naquele dia.

Retornamos a ‘Floripa’ mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino ‘DRUGS’. Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.

Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria.

Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia para diluir o pó.

No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a ‘branca’ a R$ 10,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 20,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias.

Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus ‘novos amigos’. Às vezes a gente conseguia o ‘extasy’, dançávamos nos ‘Points’ à noite inteira e depois… farra!

O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida …

Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas…. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família. Em dezembro de 2007 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha.

Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha.

Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo.

Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.

Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca …
Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.

OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e a enfermeira Danelise, que cuidava de Patrícia, veio a comunicar que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde depois que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.