Jovens Celebram Reunião da ONU pelo Diabetes com Flash Mob

A turma da ADJ Diabetes Brasil agitou ainda mais a já movimentada estação do Sé, do Metrô de São Paulo no domingo, dia 18 de setembro.
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Tudo para se unir à IDF (Federação Internacional de Diabetes) na celebração da 2ª reunião da ONU (Organizações das Nações Unidas) que acontece nos dias 19 e 20 de setembro de 2011, em Nova Iorque, para discutir a respeito das doenças crônicas não transmissíveis, grupo que engloba câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e respiratórios.

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Esses males são responsáveis por 63% das mortes que ocorrem no planeta e estão relacionados a hábitos de vida, como o fumo, má alimentação, poluição, consumo excessivo de álcool e sedentarismo.

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Dois terços de todos os novos casos de doenças não transmissíveis poderiam ser prevenidos com a adoção de hábitos saudáveis.

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Os jovens líderes da associação realizaram um flash mob no local, uma dança com coreografia ensaiada e participação ativa de pessoas com diabetes, amigos, familiares e profissionais, exibindo o logo alusivo ao diabetes – um grande círculo azul, além de faixas com mensagem a respeito da reunião da ONU e também o logotipo da ADJ.

Parabéns a todos que lutam pela divulgação de nossa causa.
Na ONU - A reunião das Nações Unidas é considerada histórica. É a segunda vez que a saúde torna-se questão principal no órgão. A primeira ocorreu em 2001, quando foram determinadas as cooperações internacionais e ações orquestradas para o combate da epidemia da aids.

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Tradicionalmente, Organização Mundial da Saúde (OMS) é quem trata de temas que dizem respeito à saúde das populações. Porém, quando o desenvolvimento social e econômico das nações é comprometido, a discussão pode ser levada à ONU.

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Assita ao vídeo da ação - Clique Aqui
Autor: Debora Gisele Leoni - Jornalista
Fonte: ADJ Diabetes Brasil / Veja (29/06/2011)

Fórum DCNT - Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Foi lançado nesta manhã do dia 18 de Agosto, às 11h30min, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, pelo Ministério da Saúde, na presença do Senhor Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha. O Fórum ocorre nos dias 18 e 19, no Hotel Nacional de Brasília e discute as Estratégias para 2011 até 2012.

A Dra Hermelinda Pedrosa está presente, representando a SBD e SBEM. A Dra Adriana Forti, Coordenadora das Relações Governamentais da SBD, também está presente representando a Sociedade Brasileira de Diabetes e ainda a Profª Maria Ines Schmidt, cujos dados epidemiológicos sobre Diabetes e Obesidade no Brasil, contribuíram para sedimentar o Plano. A Sra Ione Fucs, Presidente da ADJ, também está presente.

A Coordenação do Plano é conduzida pelos Drs. Debora Malta, Otaliba Libânio de Morais e Jarbas Barbosa da Silva, todos da Subsecretaria de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. As fotos do evento estarão disponíveis no site do Ministério da Saúde, hoje à tarde.

DCNT

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Pernambuco inaugura Regional da SBD

Diretoria SBD PE com Saulo Cavalcanti

Diretoria SBD PE com Saulo Cavalcanti

Veja aqui a notícia completa.

1° Simpósio da SBD em João Pessoa (26/03)

1° Simpósio SBd em João Pessoa

1° Simpósio SBd em João Pessoa

1° Simpósio SBd em João Pessoa

1° Simpósio SBd em João Pessoa

1° Simpósio SBd em João Pessoa

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1° Simpósio SBd em João Pessoa

1° Simpósio SBd em João Pessoa

1° Simpósio SBd em João Pessoa

A Farmácia Popular e o “Tem, mas acabou”

O Governo Federal criou, em 2004,  o Programa Farmácia Popular do Brasil (FPB) com o objetivo declarado de ampliar o acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns na população, através de uma rede própria de Farmácias Populares e também mediante parcerias com estabelecimentos privados (o programa “Aqui tem Farmácia Popular”). 

Oficialmente, trata-se de uma proposta incluída na Política Nacional de Assistência Farmacêutica, visando ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais, com qualidade e garantia de segurança quanto ao seu uso.

Assim, uma lista de quase cem produtos farmacêuticos, todos industrializados, é oferecida na FPB, considerados como essenciais na prática clínica da atenção básica, ou seja, capazes de atender a maioria das doenças que por sua vez atingem a maioria da população.

O ponto mais polêmico do programa é o co-pagamento, ou seja, o fato de o paciente pagar pelo que lhe é fornecido, embora este valor corresponda a uma percentagem pequena do valor de mercado, às vezes menor do que 10%. Tal redução de preços é possível graças à isenção tributária, bem como a subsídios por parte do Governo.

Estima-se que o programa FPB chega a beneficiar cerca de 30 milhões de brasileiros hipertensos, além de 7,5 milhões de diabéticos. Ele está presente em mais de 2,5 mil municípios e os dados oficiais indicam que em torno de 1,3 milhão pessoas/mês são atendidas.

Em momento mais recente, já com Dilma na Presidência, um novo slogan foi trazido à luz, “Saúde Não Tem Preço”, transformando o sistema de co-pagamento do programa original em disponibilização gratuita de alguns dos medicamentos, no caso, indicados para hipertensão e diabetes.

Essa gratuidade significa que devemos comemorar? Na minha opinião, nem tanto. É preciso ter cautela.

O FPB certamente não chegou a implementar ações que promovessem a universalização do acesso da população aos medicamentos, conforme o ambicioso decreto que o criou anunciava. Entretanto, não há dúvida que promove uma mudança substantiva na política de assistência farmacêutica no País, ao criar o instituto do copagamento e possivelmente reduzir o impacto causado pelos gastos com medicamentos no orçamento familiar.

Voltando à polêmica do pagamento parcial (e diminuto) por parte dos usuários, isso tem representado um contencioso inesgotável na política de saúde nacional. De um lado, os militantes pró-SUS, os acadêmicos da saúde e mesmo parte dos gestores (aqueles mais vinculados ao ideário da reforma sanitária), rejeitam a Farmácia Popular e acusam o programa de subverter o dispositivo constitucional da gratuidade da saúde.

Gratuidade, diga-se de passagem, é uma palavra que não está inscrita na Constituição Brasileira… De outro lado, os muitos milhares ou milhões de usuários do programa, em todas as partes do Brasil. Estes aprovam a Farmácia Popular.

Sua opção, antes de tal programa, era ou enfrentar filas, quase sempre abortadas com a desculpa corriqueira do “tem, mas acabou”, anunciada por algum pobre-diabo de baixo escalão, vigente na maioria dos serviços públicos de saúde do País, ou comprar medicamentos nas drogarias pelos preços que todo mundo conhece – e procura evitar…

Essa “gratuidade” é que me preocupa. Com ela, a Farmácia Popular fica doravante equiparada aos vários programas públicos de fornecimento gratuito de medicamentos, vigentes historicamente no Brasil, desde os tempos da CEME. As intenções sempre foram às melhores, com listas as mais generosas. Na prática, todavia, restava ao cidadão se conformar com o fornecimento segmentado, descontínuo, ou ausente, escorado no argumento fajuto do “tem, mas acabou”.

A suposta “gratuidade” na saúde é uma falácia. Tudo tem custo, embora nem sempre seja pago no ato da aquisição. A introdução do copagamento pode funcionar como fator moderador do consumo. Não que alguém vá se locupletar de quantidades abusivas de hipoglicemiantes ou de anti-hipertensivos apenas por mero consumismo.

Mas são bem conhecidas as histórias de medicamentos vendidos pelos usuários, desperdiçados ou até mesmo atirados no lixo das residências e mesmo das unidades de saúde do sistema público. O ser humano é falível e todos sabem que tende a desvalorizar aquilo que lhe parece sem custo…

Se o fator moderador financeiro foi uma sobrecarga para muitos, que se estabeleçam critérios para uma gratuidade efetiva focalizada em função de carências, mas não universalizada como hoje acontece. Nem é preciso tecnologias burocráticas ou sofisticadas para detectar os candidatos a tal benefício. O cadastro do Programa Bolsa Família já daria a resposta a respeito de quantos (e quais) cidadãos poderiam se beneficiar de tal medida.

Declaro-me a favor da Farmácia Popular, sem pejo. Nenhum sistema de saúde do mundo, em suas diversas vertentes econômicas, culturais e sociais, conseguiu até hoje instaurar a era do “tudo para todos”, particularmente em relação a item tão oneroso e complexo como a assistência farmacêutica.

Além do mais, é fato sabido que a universalização indiscriminada de benefícios sociais costuma beneficiar mais os que dispõem de educação formal, informação adequada e articulação social, que são justamente os que possuem melhor renda, do que propriamente os mais pobres.

Para nós diabéticos não deixa de ser um alívio ver que a Farmácia Popular, seja em sua variedade original em co-pagamento entre cidadão e governo, seja em sua nova versão gratuita, nos contempla com alguns hipoglicemiantes orais e insulinas tradicionais, em que pese não estarem presentes alguns avanços farmacológicos, como as insulinas de nova geração, que hoje fazem parte do arsenal corriqueiro dos endocrinologistas.

Na hipertensão arterial, a situação é mais ou menos a mesma. Ou seja, o que é bom também pode melhorar e, no caso presente, melhorar muito! Vamos torcer (e lutar) para que isso aconteça, mas certamente tal coisa não ocorrerá pela via da universalização indiscriminada. Que o “tem, mas acabou” seja substituído nos serviços de saúde pelo “tem, pode levar por um preço justo”.

Dr. Flávio Goulart
Médico e Diabético há 40 anos – residente em Brasília-DF

A regularidade mensal é o que se espera dela

“O meu sonho é ter uma menstruação bem bonita!”

 

A aversão às eliminações humanas deve ter feito gente mudar de página e não ter curiosidade sobre o que vem a seguir. “A menstruação é um sangramento funcional da mulher, periódico, porque é mensal e temporário, e inicia-se na menarca e termina na menopausa” (Tratado de Endocrinologia e Cirurgia Endócrina – Victor Coronho e cols). A mulher sadia menstrua todos os meses durante 35 a 40 anos. Para as que não querem menstruar, a medicina tem os recursos dos implantes, das pílulas e das injeções de hormônios.

 

A menarca, ou primeira menstruação, cuja idade normal de ocorrer é dos 9 aos 14 anos, devido à melhora das condições de saúde coletiva, higiene e alimentação, está vindo mais cedo. Ainda assim, quando os sinais de puberdade acontecem antes dos oito anos, seja mama ou pelo, são sugestivos de precocidade sexual e devem ser investigados e tratados para não comprometerem o desenvolvimento da criança.   

 

Povos primitivos encaminham suas mulheres nesses períodos para o isolamento, e para algumas civilizações, a chegada da menstruação é indicativa de maturidade e deflagra o casamento e o início da vida sexual. Por sua vez os mitos e crendices povoam mentes em relação ao sangramento menstrual, principalmente entre as pessoas de menor escolaridade.

 

Tempos atrás se dizia que se a mulher “naqueles dias” lavasse os cabelos, o sangue subiria para a cabeça, assim como a abstenção de diversos alimentos ditos “remosos”, quando consumidos, poderiam levar a infecções genitais.

 

Parte das mulheres menstrua seguindo as fases da lua, e começa seu ciclo a cada 28 dias, sangrando de três a sete dias. Outras têm ciclos mais longos ou mais curtos, variando de 25 a 35 dias, sendo considerados normais, desde que se repitam ciclicamente, com poucas variações. A perda menstrual é em média de 60 a 150 ml por vez.

 

Todos os meses, o útero se prepara, aumentando o aporte de sangue, para receber um óvulo fecundado. Quando a gravidez não ocorre, a parte interna do útero se descama e a mulher sangra.

 

O uso de absorventes é recente, sendo que antes eram usadas “toalhinhas higiênicas”. A tecnologia vai comprimindo o material absorvente, tornando-o menor e mais eficaz. Por desconhecerem seus corpos, muitas mulheres se negam a usar os absorventes internos, muito práticos, mas que devem ser trocados com maior frequência que os externos, não podendo ficar dentro do corpo por muitas horas devido ao perigo de infecção.

 

A menstruação normal é um termômetro da boa saúde geral, porque algumas doenças sistêmicas afetam o ciclo menstrual. Por muitos anos ainda, dentro dos consultórios ginecológicos se ouvirá queixas das mulheres em relação às suas perdas menstruais, ou de que estão muitas ou de que estão poucas. Os mais velhos devem se recordar do “Regulador Xavier”, cujo refrão era “excesso, número um, escassez, número dois”.

 

Outros disparates envolvem o sangramento menstrual. Algumas religiões proíbem o contato sexual durante o período menstrual, no qual a mulher é considerada impura, não sendo também permitida a entrada em lugares sagrados, ou a comunhão.

 

Nos tempos atuais há quem não entre em piscina, não tome gelado, não ande descalça não bata bolo (a massa não cresce), entre outras bobagens. Há crenças opostas, nas quais a menstruação é considerada uma fase de purificação, e que a mulher nesse período irradia energia.

 

Hipócrates, pai da medicina, acreditava que, diferente do homem, a mulher menstruava para equilibrar seus líquidos corporais. Poderes sobrenaturais e influência sobre o movimento dos astros já foram atribuídos à mulher, pois o seu ciclo se repetia paralelo às fases da lua. Por outro lado, a gravidez seria impossível, mas se ocorresse, geraria monstros.

 

A Tensão Pré- Menstrual – TPM, ocorre em metade das mulheres e se caracteriza por irritabilidade, e labilidade emocional, entre outros sintomas. Não se relaciona com alterações hormonais, e não há diferenças entre os hormônios de mulheres que a sentem ou não. Pode melhorar com antidepressivos e começa na segunda metade do ciclo menstrual, melhorando após o início do sangramento.

 

A desconfiança na mulher, muitas vezes tida como bruxa, vem do fato de ela ter essa hemorragia mensal. Como confiar num animal que perde sangue e não morre? Rita Lee cantou em 1982: “Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra, um sexto sentido, maior que a razão”.

 

Muitas meninas já menstruaram a primeira vez sem nunca ter ouvido falar em menstruação, e quase morreram de susto, achando estar gravemente enfermas, assim, é uma benção poder falar abertamente de coisa de mulher, para todos, e sem vergonha nenhuma.

 

 

Mara Narciso - Médica, Jornalista e Autora do livro “Segurando a hiperatividade”

Mexendo nos ovos mexidos

“Adivinhação lusitana:

-O que é o que é: branquinho, branquinho, que a galinha pôs?

-Ou é mastro de navio ou cabo de sovelão”!

 

Dizem que a pata bota um ovo grande e não faz barulho, e a galinha bota um ovinho e apronta o maior berreiro. Na cartilha de alfabetização tinha uma frase assim: “Eva viu o ovo”, para ensinar a letra “v”. Um prato cheio de arroz com um ovo frito no topo é conhecido como “Tonico e Tinoco”, em homenagem a dupla caipira. A farofa de ovo é o primeiro prato que se aprende fazer, e a gemada, por sua vez, é feita com gema batida com açúcar até perder o cheiro (que é dado pela película que separa a gema da clara), e misturada com leite. Tem fama de ser tão forte que levanta defunto.

 

Muitas receitas de biscoito levam mais de uma dúzia de ovo, o rei da culinária. Sim, o ovo melhora qualquer prato, e o famoso “mexidão” com a sobra do almoço e um ovo quebrado dentro faz o gosto de muitos. “Oh menina, mata um ovo e traz aqui pra mim!”, alguém faz graça.

 

Antigamente o tratamento de úlcera no estômago era feito à base de ovo quente e leite. De manhã, meu tio ulceroso encontrava a mesa posta com esses dois alimentos. Em menina já amava ovo cozido em água por três minutos e com a gema ainda mole. Ficava olhando meu tio colocar o ovo quente dentro do guardanapo, e segurando-o firme, quebrar um dos lados da casca, e depois tirar uma tampinha de clara cozida, colocar uma pitada de sal, e mergulhar a colherzinha no líquido maravilhoso e dourado da gema.

 

A minha boca se enchia d’água. Eu pedia, fazendo o gesto com a mão sobre o braço, imitando o pano caindo nele: “eu quero um ovo de caldo, assim”. E antes que a inveja me matasse, a minha avó corria e cozinhava outro ovo.

 

Para mim, o alimento mais gostoso do mundo é murici, a frutinha amarela do cerrado. Depois é ovo frito na manteiga e em seguida o queijo prato. Murici eu procuro no mercado no verão, e os demais, esqueci como é o sabor. São nove anos sem prová-los. O ovo, especialmente a sua gema, foi jogado à categoria de alimento maldito, poucos anos após os pediatras indicarem um ovo ao dia para as crianças crescerem fortes.

 

A associação do colesterol com infartos e AVC - Acidente Vascular Cerebral- (derrames) fez o ovo, rico neste nutriente, ser banido do cardápio dos cardiopatas, e restritos a dois por semana para os sadios, inclusive os misturados nas preparações (receitas).

 

O nome “colesterine” foi dado à gordura animal em 1815 pelo francês Michel Chevreul, e depois com a descoberta que a substância era um álcool foi acrescentada a terminação “ol” de todos os alcoóis.

 

Já li em algum lugar que uma gema de ovo tinha colesterol para quinze dias, mas essa informação é falsa. O colesterol é uma gordura vital que entra na constituição da vitamina D, ácidos biliares, cortisol, hormônios sexuais e membranas celulares. O fígado é um laboratório produtor de colesterol, 80% do necessário, e a outra parte vêm da alimentação. Só existe no reino animal, e precisamos de 300 mg por dia, sendo que um ovo de galinha, que pesa 50 g em média, tem 200/220 mg de colesterol.

 

O resgate do ovo vem de 1999, quando foi publicado um trabalho mostrando que não houve aumento da incidência de doenças cardiovasculares em pessoas que fizeram consumo de até um ovo por dia. O valor nutricional do ovo de granja e caipira é igual, assim como a concentração de colesterol e calorias. A cor da casca reflete a raça da galinha, e quanto à preparação, o ovo frito é mais calórico.

 

Leiam a descrição de Veja para o ovo, alçado ao patamar de iguaria: “uma gema caipira, cozida por um minuto em solução de água e açúcar de modo a ganhar uma finíssima película, é servida sobre queijo de cabra gratinado e purê de batatas”, e mais adiante outra receita “um ovo pochê de gema molinha, do tipo que transborda ao primeiro toque”. Alguém resiste? Acho que apenas eu.

Além da gordura, o ovo tem substâncias antioxidantes, vitaminas e, surpresa, a gema tem mais proteína que a clara. O resgate do ovo, um alimento barato, pode até esconder interesses econômicos, mas o seu veto, tornando-se mais ameno, denota maturidade científica. Em todas as áreas da ciência há o sobe e desce das verdades, notadamente na nutrição. Entre outras coisas, o fim do pecado mortal de se ingerir ovo é um alento, e podem acreditar, não é fácil derrubar paradigmas de cinco décadas. Não, não é!

 

Mara Narciso é médica, jornalista e autora do livro “Segurando a Hiperatividade” – 29 de janeiro de 2011.

Depoimento de Antônio Rocha

Boa tarde, tudo bem?

Meu nome é Antônio Rocha, sou diabético há mais de 40 anos, fiquei diabético com 1 ano e 2 meses de idade. Pratico atividade física, hoje diariamente, por cerca de 1 h 30 min. Por um acaso até hoje não desenvolvi uma lesão decorrente do diabetes, não tenho um único micro aneurisma na retina, tenho ótima condição renal, minha eletroneuromiografia de membros superiores e inferiores feita em final de 2010 pelo Sérgio Szklarz tem como conclusão: normal.

 

Disse por um acaso porque à época em que fiquei diabético se usava NPH e só em casos extremos se usava a Regular. Não existia glicosímetro, nem Lantus, nem Levemir, nem insulinas ultra-rápidas, os testes eram feitos com base na urina que era colocado em tubo de ensaio com um “veneno” intitulado de reagente de Benedict. Meu escore de cálcio coronariano é zero. Não tenho obstruções nas carótidas nem nas vertebrais (exame feito com Luciano Belém no Pró cardíaco).

 

Minha condição cardiorrespiratória em 2010 foi avaliada na esteira Pró cardíaco pelo Luciano Belém e pelo Fernando César, resultado: excelente. Minha freqüência cardíaca em repouso é de 64, aproximadamente. Meu perfil lipídico é de fazer inveja a quem não é diabético, 33 de triglicérides, 46 de LDL e 114 de HDL. Vale à pena fazer atividade física intensa e ingerir gordura saturada de forma moderada. Não fumo, não bebe, não excedo na alimentação, evito excesso de CHO e não como doces dietéticos, a uma, porque o gosto é medonho, a duas, porque para mim acarreta diarréia ainda que usado de forma comedida. Não uso nem refrigerante zero.

 

Quando eu tinha mais ou menos 7 ou 8 anos lançaram um refrigerante de nome TAB, que provavelmente por interesses comerciais foi logo retirado do mercado. E eu me acostumei a não fazer uso de refrigerante. Hoje os refrigerantes ditos light, diet e zero não mais exercem qualquer atração para mim. Vivi anos da minha vida sem eles e não será hoje que farei uso de tal produto. Desde o surgimento dos glicosímetros no Brasil, por volta de 1985, passei a fazer um controle super estrito que à época em que desenvolvi a doença que me levou à internação no Hospital dos Servidores do Estado em razão de cetoacidose não era possível.

 

A internação foi determinada pelo inolvidável Professor José Procópio Rodrigues do Valle. Após a comercialização no Brasil da 1ª insulina ultra-rápida (leia-se: Humalog) passei a usá-la constantemente. A essa época já fazia múltiplas doses de insulina NPH associada a várias doses de Humalog. Como sou diabético há muitos anos e à época em que abri o processo não tinha praticamente nenhum recurso como existe hoje, v.g., sistema de infusão contínua de insulina, que apenas faz uso da ultra-rápida (seja, Apidra, NovoRapid ou Humalog) a título de basal administrada de forma super fracionada e bolus de refeição e correção, hoje procuro fazer um controle super rigoroso, faço glicada de 5,6% e frutosamina de 2.83 mmol/L.

 

Confesso que hoje fico procurando exames e mais exames a fim de checar minha condição. Quando fiquei diabético meu primeiro endócrino foi o Francisco Arduino, escolha é claro do meu pai, pois quem tem 1 ano e pouco não escolhe médico, depois por motivos que nunca indaguei do meu pai o Francisco Arduíno foi substituído pelo Procópio do Valle com quem fiquei até quando ele teve condições de exercer a medicina. Meu médico atual também já está idoso, mas ainda exerce a medicina e por isso aqui deixarei de declinar seu nome, embora tenha por ele um grande respeito.

 

Sou imensamente grato aos três grandes endócrinos de cuidaram de mim e numa época em que eu era uma “avezinha” rara me mostraram que um homem não vale pelas pernas, mas pela cabeça. Hoje se escuta a torta e a direito que fulano é diabético, quando entrei para escola essa doença não era badalada, era algo quase que inusitado. Não sei qual a condição dos meninos, hoje, homens maduros que eu conheci no Hospital dos Servidores do Estado, mas acredito que a grande maioria tenha perdido a visão, faça diálise ou hemodiálise, tenha amputado algum dedo ou mesmo uma perna.

Não sei o quê aconteceu com aqueles meninos. Decerto que muitos já faleceram. Eu acho que contei com bons médicos, apesar de poucos recursos disponíveis, contei com minha disciplina, contei com a participação do meu pai, que me proporcionou condições de me tornar engenheiro. Hoje temos Internet etc. etc., a relação médico-paciente mudou muito, não sei se para melhor ou para pior, mas que mudou, mudou. Hoje, paciente “dá pitaco”, pede esse ou aquele exame, discorda do médico e na minha opinião até desrespeita os profissionais de saúde, da mesma forma que os pais hoje são desrespeitados.

 

Outro dia fiz um Doppler Collor de membros inferiores arterial e o médico que executou disse o exame disse o seguinte: “pelo tempo de diabetes que você tem eu espera uma obstrução generalizada, no entanto, não há uma única obstrução, parabéns.” Acho que a sorte sempre esteve ao meu lado, apesar do meu empenho que é algo que foge ao padrão. Quando cheguei em casa observei que o exame supracitado, salvo melhor juízo, não examina vasos “pequeninos”.

 

Consta das observações gerais do exame o seguinte: “avaliamos bem o sistema arterial desde a região inguinal até o dorso do pé”. Fala em artéria femoral, artéria poplítea, tronco tíbio-fibular, artéria tibial. Indago: o exame que fiz não pegou vasos finos, bem pequeninos, que, salvo engano, é onde se localizam os problemas de “obstruções” dos diabéticos.

 

Estou certo ou errado? Há algum exame que tenha como avaliar os vasos que ora chamo de superfinos? Abraço, Antonio Rocha

O respeito à vida é o bem maior

As vidas frágeis de pequenos animais - um filhote de passarinho que caiu do ninho, por exemplo-, são do tamanho da vida de qualquer um, pois são únicas. Há quem proteja toda a vida animal e vegetal, e o que as cercam. Acham que o respeito à vida deva ser geral e irrestrito e procuram praticá-lo.

 

Uma criança recém-nascida sensibiliza as pessoas, que soltam os músculos faciais, quase sorriem ao mirar a face de quem acabou de vir ao mundo. O pé e a nuca de um neném são tão graciosos, e ainda assim há quem agrida e até mate um bebê. Quando a criança não é perfeita, ainda maior é o descaso, o que agrava o problema. O gesto vil de espancar um lactente já foi visto por aí. Sente-se asco e pede-se que o agressor seja exemplarmente punido.

 

Uma família quer adotar uma criança deficiente, de cinco anos, portadora de paralisia cerebral, com uma flacidez muscular grave, que está num abrigo. Foi retirada da família biológica devido aos maus-tratos, que agravaram seus já intensos problemas neurológicos. A mãe adotiva conta que todos os seus parentes foram contra a adoção, pois iria desestruturar a nova família com seus problemas e exigência de eternos cuidados.

 

O pai adotivo fala que, ao ver o menino, tão traumatizado e chorando, o colocou no colo e afagou a sua cabeça. Enquanto a criança se calou com o gesto carinhoso, o pai começou a chorar. Estava decidido, levaria o menino para seu novo lar. Assim foi feito, e agora ele já se recupera um pouco do que perdeu com tratamentos caros e diversificados, como a Equoterapia.

 

O rapazinho de 14 anos estava no CTI, em Belo Horizonte. Era vítima da Síndrome de Guillain-Barré, destruição da mielina que envolve os nervos e com isso tinha perdido os movimentos dos quatro membros e tórax, e respirava com a ajuda do respirador. Na época e local não havia broncoscópio flexível, apenas o rígido que não permitia retirar o tampão de secreção que o impedia de respirar melhor.

 

De ambulância, cercado de cuidados, com o médico ao lado, foi levado a outro hospital para ser submetido a uma broncoscopia sob anestesia geral. No procedimento apresentou uma parada cardiorrespiratória. Após ressuscitá-lo, o anestesista explicou com desdém: mas também ele é tetraplégico!

 

“Eu respeito a vida” é mais uma das expressões que perderam o sentido. Não acontece nem respeito ao vivo. A arrogância foi institucionalizada. Muitos se julgam melhores do que os outros. É rotina ver pessoas desdenhando outra por ela ter um defeito físico, ser gorda, ser menos jovem, menos bonita, menos rica, menos aquinhoada de conhecimentos. E quem pratica esse gesto se sente melhor que os demais e algumas vezes, dentro da sua grande capacidade, são incapazes de avaliar como se comporta.

 

Algumas vidas humanas são desprezadas nos serviços de emergência por vários motivos. O descaso machuca as almas mais sensíveis. É como se uma vida fosse mais importante do que a outra. Assim, para fazer valer os seus direitos, as pessoas esclarecidas gritam pelo que deve ser feito: preferência no atendimento de acordo com a gravidade do caso.

 

Enquanto há quem não cuide bem dos pais ou dos filhos, agindo de forma vil ao cometer o crime de abandono de incapaz, há quem ame um estranho a ponto de se emocionar. Gente pode ser assim também.

 

Ser a favor do direito ao aborto, ou a favor da eutanásia quando há desejo expresso do doente, pode ser uma cortina sobre o real motivo: comodismo? Medo do desconforto? Não seria melhor a prática do sexo responsável e da medicina preventiva?

 

Há quem deixe no automático a frase de que é a favor da vida, mas não pratica o que diz. Não cuida bem da vida dos que estão sob sua responsabilidade e nem da sua própria vida. Não segue os preceitos de boa higiene, faz loucuras, come errado, tem vícios, não faz as prevenções, e se nega a seguir tratamentos consagrados.

 

Caso alguém receba orientação médica e diga friamente que não obedecerá nada daquilo, quem acredita que essa pessoa respeitará a vida do outro?

 

Mara Narciso

Médica, Jornalista e Autora do livro “Segurando a Hiperatividade”

Mônica supera dificuldades de cegueira e lança seu segundo livro

monica
Mônica Messias sempre gostou de observar pessoas. Era capaz de ficar sentada durante horas em uma praça, só para ver a vida passar. Atenta, decorava feições, gestos, olhares. Encantava-se diariamente com as cores do mundo. Hoje, quando abre os olhos, vê apenas o abstrato, em tons de cinza.

Uma cor monótona, como ela mesma se sentiu durante algum tempo. Não restou sequer a sensibilidade à luz. A visão abandonou os olhos de Mônica, aos 25 anos. Desde os 11, ela era portadora de diabetes tipo 1, o mais grave. Jamais imaginou que a doença a levaria a uma complicação tão grande.

A família não tinha outros casos dessa enfermidade. Mônica, um moça vistosa, de belos cabelos castanhos, era secretária e levava uma vida confortável, no Lago Sul. Certo dia, assistia tevê quando uma mancha vermelha tomou conta de seu campo de visão. Era uma grave hemorragia, um derrame ocular, que mudaria a vida dela para sempre. O problema havia sido anunciado.

Meses antes, Mônica visitou um oftalmologista. O médico alertou sobre a gravidade. Tentou uma cirurgia, que lhe roubou a visão do olho esquerdo. Ainda restava o direito. A moça já não podia dirigir, mas conseguia ler livros, uma de suas maiores paixões.

Depois do derrame, a cegueira instalou-se de forma irremediável. Pouco depois, surgiu também a insuficiência renal. Mônica, um misto de sensibilidade e força, reaprendeu a viver. Hoje, aos 40 anos, conta essa experiência no livro Diabetes nunca mais! Meu transplante: o divórcio.

As páginas revelam a vida de Mônica depois de passar por um duplo transplante, de pâncreas e rim, em 2002. A cirurgia levou para longe o diabetes, o companheiro indesejado, mas não trouxe de volta o prazer de enxergar. O livro, que tem posfácio do jornalista Marcelo Abreu, será lançado sexta-feira.

Ao trabalho

Acostumada a transpor dificuldades, Mônica digitou as 147 páginas sozinha. Decorou a posição de cada tecla do computador. Ela, que nunca foi uma expert em informática, memorizou também os atalhos para comandos, como o de salvar o texto, por exemplo.

Contou com a ajuda de um programa que diz em voz alta tudo que ela escreve, lê até os e-mails. Raramente comete um erro ortográfico. Mônica tem fome de viver. Não se conforma quando a vida lhe diz não.

Esse é seu segundo livro. O primeiro, Doçura amarga, sobre como a diabetes afetou a rotina e a saúde da escritora antes do transplante, foi lançado em 1999. Levou poucas semanas para ser escrito. O novo exemplar é uma continuação e demandou quase sete anos para ficar pronto.

“Eu senti que devia isso às pessoas que leram o primeiro. Gosto quando alguém aprende alguma coisa comigo”, afirmou a autora.

Os relatos são um ensinamento, para quem tem ou não diabetes. Revelam-nos frágeis demais, impermanentes. Mostram como a vida, dona de si, se transforma sem mandar aviso. “Quando eu tinha 11 anos, não tinha tanta informação sobre a doença, nem havia tantos tipos de insulina.

Eu gostava muito de doces, massas. Sabia que não era bom para minha saúde. Mas fazia muitos esportes. Achava que isso compensava a dieta desregrada. Além disso, ninguém falava em complicações tão graves como a cegueira”, lembrou. Hoje, Mônica entende que, em determinados casos, quando a doença está descontrolada, praticar esportes não é indicado.

O quadro de saúde evoluiu para um só caminho: o transplante. Ela precisou mudar-se para São Paulo. A família, muito unida, ficou desmembrada. A mãe, Virgínia, seguiu com a filha para o outro estado. Foram quase dois anos distantes de casa. O pai, Alberto, permaneceu em Brasília, com os irmãos de Mônica, mas insistiu em doar um dos rins para a filha.

Mônica relutou. Mesmo doente, pensou na família, em primeiro lugar. “Eu morria de medo do meu pai morrer. Se o pior acontecesse, eu estaria tirando ele da minha família. Só aceitaria um doador vivo em último caso. Esperaria o quanto pudesse. Dizem que a pessoa vive bem com um rim só, mas eu não queria expor ninguém a isso por minha causa”, afirmou.

Tempos difíceis

No livro, a autora relata momentos dolorosos. Um dos piores foi quando se viu enganada pelos médicos que cuidavam dela.

“A chefe da minha equipe de transplante queria que eu fizesse primeiro o de rim e depois o de pâncreas, não os dois juntos. Mas assim ia demorar demais. O transplante duplo era a melhor opção. A médica não queria então não me informou quando a equipe dela parou de fazer transplantes de pâncreas. Me deixou acreditar que isso (o transplante duplo) seria possível durante meses”, lembrou.

Se a equipe que cuida do paciente não faz o transplante do determinado órgão, a pessoa passa a vez na lista de espera para alguém que esteja aos cuidados de outro grupo de médicos, esses aptos a transplantar a tal parte do corpo.

“Me senti enganada. Mudei de equipe. Recomecei tudo. Fiz novos exames. Só então o médico me deu força. Disse que eu era a primeira na lista da equipe dele para receber o transplante duplo”, relatou.

Depois de uma longa espera, Mônica conseguiu fazer a operação. Recebeu pâncreas e um novo rim, de uma só vez, como queria. Mas precisou esperar um pouco mais para se sentir feliz. O pâncreas, apesar de frágil, resistiu. O rim não se adaptou. “Desenvolvi uma síndrome horrorosa por conta dos remédios contra rejeição. Tive de lidar com a frustração de perder o rim, depois de tanta espera”, disse, emocionada.

Nova vida

Meses depois, veio um rim novo. Dessa vez, vitória completa. O corpo relutou, mas aceitou. Mônica poderia, finalmente, viver em liberdade. Deliciar-se com quantos chocolates quisesse, depois de mais de 20 anos com diabetes.

“Eu costumava dizer que me casei à força com o diabetes. O transplante representou meu divórcio. No dia seguinte à última cirurgia, acordei me sentindo outra pessoa. Foi como uma ressurreição. Estive perto da morte várias vezes, mas eu nunca soube. Minha família sorria não me deixava saber”.

Mesmo depois de tudo, Mônica é de um bom humor impressionante. “Eu digo para as pessoas que conheci quando eu ainda enxergava que na minha cabeça todo mundo é jovem, ninguém é barrigudo ou tem cabelo branco”, brinca.

“Quando alguém me pergunta: ‘E aí, Mônica, tudo azul? ’, eu digo: ‘Nada. Tá tudo cinza’”, contou, às gargalhadas. São sorrisos sinceros, de quem aprendeu a ser grata por estar viva.

Apesar das limitações físicas, Mônica é independente. Escolhe as próprias roupas, arruma o quarto do jeito que prefere bem organizado. Anda pela casa sozinha. Sai com os amigos. “Não gosto de dar trabalho para os outros.” Ainda guarda medos, como qualquer ser humano.

Precisa de mais tempo para ter segurança para caminhar sozinha pela rua. “É muito diferente nascer cego e ficar cego depois que você já viu de tudo”, resume. Mônica, porém, carrega em si a certeza mais importante. A de que vai renascer, quantas vezes for preciso.

Órgão fundamental

O pâncreas produz insulina, hormônio responsável pela redução da glicemia, ou seja, das taxas de açúcar no sangue. Quando ele não funciona bem, o diabetes piora. A insulina é essencial para que nosso corpo possa usar a glicose como principal fonte de energia. A exposição à glicose também prejudica a capacidade de filtragem do sangue pelos rins.

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Conheça a história

Lançamento do livro Diabetes nunca mais!

Meu transplante: o divórcio.
Data: dia 5, sexta-feira.
Local: Carpe Diem, Brasília Shopping.
Horário: A partir das 18h30.
Preço do livro: R$ 30,00
Pontos de venda (a partir do dia 6): Livraria Saraiva, Cultura, Dom Quixote, Sebinho e Nossa Livraria.
Fale com a Autora: monicamessias@uol.com.br

Comentários:

Autor: Vânia Pinto

Modelo de força e coragem, Mônica também se revelou uma escritora ágil e leve mesmo tratando de assunto tão doloroso e pessoal. O livro é imperdível aconselho a leitura do primeiro também! É uma aula leve e verdadeira de como respeitar o próprio corpo e de como superar as adversidades!

Autor: Leonardo Messias

Ótimo livro e belíssima história!

Autor: Paulo Mota

Mais uma historia que serve de reflexão! Por que não? Claro que sim! Vale à pena! Vamos à luta!

Autor: Leonardo Messias

Diabetes Nunca Mais! Meu transplante: o divórcio retoma a história verídica de Mônica dias após a celebração de lançamento do seu primeiro livro, em 1999, quando sofreu uma paralisia respiratória que quase a levou à morte.

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Autor: Marcos Moura Santos

Essa é uma vencedora!!!  

 

Leilane Menezes
Publicação: 03/11/2010 – 08h